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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Video de Peças

Oláá galerinha... este é um post agendado que mencionei no último...

Aqui deixarei dois  videos de peças inteiras de um grupo de teatro que assisti em um festival internacional de teatro pela primeira vez.

Já disse que me apaixonei pela primeira vez que os vi? pois é... foi pelo jeito como eles fazem a peça, o jeito como é fisicalizado cada um dos personagens, como eles não precisam dos apetrechos/acessórios para transformar o palco em um palácio, uma sacada, ou até mesmo a criação do mundo....

O nome do grupo de teatro é Companhia do Chapitô ... eles são portugueses, o encenador (diretor) é inglês.

Qndo eu os vi, assisti à peça "A Tempestade" de William Shakespeare ... e pelo que lembro de cabeça, é uma tragicomédia e última peça que ele escreveu. Ou uma das últimas... enfim...

O legal, que me fez apaixonar, foi que eles eram apenas em 03 (três) atores, um pano preto e um livro em cena. Nada mais no palco. Apenas estes 5 elementos (mais jogo de luzes e sons) e eles encenaram a peça inteira, com seus tantos mil personagens, suas tantas mil localidades, etc.... Eles transformaram e encheram o palco apenas eles 3 e os 2 acessórios na peça inteira. Foi muito surreal e me impactou de tal maneira que mesmo hoje, 7 anos depois de ver essa peça, ainda lembro com carinho.

Existe um teaser dessa peça no VEVO na qual pode ver algumas cenas... postarei no final para quem tiver interesse.

Porém para vocês, leitores/estudantes/amigos, vou indicar essa outra peça da Companhia do Chapitô, chamada ROMEU E JULIETA ... que, convenhamos, ninguém conhece (hahahahah ... *ironia* )

São apenas 2 atores homens em cena fazendo toda a peça inteira. Vejam por vocês mesmos como um ator pode fazer mais de um personagem e que figurino, cenografia, sonoplastia, etc.... tudo pode ser posto em cheque e verificado se é estritamente necessário para a execução da peça. Se não é algo fútil apenas colocado como uma muleta para ficar mais espetaculosa... No teatro, a expressão "menos é mais" pode ser bem interessante de se seguir.

"Com esta recriação de Romeu e Julieta, a Companhia do Chapitô vem mostrar que nem o amor, nem a tragédia, nem o teatro são o que eram em 1595. O trágico pode ser cómico. O clássico pode ser contemporâneo. O texto pode ser gesto. O teatro pode ser uma festa." (Cia do Chapitô, Site)

Clique aqui para ver o video inteiro
Obs: assista em tela cheia
Duração da peça: aprox 1 hora

A outra peça em video deles é uma que conheci pela internet mesmo, do canal VEVO deles. É baseada em algumas histórias bíblicas trata-se de uma comédia visual que retrata um Deus humanizado e confrontado com os inúmeros problemas relativos à criação do mundo, do Homem e da sua evolução (Cia do Chapitô, Site).


Clique aqui para ver o video inteiro
Obs: assista em tela cheia
Duração da Peça: aprox 1 h 30 m


E aqui o terceiro video, aquele da peça que eu assiti. São 7 minutos de teaser da peça original... alguns trechos da encenação que eu vi pessoalmente. Para quem tiver sem tempo, este video é interessante para verificar o que eu falei anteriormente. 

Comédia baseada na peça mais visual de William Shakespeare.História de magia, monstros e espíritos numa ilha encantada num mar distante. Conta o que aconteceu nesse mundo de sonho, quando a inocência, o amor, o medo, a malvadez e a vingança entram em choque sob o poder de um grande mágico. (Cia do Chapitô, Site)

Clique aqui para ver o video
Veja em tela cheia
Duração do Video: aprox 7min




Espero que vocês gostem destes videos e os assistam... eles são incríveis e de uma magia teatral imensa. E claro, cheio de insights para que vocês, atores-diretores-amadores possam sonhar com um teatro menos cliquê e mais profissional..... (pq sonhar não faz mal) 

E futuramente, contarei uma história de um teatro que fiz quando participava da igreja... Uma história legal, de tempos atrás, quando eu ainda fazia teatro... Aguardem, que ainda escreverei sobre ela... 

Boa pipoca para vocês ;)


domingo, 21 de maio de 2017

Como Dirigir uma Peça de Teatro - Parte 2

Continuando a saga... (se você não viu a primeira parte, leia aqui)

Nesta postagem, vou continuar a narrar minha saga no meu primeiro ensaio como diretor teatral, citando algumas dicas e teorias dentro do texto. 

Claro que, se você já leu bastante coisa do blog, sabe que eu vou vou falar um monte de baboseira, e narrar as aventuras, mas no meio disso tudo (acho que) você consegue retirar algumas coisas boas para se fazer (ou coisas para não se fazer também). Não me tenham como exemplo: sou apenas alguém normal que sabe que quase não sabe nada de teatro, mas se aventura a escrever como se soubesse bastante coisa. (E ainda me acho humilde, acima de tudo, rs) Enfim, acho que já tá bom de introdução, 'bora começar a nada boa aventura. 

"Previously on... Como Dirigir uma Peça de Teatro"

Como disse, cheguei ao primeiro ensaio com dois desesperos (texto e atriz) e uma omissão grave. Quer dizer, antes, recebi um aviso pelo facebook que uma das atrizes (a que eu conheço e que não é meu desespero) não iria. Mas como "the show must go on" eu não me amedrontei e confirmei presença com a atriz desespero profissa para o primeiro ensaio. 

Então, deixe-me atualizar: cheguei ao primeiro ensaio com 3 desesperos (texto, atriz profissa, e sozinho só com ela) e uma grave omissão. 

Cheguei, como sempre, uns 5 min antes do horário (odeio atrasar e odeio atraso). Já fiquei feliz pela atriz também não ter chegado atrasada. Chegou em cima do horário e logo nos pomos a trabalho. O nosso local de ensaio há muito não era utilizado e, por esta razão, tivemos que dar uma limpadinha antes. Foram uns 15-20min a menos de ensaio para limpeza. (E aqui está a primeira dica = se não quer perder tempo de ensaio, que o local já esteja pronto antes do horário marcado para ensaio. Em teatro amador, ou estudantil, cada minuto de ensaio conta. E nunca temos tempo suficiente de ensaio, ou seja, não adianta marcar 4-6 horas de ensaio, porque seus atores não vivem disso. Não são profissionais de teatro, que o ensaio é seu ofício. Por isto, aproveitem cada minuto de ensaio, chegando mais cedo e saindo mais tarde).

