Barra das Guias

terça-feira, 2 de março de 2010

Segunda Aula

Seguidão depois da aula de voz, veio a Expresão Corporal.
Novamente nos apresentamos. Já deu para gravar alguns nomes de amigos.
Reforçou-se aqui os recados de ficar descalços, roupa leve, sem celular, garrafinha de água e disposição. xD
Bom, começou com alongamentos simples, até mesmo normais de academias e aulas de ed. física. A diferença foi que Ou se começa da cabeça aos pés, ou dos pés à cabeça, para não esquecer de nenhuma parte do corpo nesta aula de consciencia corporal.
Alonga cabeça, gira cabeça, lado pro outro, frente-atrás. Depois braços, estica-os, poe atrás das costas, leva lá em cima e desce esquerda-direita. Depois alonga quadril, mexendo braços livremente de um lado pro outro. Depois senta e estica as pernas, faz-se um angulo de 90º com elas e desce com o braço até onde conseguir, tentando pegar a ponta do pé. Depois com a outra perna. TAmbém sentado faz-se um quatro com as pernas, com o pé sobre a coxa e então gira o tornozelo, depois com o outro tornozelo. Depois junta-se as pernas, estica-as no chão, senta-se com as costas eretas e poe ponta do pé pra frente, ponta do pé pra cima.E fim, ufaa.. suou!

Seguidamente, todos de pé, andando. Movimentando-se por o espaço onde estava sendo ministrada a aula. Preenchendo todo o espaço. Mas atenção, imagine que o espaço a preencher é uma bandeija e os atores os copos. Não há como equilibrar a bandeija se os copos estiverem todos em um canto. por isto, prestar atenção no grupo inteiro para preencher o espaço da bandeija por igual enquanto caminhamos. E sempre, olhando para a frente, para o horizonte a sua frente e não para o lado ou para o chão ou para o céu. Ah, e não ficar andando só em circulos, mas procurar conhecer todo o espaço, percorrendo caminhos novos, sem uma coerencia no ‘aonde ir’ .

Uma palma pela prof. e acelera o passo. Caminha mais rapido. Outra palma e caminha mais rapido ainda. Outra e outra palma e chega a quase correr por cima da bandeija (aqui, a metáfora da bandeija é o espaço de ensaio, ou o palco). Quando então a prof. falar STOP, todos param como se fossem estátuas. Param parado sem movimentar nem um pouquinho.

Depois de varias caminhadas e palmas e stops, começamos fazer a mesma caminhada mas de costas. E sem olhar para trás. E consequentemente sem palmas ainda, andando devagar. Se der um encontrão de costas, é só um susto, as continua. Observação do ator em como o espaço é preenchido, mesmo quando ele não consegue ver. O ator tem que ter uma visão 360º ao seu redor. Depois de andar de costas, é a vez de andar de lado. Mesmo esquema, sem palmas. Depois ainda andar de lado, mas pelo outro lado. E continua a preencher a bandeija.

Depois de outro Stop, recomeçamos a andar normalmente, preenchendo o espaço. Aqui entrou então a consciencia corporal que o ator deve ter de si mesmo. Pois o Corpo é o instrumento do Ator. Logo, andando, prestar atenção em como é o pisar normal. Sem parar de caminhar ou olhar para o chão para verificar. Mas sentir. Normalmente, o caminhar inicia-se pelo calcanhar no chão, daí vem o peito do pé (tarso) e os dedos dos pés (metatarso). Então, observando-se este caminhar, propor novas formas de caminhar/preencher a bandeija. Caminhar só usando as pontas dos pés. Depois só com o calcanhar. Depois só com o lado/parte externa dos pés. Depois com o lado/parte interna dos pés.

Voltando a caminhar normalmente, com o andar normal também: vir a observar como os braços se movimentam enquanto andamos. Sem parar de andar ou olhando para os braços. O caminhar é normal. O sentir a consciencia corporal que é o objetivo deste exercício. Os braços se movimentam para frente e para trás, normalmente. Não se vê na rua alguém andando com os braços rígidos ao lado do corpo. Também observa que os braços se alternam para frente e para trás num sentindo oposto da perna que vai à frente (quero dizer, se a perna esquerda vai à frente no caminhar, é o braço direito que vai à frente inconscinete, pois os braços equilibram o peso. Diferente de uma onça, que tanto os membros superiores e inferiores são movimentados ao mesmo tempo do mesmo lado.)

[nota mental: sou só um mero estudante iniciante de curso de teatro, nivel básico do básico, então se eu escrever algo de péssima verdade científica, ou se eu cometer erros estrondosos de coerencia em decorrencia da minha tentativa de descrever os exercícios, desculpa, mas a intenção é que EU entenda o que escrevi. Só estou compartilhando o que vivi e escrevo minhas percepções e lembranças das aulas. Logo, claro que sou sucetível a erros de critérios anatômicos e fisiológicos e etc… nunca estudei anatomia, nem nada mto específico de humanas. Então, compreensão, ok?]

Dai veio os ditos exercícios. Em duplas, um de frente pro outro, jogo da hipnose: com uma mão você hipnotisa o outro amigo e ele tem que seguir sua mão para onde ela for, sempre a uma distancia de um palmo da face do hipnotisado com a mão do hipnotisador. Faz-se o exercício usando todos os níveis de espaço, superior, médio e inferior. (estes níveis são a extensão do espaço que o ator está. superior é o espaço acima do ator, plano médio é a estensão frontal em pé, e inferior é a parte baixa do espaço usado pelo ator, onde está as pernas e pés. )

Daí para acalmar o pesoal e ir terminando a aula, voltamos a andar, preenchendo os espaços, e aos poucos ir diminuindo o ritmo do caminhar até que então pára no lugar na posição base do ator. Fecha-se os olhos, e concentra-se na respiração. Em silencio. Acalmar e ficar concentrados para a próxima aula.

Um comentário:

EDMEA ABOBOREIRA disse...

BOA TARDE
SOU PROFESSORA E VI QUE MEUS ALUNOS AMAM DRAMATIZAR, TRABALHAR COM O CORPO E A VOZ, POR ISSO RESOLVI MONTAR UM GRUPO DE TEATRO NA ESCOLA. COMECEI A PESQUISAR DE REPENTE ENCONTREI ESTE BLOG MARAVILHOSO QUE TEM ME DADO MUITO SUPORTE. PARABÉNS! PELO SEU TRABALHO.