Depois dessa limpezinha, sentamos eu e ela, diretor com atriz, para então quebrar o gelo (pois eu não a conhecia ainda). Mas não só por isto, também para falar um pouco do projeto que eu estou querendo fazer, do texto (abordando no geral, sem dar mtos spoilers) e alguns motivos que me levaram a propor isto para elas. Eu acho significativo ser sincero para seus parceiros de trabalho, pois você precisa dos atores para que seu projeto de espetáculo seja executado. Mesmo se forem alunos ou crianças. Eles reconhecem com isso que você não vai ser um chefe chato, mas um líder que vai dirigi-los para um resultado final (mesmo que, no caso, o resultado não seja o que você tenha sonhado. Por isto não ponha tanta expectativa nem perfeccionismo em cima do projeto. Você pode se frustrar e virar um tirano no meio do processo e começar a comandar para que atinjam o seu grau de perfeição. Cuidado!) 

Conversei com ela por um tempinho, até que enfim, começamos o ensaio. 

Quem lê o blog deve já suspeitar como iniciei o ensaio: aquecimento, treinamento e ensaio. 

Sim. Acertou. 

Mas tem um porém nisso que eu aprendi. E depois lhes conto. 

Comecei com a parte de aquecimento: alongamento da atriz. Depois um aquecimento mais geral, pedi para que andasse no espaço de acordo com o ritmo (peguei um pedaço de pau e fiquei batendo no chão, ditando um ritmo no qual ela seguiria com o passo dela. Se eu batesse com o pau no chão rapidamente, ditando um ritmo mais rápido, ela deveria andar mais rapido, até mesmo correr. Se eu deixasse o ritmo de batida mais espaçado, mais lento, ela deveria andar devagar, quase parando). Este exercício eu gosto dele pois trabalha a concentração e também já a energia corporal - aquece e deixa o corpo preparado. Depois passei pro exercício de articulações (que já descrevi milhares de vezes pelo blog - quem não sabe, procure por posts mais antigos) e neste eu também usei a questão do pau para ditar o ritmo do moviemento corporal enquanto fazia o exercício. (Posteriormente, ela chamou o exercício de "dança corporal"). 

Após este dois exercícios para aquecer o corpo e o deixar mais pronto para começar as improvisações, eis que eu entro em desespero (sim, a omissão se revelou nesta hora, pois eu percebi a burrada que eu fiz, ou melhor, não fiz). Percebi, naquele momento, que eu deveria já ter alguns exercícios para ensaio prontos. Alguns exercícios previamente já pensados, alguns exercícios plano B (caso o primeiro não funcionasse) e até mais de um exercício... O caso é que eu paralizei e fiquei cru na frente da atriz. 

Confesso que eu não sou a melhor pessoa do mundo, não sou perfeito, estou aprendendo na prática com estas burradas das boas. Na hora o que eu fiz? Aproveitei que ela era profissa e pedi ajuda. "O que fazer agora? Como dirigir?" Ela  me sugeriu que eu propusesse alguma situação, algum problema, alguma coisa  que eu já tivesse em mente. Mas eu não tinha nada em mente! Mentira, eu tinha sim. Era uma idéia besta de um misè-en-scene que eu idealizei enquanto tentava solucionar o problema do texto na questão de dividí-lo em ações. Foi então que, sem tempo pra pensar, tive que tentar arranjar alguma proposta viável para a atriz não ficar sem fazer nada. E aquele silêncio constrangedor já estava me amedrontando... 

Foi então que, a primeira proposta foi... um tiro no escuro. Falei bem inocentemente "improvise sobre o verbo vestir" E ela ficou meio abobada com o que eu quis dizer... Será que eu me fiz de idiota na frente dela? Bem, acho que sim. Mas ela foi me ajudando também (graçazadeus!) e comentando que, ela poderia improvisar de várias maneiras tão genéricas que poderia ser muito diferente do que eu tinha em mente. Ela poderia improvisar uma mulher vestindo, um velho vestindo, um animal vestindo, um alien vestindo... faltava uma linha de partida (um contexto) para ela entender quem era ela (ela = personagem/performer). Foi neste estalo que eu prontamente disse: "okay, começar pelo personagem" E então, antes de improvisar a ação da personagem, fomos improvisar afim de encontrar a personagem. Mas como? Qual seria o ponto de partida para a atriz encontrar a personagem - isso pq eu não tinha passado pra ela o texto dramático para ela ver. Ela não sabia qual a intenção ou cena idealizada eu tinha na cabeça. E, pra falar a verdade, eu queria testar uma direção que a atriz encontrasse a personagem seja qual fosse, não que eu falasse "você é tal personagem, assim assim assado". Este fato é algo que eu quis tentar, experimentar para ver se funcionava. Mas continuemos a narração... 

Seguidamente pedi para ela que voltasse ao exercício das articulações e, quando encontrasse algum movimento interessante, transformasse esse movimento abstrato em personagem. E lá fomos nós improvisar movimentos corporais para encontrar a corporificação da personagem da peça. Ela  o fez extraordinariamente muito bem, entendeu a minha sugestão de guiamento e o fez sem reclamar. Estava lá dançando/articulando-se e quando um movimento era interessante eu pedia para transformar em personagem, para usar dos movimentos principais da dança e aperfeiçoá-los dentro de uma corporificação de futura personagem. 

Particularmente, foi uma experiência muito interessante ver os atributos físicos de um possível personagem surgir de um exercício de movimentos aleatórios. Metaforicamente é como rabiscar num papel branco e do rabisco você encontrar linhas que podem sugerir uma imagem figurativa, ou seja, você nunca sabe que desenho vai surgir com o rabisco. As vezes é um desenho legal, mas as vezes é uma merda. E sempre é um desenho diferente. Só que ela faz isso com o movimento do corpo. É bem bacana. E disto, devo como diretor, limpar e deixar mais artístico, dentro do conceito da peça. 

Enfim, voltando à narrativa. Ela estava experimentando uma corporificação para uma personagem, e quando eu achei interessante, eu passei a sugerir que esta personagem agisse em outras situações. Joguei dois objetos na frente dela e disse: "você está indecisa sobre qual objeto você quer pegar" e com isto, todo o jogo se transformou, pois dei um objetivo para a personagem perseguir. Ela criou, de acordo com o corpo da personagem, um jeito de ficar indecisa corporalmente... É, é, é... pensando agora, acho que fiz merda e só percebi agora enquanto escrevo este post... hahaha.. Ficar indeciso é muito subjetivo, não é uma ação, é algo emocional... E, quando se joga coisas emocionais para o ator improvisar, pode ficar meio... só na cabeça e não exposto fisicamente. Estão me entendendo? Embora, agora me lembro, na hora eu gostei, pois ela fisicalizou (fisicalizou=tornou físico) o "estar indeciso" - mas pode ser que atores inexperientes possam cair no clichê e ficar naquela indecisão de desenho animado. Enfim... 

Eu sei que esta improvisação, que ainda era sobre criar a corporificação da personagem, foi demais longa e acabou durando todo o ensaio. Quando vi, já tinha dado a hora combinada de terminar o ensaio, e a meu ver, não se tinha produzido nada ainda. Era como se este primeiro ensaio não tivesse ocorrido, ou fosse o ensaio numero zero, pois com ele que eu aprendi muito mais coisas e que no próximo eu pretendo me melhorar. 

Uma destas coisa que aprendi com este pseudo-primeiro ensaio (ou ensaio numero zero) foi sobre aquele momento de desespero que passei: 1) nunca chegue no ensaio sem uma gama de exercícios prontos em cima do texto. Tenha alguns na manga, caso as tentativas sejam falhas. 

Também abstraí e entendi o problema deste primeiro ensaio. Eu quis começar desde a criação da persaongem pela via da improvisação do ator. Algo que, agora entendo, é demorado pakas! Se eu continuasse a levar os ensaios dessa maneira, talvez em dezembro do ano que vem eu terminasse essa pequena cena que pretendo fazer com elas. Então o que eu aprendi foi: 2) dentro do limite de tempo planejado para os ensaios, não enrole na direção. (Não enrolar significa: não escreva um livro quando você tem que fazer uma síntese. Eu bem sei que eu AMO escrever demais, e não sou nada bom com coisas sucintas, breves, práticas, objetivas. Porém, para uma cena que pretendo fazer em 1 mês eu não devo partir desde a improvisação do caminhar do personagem. Devo ser mais ligeiro, mesmo que passando por cima dos meus paradigmas teatrais, e correr nos ensaios, já passando algo geral, já dando um parecer, já me adiantando com o ator, para ele saber o que eu quero dele.)

Estes aprendizados sobre a direção teatral só foram possíveis também pois aprendi muito com essa atriz "profissa" que está me ajudando muito e sendo quase uma professora. Humilde, sem neuras sobre ser dirigida por alguém menos experientes, super de boa em passar o que ela sabe. E não hesita em manter o profissionalismo, mesmo que talvez o resultado não seja o esperado.

.....

Escrevo agora de 2017... mil anos depois desse "ensaio zero"

Os ensaios não aconteceram... tiveram contratempos meus, das atrizes, enfim....

Estes ensaios aconteceram em dezembro de 2014... é faz um bom tempo mesmo! (meldels!)

Achei esta postagem rascunhada da época em que fiz, então até que tem boas impressões do ensaio ocorrido.

Depois desse tempo, não fiz mais nada com o teatro... embora tenha amigos atores, professores-mestres-doutores em teatro, amadores dessa foram de arte.

Todos os comentários são lidos, e caso eu receba alguns emails de vez em nunca, eu os leio com carinho e respondo dentro do meu limite.

Espero que vocês que lêem o blog e o consultam sempre, continuem levando essa forma de arte com carinho, dedicação e diversão. Pois o teatro é uma forma de arte temporal, única, que se forma na sua frente qndo vc menos espera ^^

Ah, vou postar mais pro futuro alguns links de peças de um grupo de teatro português que eu AMO e que me apaixonei qndo os vi pela primeira vez... foi paixão a primeira vista...mas vou deixar o post agendado tá (caso eu esquecer de entrar no blog) ;)

UPDATE: Post dos Videos agendado para Agosto-2017 =D

Merda pra vcs!!!










quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Como Dirigir uma Peça de Teatro - O Início

 Existe um termo que traduz meu sentimento para com o teatro = INSISTIMENTO

Eu insisto, apesar de saber que meus dias de glória meus dias de teatro já se passaram. Adoro quando recebo emails de leitores que buscam ajuda, ou que estão insistindo no teatro. E sim, leio todos os comentários tbm... heheh

Aliás, na minha própria cidade de interior eu achei uma 'insistidora teatral' muito determinada. Fico mto contente por saber que existem pessoas que lutam pela cultura, pelo teatro, mais que eu na verdade.

Bem, mas chega de blablablá e vamos ao que interessa para o blog-diário:

"Como Dirigir uma Peça de Teatro"

Eu bem sei que este é um termo que talvez trouxe você, leitor(a), aqui. Eu sei porque eu também procurei no google esse mesmo termo e me pergunte se eu achei alguma coisa? Achei nada! Então tive que recorrer aos universitários (ex-universitários de artes cênicas na verdade). E livros. E sites. E acreditar muito na minha intuição também. E botar a cara a tapa pra ver o que vai dar.

Neste post vou comentar a minha saga (teórica) de como ajeitar as coisas antes de chegar ao primeiro ensaio. E também vou descrever a minha saga (prática) do que eu fiz antes de chegar ao primeiro ensaio.

Como sabem (ou vão saber) já faz tempo que não mexo com nada relacionado ao teatro. Desde última vez, que eu realizei aquela oficina com meus amigos, eu não fiz mais nada. Mas eis que surgiu uma oportunidade neste mês de dezembro e cá estou para dividir minha tentativa de direção teatral com vocês.

Uma coisa já aviso: Isso tudo pode não dar nada certo. Até pq, o certo não existe no teatro. Não tem o jeito certo de fazer. Existe apenas o fazer. (frase que os universitários me disseram).

-----------(INICIO DA PARTE TEORICA)------------

"Então como é que se faz isso, produção?"

Após ter escolhido o que você pretende transformar em algo apresentável - um texto dramático, uma poesia, uma reportagem, um pedaço do seu diário, uma frase, um microconto do twitter, etc... Você, como diretor/responsavel da peça deve se fazer algumas perguntinhas - talvez óbvias demais e que nem mesmo eu me liguei de me perguntar:

1) Qual é o objetivo que me leva a querer fazer essa peça? 
1.a) Vale a pena montá-la?
2) Para quem é essa espetáculo? 
3) Qual é o objetivo do texto? Do autor do texto para com o texto? 
4) Qual são as capacidades/habilidades dos meus atores? 
4..a) É uma peça em que eu posso trabalhar/realizar uma experiencia criativa para todos os envolvidos?
5) Será divertido/satisfatório montá-la? 

Estas perguntas devem permear a mente do diretor antes de levar a proposta da peça para o grupo/atores. Até para servir de justificativa para caso seja questionado: "mas por que essa peça?".

Depois disso, o diretor/encenador deve fazer uma análise do texto. Essa análise servirá como base do futuro espetáculo que está para vir. Esta análise é tanto criativa como racional, pois servirá como guia para os ensaios, propostas de exercícios e todo o resto da produção até a apresentação. 

Bem, "Mas como se faz essa análise do texto?" 

Digamos que esta é a parte criativa do diretor para com a peça. É nesta análise sobre o texto, sobre o grupo, sobre tudo que envolverá a realização do espetáculo, que o diretor exerce a sua criatividade e define como será o espetáculo. Mas calma lá - não vá sonhando com as marcações nem entonações das vozes ou qual ator se encaixa em qual personagem. Muita calma nessa hora. 

O diretor deve fazer esta análise considerando mais o texto (ou processo criativo do qual surgirá o texto dramático) e fazer a sua "interpretação" do texto. Deverá racionalizar sobre qual o objetivo do texto, qual o enfoque que o autor quis dar com o texto, qual a função de cada personagem, quais possíveis temas, reflexões o texto traz - e outra série de coisas que podem ser aproveitadas.
A partir daí poderá também definir (ou ainda não) qual a estética da peça, qual o possível espaço que esta peça será apresentada (se de rua, de palco, de espaços alternativos, etc), qual tema poderá abordar como um todo... Esta é a parte criativa do diretor, no qual ele vai idealizar a peça. 

Existe uma técnica interessante neste ponto do processo criativo do diretor, que ajuda-o a como passar a sua intenção da peça para os atores durante os ensaios. De modo geral, esta tecnica se resume a 1) leia o texto inteiro e o compreenda cada parte; 2) divida o texto/peça em cenas ou pulsações mínimas, pequenas partes do todo; 3) divida estas pequenas cenas em frações mais mínimas, dissecando-a até chegar ao átomo da cena (que você vai descobrir ser as ações e intenções dxs personagens).

Chegando no átomo da cena, a ação dxs personagens em cena, este será o caminho para a construção das cenas pelos atores... Este átomo da cena converterá em propostas/problemas que o diretor dará aos atores para que eles solucionem (representando/atuando/improvisando) para que a peça se desenvolva e torne uma linda produção teatral. 

Em teoria, este é o início do trabalho do diretor antes mesmo de começar os ensaios. Ele deve já ter um objetivo (ou um vislumbre do objetivo) que quer alcançar e trazer consigo propostas de ensaio (exercícios, jogos) para fazer os atores atingir esse objetivo que ele idealizou. 

Percebam aqui que em nenhum momento eu cogitei em escrever "imaginem a peça dos seus sonhos" pois, lamento informar, o que você tiver idealizado muito provavelmente será difícil de atingir 100% idêntico ao da sua imaginação. Transpor um ideal de uma peça para a sua produção concreta não é uma tarefa fácil. Haverão impecilhos - atores fracos, falta de equipamento técnico, problemas de equipe, etc. - mil coisas que a Lady Lei de Murphy provavelmente vai ajudar acontecer. 

Não quero ter que dizer "Não ouse imaginar a peça sendo feita", mas você como diretor/entendido teatral sabe que se for para a peça ser exatamente como você sonhou, você terá que ser aquele diretor tirano, autoritário, que manda o ator fazer tintim por tintim, andar até ali, fazer tal pose, fazer aquela expressão de gato de botas, e o seu ator não vai passar de uma marionete para você brincar. Aconselho ir brincar de The Sims que é mais garantida a satisfação. 

O diretor/encenador deverá ser o líder do grupo (neste momento, claro) em que o grupo/atores deverão confiar cegamente que ele guiará para uma produção de algo que valerá a pena ser apresentada (ou senão qual o motivo de você estar fazendo isso?) 
E como líder, deverá conduzir os atores através de propostas/problemas dentro do contexto da peça para que os atores consigam criar a parte deles dentro da produção. Deixe que os atores atuem, enquanto você os guia em direção ao resultado que você sabe qual é. Não faça o trabalho do ator (que é representar/atuar/criar em cena) e nem deixe que o ator faça a sua parte (que é de encaminhar a atuação deles para o melhor resultado possível dentro da proposta que você idealizou). 

Bem, sabendo disso, você tem meio caminho andado para dirigir uma peça de teatro (ou até menos de meio caminho, talvez 1/3 do caminho...) É, ainda tem muita coisa por vir. Os ensaios ainda não começaram. 

------------- (INICIO DA PARTE PRATICA)---------

Lidando com a oportunidade de vir a ter outra experiência teatral, não tardei em começar minha busca teórica por material para eu conseguir trabalhar. 

Inicialmente meu objetivo era apenas me divertir fazendo teatro, ao invés de ficar mofando em casa. Tá, eu sei que é um objetivo péssimo para começar algo, mas isso acontece nas melhores famílias (ou como dizem, "em casa de ferreiro, o espeto é de pau"). 

E bem, foi por isto que o meu começo foi uma droga bem ruim. Queria apenas um texto fácil para trabalhar em algo rápido e sem dificuldades. Mas e eu consigo? Mesmo após escolher um miniconto, eu o abandonei e retirei algumas reflexões do meu diário íntimo, converti em frases de efeito (quase uma poesia) e 'bora tentar fazer a tal análise do texto!!! 

Mas quem disse que eu consegui? Minhas reflexões (meu texto) não sugere nenhuma cena, nenhuma ação, nada. Parece texto de auto-ajuda e que eu quero transformar em peça (ou como eu sugeri, em algo apresentável). E este foi o meu primeiro desespero (ainda havia outro por vir). 

Recorri aos universítários, como disse (meus amigos ex-universitários de artes cênicas - muito úteis quando eu não sei como fazer alguma coisa ou preciso de ajuda urgente) e deles recebi apenas incentivo e um "te vira, mané". Nem mesmo o google me ajudou muito neste sentido (confesso, tive medo de aparecer este meu blog nas respostas do google =P ). Por fim, me voltei aos livros que eu tenho. E um em particular - "Improvisação para o Teatro" da Viola Spolin - que eu sabia que tinham dicas mais práticas para o diretor. (obs: já citei-a muitas vezes no blog, ela estuda jogos teatrais e este livro tem milhares de jogos e dicas principalmente para quem trabalha com crianças. Vale a compra). 

Peguei o livro e o li nas partes grifadas que tenho, mas nada que eu já não suspeitava e que não tivesse pensado. O meu problema é o maldito texto que eu escolhi para transpor em peça, pois ele ainda está bem difícil de analisar. Foi então que, com ajuda, fui questionado às perguntas que listei acima (e que não tinha respondido ainda). Me foi abordado a seguinte pergunta: "Onde exatamente você quer chegar com esse trabalho ou texto?" E cataplufe, eis que a moeda caiu. Eu não tinha pensado nisso. O que eu quero com este texto? O que me levou a escolhê-lo? Como posso traduzir o sentimento do autor do texto (no caso eu) e o objetivo com o qual ele escreveu o texto (por isso eu peguei um texto meu) para um algo apresentável? Qual o tema/palavra-chave/assunto do texto que eu quero que a platéia sinta com a tradução para algo cênico? E destas indagações/análise racional sobre o texto que eu fui aos poucos conseguindo ter um vislumbre do que poderia ser apresentado. Até mesmo qual seria a estética da peça. Consegui, enfim, idealizar várias maneiras em o que texto poderia ser convertido em cena. 

E assim, mais tranquilo agora, conseguiria partir para meu primeiro ensaio. 

Mas eis que, cometi uma omissão que me atrapalhou no primeiro ensaio (fica para os próximos capítulos da saga), e apresentou-se o meu segundo desespero: uma atriz nova do grupo entende mais de teatro e direção teatral que eu (Ela é estudada, profissa, graduada). E agora, José? 

Confesso humildemente: caguei nas calças de medo. Como dirigir uma atriz profissa sendo que eu não passo de um amador sem muitas experiências??? Ela pareceu simpática, mas... Seria mesmo? Será que não vai ser uma vaca metida mimada que não recebe direção de alguém de menos experiência que ela? E como saber das habilidades dela... (lembram que comentei, conhecer as habilidades/capacidades dos atores) Realmente, eu estou numa enrascada! Não tenho a mínima noção do que ela sabe fazer, do comportamento dela, da humildade dela. 

Eis que um amigo meu cita: "Se ela for daquelas atrizes mimadas e metidas, tu ta fodido. Se não for, é tranqs". 

E foi assim que, com estes dois desesperos (texto e atriz) e uma omissão grave (duvido se alguém adivinha qual é) eu cheguei no primeiro ensaio.

Continua... 

-----------(FIM DA PARTE PRATICA)------------

Para quem acompanha o blog (que eu sei não ser mto difícil acompanhá-lo pois ele está há um tempinho jogado num canto da websfera) esta saga de "Como Dirigir uma Peça de Teatro" será de curta temporada, durando apenas o mês de dezembro/2014 e talvez janeiro/2015 (ainda não sei). 

Então, caso queiram, comentem neste post, me ajudem com suas experiências também, perguntem, tirem suas dúvidas, elogiem, xinguem, enfim... façam um auê enquanto eu estiver online na ativa. 

Depois, o blog voltará ao seu período de hibernação e só Deus sabe quando voltarei a escrever neste meu diário online - que ao que parece, ajuda alguns. 

Então é isso. Abraços e Beijos. E muita Merda para quem tá na ativa. 

Até o próximo post.

UPDATE: Veja a continuação desta história clicando aqui

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Estímulos para o Treino com Máscara Neutra

Esta postagem é uma continuação da série sobre a Máscara Neutra. Se não leram a primeira e a segunda postagem, leiam que são introdutórias.
...
            (...)Depois de ter em mãos a máscara neutra para o treinamento, o que fazer??? Pô-la no rosto e sair fazendo macaquices? NUNCA!!!!
            A máscara neutra traz a sensação de estar portando um “algo mágico”, pois traz consigo a idéia do personagem, o personagem que é a máscara do ator. Contudo, por ser uma máscara genérica, na qual todas outras poderiam surgir desta, ela traduz uma neutralidade na interpretação, uma essencialização nela mesma.
            Para a aplicação da máscara neutra no meu treinamento sozinho, eu tive que buscar a formação sobre a máscara (feita no primeiro post desta série) e então busquei, segundamente, algumas dicas de temas de exercícios dentro de cada literatura que fiz pesquisa (porque não achei em nenhum lugar sequer, exemplos descritos de exercícios prontos para o treinamento com a máscara. Então, com a minha liberdade de estudante-praticante que não tem ninguém observando se faço certo ou errado, fiz a minha série de estímulos para exercícios de máscara neutra – porém baseado em que já ouvi e li a respeito).
            Assim, fiz uma cata de menções de “temas” de exercícios dos dois pesquisadores-teatrólogos para fundamentar meu treino e aqui repasso o que escrevi a mim mesmo: 

a) Menções provindas das pesquisas de COPEAU (mencionada por DECROUX, às vezes transcrita por quem escreveu o TCC [minha amiga] ou a TESE [Luiz Louis] [estão misturado as fontes de quem peguei estas citações]:      
  • Nessas aulas [de máscaras], os alunos improvisavam, quase nus, temas como o nascimento da primavera, o crescimento das plantas, o vento nas arvores, as seqüências de movimentos feitos por uma maquina ou, simplesmente, Copeau dava uma palavra, Paris, para que desenvolvessem ações. 
  • Nós reproduzíamos sons da cidade, das casas, da natureza, dos choros dos animais. Tudo com a boca, as mãos e os pés. (Decroux, sobre representação com máscara)
  • [Com a máscara] Um corpo não precisaria ser, necessariamente, um corpo cotidiano, mas poderia corporificar uma sensação, uma idéia ou até mesmo representar um objeto (...) Em muitas improvisações realizadas com a máscara, o corpo dilata-se e gera um novo significado, podendo representar o venta, a paixão, um vegetal, etc. Ele [Copeau] propunha que nos aproximássemos da essência humana mais pela imaginação do que pela razão.
  • Nunca tinha visto imobilidades prolongadas ou explosivos movimentos seguidos de petrificações repentinas (Decroux, sobre representação com máscaras).
  • Improvisavam sobre temas do nascimento, das emoções, da descoberta de si no ambiente, comportamento animal, características humanas nos animais e vice-versa;
  • Esses treinamentos [com a máscara neutra] baseavam-se em improvisações silenciosas, que tinham como principais temas os quatro elementos da natureza, a dinâmica dos animais e situações que envolviam ações humanas.  Eram realizados individualmente e em grupo com temas como: “o ser que vai comer geléias no armário”, “o roubo”, “o ser que se sentou num formigueiro”, “um ser que saiu à noite no vento e na chuva”, “dor de barriga”, “batalhas”, entre outros.
  • Mimávamos ações modestas: um homem importunando uma mosca, quer ver-se livre dela; decepcionada com a cartomante, uma mulher a estrangula; um oficio, um encadeamento de movimentos de máquina (Decroux).
  • Reproduziam-se a vida da cidade, do campo, dos animais, faziam-se ruídos com todas as partes do corpo, sendo que, nesse jogo compunham o roteiro de ações que executavam.
  • Copeau resgatou os jogos de infância e o faz-de-conta para dentro do treinamento.
  • Sobre o Nascimento da máscara. – A máscara toma consciência da sua existência. Jogo dos músculos do pescoço. Levantar a cabeça. Olhar. À direita. À esquerda. Olhar suas mãos. Seus pés. Se levantar. Andar.
  • O tema da infância sempre esteve presente em suas propostas [de Copeau]. O objetivo desta abordagem é fazer com que o aluno volte a lidar com o mundo com o frescor da primeira vez, a ver e tocar os objetos como se não os conhecesse.
  • Outra situação motriz da improvisação é a espera.
b) Menções provindas das pesquisas de LECOQ: (mencionada em seu livro, e às vezes transcrita por quem escreveu o TCC [minha amiga] ou a TESE [Luiz Louis] [estão misturado as fontes de quem peguei estas citações]:      
  • Lecoq trabalhou ainda sobre os elementos da natureza, as matérias, os objetos, os animais, as pinturas, ou seja, tudo o que está diretamente relacionado com o homem e aquilo que o cerca.
  • Os temas trabalhados com a máscara são simples em seu enunciado, mas difíceis em sua profundidade. Como por exemplo, despertar pela primeira vez; descobrir a natureza; o adeus; o lançar a pedra. A improvisação permite ao ator tornar-se aquilo que ele vê, reconhecendo seus ritmos.
  • O trabalho com os elementos da natureza constitui um dos temas centrais da máscara neutra. A natureza referente a este tipo de jogo se coloca inicialmente de maneira calma, em equilíbrio, fala diretamente com o neutro. Trata-se de uma viagem simbólica que vai do primeiro estado de calma ao estado extremo de revolução.

       Diante destes estímulos, baseei meu treinamento com a máscara neutra. Faço bastante o trabalho com a qualidade de energia provinda dos elementos da natureza: terra, água, ar e fogo – elas, aliás, já me deram uma base na minha cena, por assim dizer.

        Contudo, o restante do treino é com quem o pratica. Então se vocês estão fazendo um treinamento solo (ou não), não tenham medo de tentar fazer. O máximo que pode acontecer é não dar certo – mas pelo menos você tentou.

E Boa Sorte! 

segunda-feira, 7 de março de 2011

Interpretação – aula 1

Após início com conversa do prof com a sala, sobre ementa do curso, objetivos, leituras, bibliografia e o básico medão de sempre, fomos fazer a apresentação da turma de um jeito todo diferente:

Sentados de costas para uma parede, na nossa frente uma cadeira no meio da sala, uma pessoa se levanta e vai à cadeira, senta, e de frente à todos se apresenta (nome, de onde veio, pq quis fazer graduação de teatro, se teve alguma experiencia anterior, etc etc e o que mais quiser falar), e depois disso tudo, volta ao seu lugar encostada na parede. Em seguida, a próxima pessoa ao invés de fazer a sua própria apresentação, antes, imitará a apresentação da pessoa anterior, tentando igualar gestos, posturas, dicção, tonus muscular, a corporeidade da apresentação da pessoa anterior – desde o caminhar até a cadeira até o finalizar e voltar ao lugar (neste jogo, o texto é o que menos importa. Teve gente que errou nome, idade, cidade, historia, errou tudo, mas a postura corporal foi superinteressante). Depois de fazer esse jogo, então a mesma pessoa fazia a sua propria apresentação. E o seguinte faria a imitação do segundo e asssim sucessivamente, até a ultima pessoa se apresentar, e a primeira pessoa que se apresentou imitar este último.

O exercício que sucedeu a apresentação pareceu mais um jogo cênico. Caminhando pelo ambiente de ensaio, até começar a correr, preenchendo todo o espaço de sala, fizemos, até que então o prof começou a pedir para cada participante (um de cada vez) fizesse um movimento gestual e um som que acompanhasse esse movimento – e os demais participantes deveriam “seguir o mestre” imitando o gesto e som, mas não necessariamente atrás do “mestre” mas caminhando pelo espaço de ensaio. Então que cada um por vez fazia o gesto e som e os demais imitavam-no. se não me engano, seguiu-se uma ordem alfabetica dos nomes até o último. Após chegar no último, fez-se o caminho inverso, pedindo para o anterior repetisse o movimento gestual e som feito anteriormente para que se gravasse na memória esta “ação” (digamos). Após chegar à primeira pessoa que começou com estes gestos, então todos paramos e o prof pediu para que criássemos uma cena (improvisada) com os movimentos e respectivos sons que acabamos de executar. Uns 15min para montar e saiu da sala.

Após um fervoroso brainstorm cheio de líderes que queriam “coreografar” a cena, decidiu-se (ufa) que um ou dois fossem os “coreografos” para que assim a cena enfim pudesse ser desenhada e estruturada. Um dado interessante que surgiu foi que um tema veio em mente para que montassemos a cena com os movimentos-sonoros. Assim foi feito, com ajuda de muitos e umas variáveis improvisacionais, até que enfim, depois de ums poucos ensaiozinhos rapidos, chamamos o prof e ele visualizou a “cena criada” (né??)

E depois fim de aula.

sábado, 10 de abril de 2010

Sensibilização

Ué, tá repetindo a aula? Não, não estou. Apenas aconteceu que hoje tivemos duas aulas de sensibilização. Uma inicial, com percebção e consciencia corporal e exploração de novos movimentos. E a outra será no outro post =P

A aula começou com o quê? uma chance! tsc, tsc, tsc… Caminhando e.. Alongamento!!! Ahêêêê!! (Y)

Tá, divertimentos à parte, vamos pra parte descritiva:

Começamos a caminhar e respirar, e aquele papo todo de como caminhar (posts anteriores têm as dikas de como caminhar preenchendo o espaço). [Dika da prof: o caminhar do ator, nessa de preencher o espaço, se não for bem executada, pode até já eliminar alguns numa determinada seleção de atores =P vaaaaai, troxa!] {dika do dia: a cabeça e o olhar indicam onde o ato de caminhar seguirá. Se for virar, a cabeça e o olhar viram e depois, então o corpo virará para seguir o foco que o olhar focou} {outra dika do dia: o caminhar é um pré-aquecimento e momento de concentração do ator. Então, não atrapalhe os demais membros do grupo de ensaio; foque somente em você, na sua respiração, no seu aquecimento e na sua concentração.}

A dinâmica começou com: uma palma e pára no lugar que estão e alongam a parte do corpo que a prof disser. Assim, todos continuaram caminhando, caminhando, mais rápido, mais rápido até que PALMA e: stop, todos páram. E então ela diz: PÉS! E então, corre na memória, alongamentos que trabalhem os pés e articulações que lá se situam. Depois de um tempinho, continua a caminhada no ritmo que estava. Mais rápido, mais, mais… PALMA: e agora os JOELHOS: e então parte para aquecer os joelhos, pernas e articulações que lá estão situadas, com exercícios e alongamentos que a memória se lembra. Logo, volta ao andar pelo espaço de ensaio, no mesmo ritmo, e PALMA: QUADRIL. E parte para os quadris. Alongar e exercitar todas as possibilidades de articulação dos quadris. Volta ao caminhar e então PALMA: as MÃOS. Depois, BRAÇOS. Então veio o TÓRAX, seguido do OMBRO e então PESCOÇO e CABEÇA.

Depois disso, juntam-se em duplas e cada dupla terá que se ajudar alongar, mantendo um contato corporal e explorando movimentos e alongamentos. Isso tudo, explorando os planos alto, médio e baixo. Então, também, dêem uma cambalhota dos avesso (de trás) pelo chão. E continuem a se alongar. Até que…

Até que todos se deitam no chão. E deitados, relembrem a sequencia que foi feita: primeiro os pés, depois  pernas, quadris, mãos, braços, tórax, ombros e por fim, a cabeça.

Com uma música ritmada (no exercício foi um ritmo de valsa: 1,2,3,1 – 1,2,3,1 – 1,2,3,1 só que numa música até que agitadinha). E com a música, explore cada movimentação e articulação, seguindo a sequencia das partes corporais que foi feitaa no alongamento. [lembre-se que a música não é fundo musical, mas algo para dialogar e sentir com o corpo, fundindo a música/melodia/ritmo com o gestual/movimentos/sensação corporal] Comece explorando toda a sequencia das partes corporais no plano baixo. E vai sempre num ciclo, repetindo a sequencia sempre que acaba. E seguindo a música. E quando perceber, você precisará explorar o plano médio, e continue com a sequencia, relembrando e explorando cada parte do corpo em sintonia com a musica. Até que então você já estará no plano alto e praticamente dançando, fundido à música ambiente. E nisso continua na sequencia, não perde a concentração. Pois desse clima que se estabeleceu, diretamente seguirá para o proximo exercício sem pausa.

A música é trocada (mas não por estar sem som, durante a troca de musica, que o corpo deve parar de dialogar com os movimentos) e a musica seguinte é algo mais intenso, que se faz com mais presença. E nesta presença que a prof ministra com sua narração: era para que nos imaginássemos como aborígenas da austrália, algo tribal, e estávamos em festa, interagindo com os outros. [nota mental: não vou descrever como sentia-me durante e exercício e nem o que fizemos, mas somente tentarei dialogar com a narração que nos foi ministrada. Isso, com o apelo que minha memória não é lááá aquelas coisas, então pode não vir algo tããão bom, mas o essencial, assim espero. =D ]

“E a pela interação, um membro que vai ao meio da roda é o líder do grupo, o qual lidera os aborigenas, incentíva-os. Não distinguindo-os por sexo ou idade. Cada um é um membro da tribo por igual. / Então, a tribo é divida em duas, bem distintas. E estas duas tribos devem marcar seus territórios {Lembrando que novos movimentos devem ser explorados, não ficar sempre repentindo as mesmas coisas} {não falar verbalmente palavras, pois estas tiraram a concentração estabelecida} Agora estas duas tribos entrarão em guerra, numa disputa. Algo bem definido e vislumbrável. / Então as tribos se apartam, contudo continuam se escarando.”

Nisso, a música é trocada por algo clássico, instrumental. Na troca, claro, observar para não perder o clima estabelecido, ou seja, não sair da concentração do jogo.

Com a nova melodia: “E agora, as tribos tornam-se elegantes damas e cavalheiros numa festa de época, num baile medieval. Contudo as duas tribos ainda são distintas. / E novamente, um conflito acontece entre as tribos. E esse embate continua até que então todos se acalmam pois soou a meia-noite. E à meia-noite algo de surpreendente acontecerá. Todos esperam pelo acontecimento da meia noite. E então …” (nota mental: aqui segue a história, se quiser continuar o jogo, ou então pára. Tudo à percepção da pessoa que conduz o jogo e a narração, que perceberá se a concentração está boa para continuar, ou se já esgotou e acaso continuasse não valeria a pena e por isso acaba. Deve-se isso à sensibilidade da pessoa que conduz o jogo. E tenho dito! =P )

Depois disso, todos em roda, e dialogamos enquanto grupo, as dificuldades, as facilidades, o que aconteceu com cada um de nós, do exercício, do jogo, se manteve a concentração, se não manteve. Pois o jogo se trata de aquecer, mas concentrar e sensibilizar com o clima da cena, com o desenvolver da história acontecimentos. E exploração de movimentação/gesticulação junto à concentração e criatividade. E, devo citar, se por algum acaso você perceber que houve um momento de obstáculo em si, por achar que seria dito ridículo ou por aachar-se tímido e “o que vão pensar de mim?” … isso é normal acontecer, mas o importante é que durante um exercício assim, o ideal é SE JOGAR, VAI FUNDO, VAI ATÉ AS ULTIMAS CONSEQUENCIAS e aproveite o embalo. Pois o teatro é um auto-conhecimento da pessoa do ator, um conhecimento que se a pessoa-ator se restringir, por alguma causa, demorará para se deliciar com o que virá a descobrir em si mesmo.

E tenho dito! xD

Até prox post: será na terça-feira!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sensibilização

Embora a aula anterior tivesse muito atrelada à abordagem da sensibilização também (se não leram, leiam, pois é muitíssimo interessante últimos exercícios), esta aula foi algo mais prático e criativo também.

[nota mental (para leitores?): leiam o exercício todo e então entenderão qual tipo de música para refazer este tipo exercício.]

Primeiramente, todos se sentaram em torno de um rádio e ficamos a foi-nos dada a instrução de apenas escutar uma música. (muito estranha por sinal) Depois, todo mundo começou a conversar sobre as primeiras impressões que tiveram desta música: era macumba, era uma velha com voz frouxa, era uma tribo indígena, era um ritual satanico, era um funeral e muitas outras loucas impressões. Então, racionalmente, listamos impressões sobre a VOZ, que alguns disseram ser intensa, outros frouxa, outros disseram ser uma voz rouca, de uma velha desdentada. Sobre qual a impressão de COR sobre a melodia: vieram tons marrons, roxos, negros… branco (pelo ritual) e até amarelo citaram. Depois refletir sobre que FORMA a melodia expressa: vieram quadrados, cilindros, formato de uma almondega e etc. Enfim, então, voltamos a re-escutar a tal música. Depois de re-escutar, voltamos a firmar algumas impressões, redefinir outras, e até cenas foram ditas: era uma velha varrendo o chão, cansada; era um funeral; era um centro de macumba; etc. (só listei o que a memória me permitiu lembrar)

Então, dividos em grupos, depois desse brainstorm (tempestade de idéias), o exercício era fazer uma cena com esta musica. Uma cena em que a música fosse essencial para o entendimento e para o clima da cena. OU seja, a musica teria que se fundir com a cena e vice-versa. (aqui vem a parte criativa e improvisacional do exercício.) E então, os grupos sentam, pensam e criam uma cena e por fim apresentam-na para os demais grupos (publico).

(Algo que devo citar, mas por ter surpreendido até a prof: foi uma cena que foi feita, que teve uma estética clean e simples, porém teve sentido de encenação ritualística, com cada movimento cênico bem ministrado e ordenado. Bem marcado! [nota mental: só para citar]

Ao final de todas apresentações, a prof comentou que a música era uma música indígena, entitulada como o canto da arara ou algo parecido (nao lembro muito bem).

Contudo, o mesmo exercício foi re-feito, agora com uma nova música: uma tarantella italiana bem alegre e cantada!! o.O E mesmo assim, as impressões foram dialogadas e listadas: clima circense da musica, algo de festivo, macarronada… As CORES citadas pela impressão foram vermelho e amarelo, embora verde e branco também apareceram (por causa da bandeira da itália? rs) E a FORMA foi a de um circulo, oval, forma de pizza (nenhum quadrado foi citado).

Depois foram para o exercício das cenas (mesma coisa do exercício anterior, contudo a MUSICA era diferente). E todas as cenas foram bem festivas, alegres, movidas pelo ritmo dançante da musica italiana. =DD

E depois disso tudo, fim da aula. AAAAAAaaaaaaaaa *entonação tristonhaa* “A aula de hoje passou tããão rápida”, sim foi!

terça-feira, 30 de março de 2010

Improvisação

Fiquei entre “Jogos Teatrais” e “Improvisação” no título desta aula. E sabe pq? Pois sériamente que os jogos não são mais os mesmos jogos de antes, é mais uma montagem de cena improvisacional. E também, tipo, pq esta aula só teve 01 exercício/jogo/cena.

Divido em grupos, cada grupo foi responsável por uma cena. Mas a regra da cena era: cada membro/personagem deve mostrar seu relacionamento com o outro ator/personagem durante a cena. Isso tudo SEM se expressar verbalmente, mas podendo fazer barulhos. Não cair na mímica, nem em blablação (vulgo, embromation).

As cenas aconteceram até que mais ou menos. Umas mais, outras menos. Não vou citá-las. Mas depois dos grupos se apresentarem, o prof começou com a parte importante: as dikas e toks para cada cena, e consequentemente, para se montar uma cena.

Entre os comentários, citarei os que lembro, e escreverei conforme eu entendi (isso quer dizer, que estas dikas podem estar filtradas sob a minha ótica/percepção e posso estar errado em algumas coisas tbm.. vai saber!)

Em uma das cenas, houve um tumulto de gestos, sendo impossivel distinguir em quem estava o foco. A dika foi em ‘pontuar’ a cena enquanto está conversando com o grp para montar a cena. Pontuar, signicaria, cadenciar/segmentar os momentos da história, para o publico distinguir cada expressão e gesto que está na cena, recebendo sempre uma comunicação da história de cada vez.

Também houve o ingresso de objetos imaginários em outra cena. Isso é um xis da questão na cena. Pois os atores devem estar concentrados e prestando hiper atenção em toda cena e perceber que, se alguem acrescentou um objeto imaginário, este objeto não mais deve sumir do nada. Quero dizer, que os atores devem então prestar mais atenção para não se desfazer dakele objeto imaginário durante a cena, senão a cena ficaria desmembrada. // uma comparação com isso, pode ser qndo se tem ‘pontuado’ a cena e tal objeto (ex: um copo) deveria estar em tal lugar, contudo um outro ator o colocou do outro lado do ambiente. Logo, o ator que vai pegar o copo no determinado lugar, deve já ter percebido que o copo foi ‘sem querer querendo’ levado à outro ponto da cena. Assim, deverá o ator improvisar, ir pegar o copo, e voltar ao lugar marcado. // isso mostra a atenção e concentração que deve-se ter em uma cena!!!

Também deve-se perceber o sentido da cena em si. Se a cena é curta, básica, e simples, não se deve estendê-la por achar que será mal contada. As vezes, como diz a sorte do orkut, o simples é belo. rs rs

Teve outra dika, que achei o máx, foi sobre o drama. Que para o drama, uma linha tênue a separa da comédia. O drama deve ser levado num ritmo mais lento, mais concentrado, com maior emoção. Senão, um q a mais, torna-se comedia e acaba-se com tudo.

Dikas gerais foram para utilizar todo o ambiente do palco. (as caminhadas pelo espaço servem para isso). Tentar não fechar a cena em torno de um acontecimento e não permitir que o publico o veja. Abra a cena, seja caridoso com o publico que foi ver sua peça e deixe-o assistir o que acontece. Se precisar ficar de costas numa cena, ok, no problems. Mas não negue ao público a expressividade da cena e da comunicação que o teatro faz. Isso quer dizer: se for pra ficar de costas, tenha um bom motivo, e que não fique por meia hora ou mais! Tenha um mínimo de sensibilidade!

Também, utilize-se de sons, barulhos não só de falas. As vezes um bom barulho feito comunica melhor uma ideia que uma fala mal planejada e projetada.

Bom, acho que foi nesta aula, isso que eu me lembro do prof ter dado as dikas. Se quiser completar/comentar as dikas, esteja à vontade!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Concentração

Ain… bem, o início da aula foi semelhante à aula anterior. Combinar de não falar, não se comunicar. Depois começamos a caminhar com determinação, foco na respiração, caminhar sobre a bandeija, olhar para o horizonte, mas prestando atenção em tudim tudim que acontece ao nosso redor, pois estar concentrado = estar atento, estar pronto para qualquer situação.

Depois de caminhar, sem mexer no cabelo, sem coçar, sem arrumar roupa, sem cobrir cofrinho, sem tirar cabelo do olho, sem qualquer movimento que não seja o do exercício, fomos para as posições de estátua: mesmo exercício da aula passada. Sempre lembrando de se equilibrar, respirar, manter a concentração, não rir, não se mexer, usar os planos alto, medio e baixo e articular bem a musculatura corporal, explorando movimentos/posições que o nosso corpo permite. Usar as articulações do corpo, lembrando que não existe somente braços e pernas. Fazer movimentos/estátuas/posições que lembrem um circulo, um quadrado, uma reta, etc etc etc. Explorar mesmo a capacidade de movimentação e expressão do corpo. Lembrar-se também de que a expressão facial faz parte das posições, logo não esquecer destas.

A cada ‘FOI’ do prof, nós mudávamos de posição. E assim foi durante um bom tempo. As vezes permanecíamos um bom tempo numa determinada posição; outras vezes eram 5 ‘foi’s seguidos, logo, 5 posições diferentes a cada sonoridade do ‘foi’ e assim por diante. Ah, lembrei! Se caso errar, se mexer, enfim, não demonstrar facialmente ou até corporalmente que houve uma falha. Pois se errar, e então SUBLINHAR o erro com qualquer detalhe, o público VÊ e PERCEBE!!! Então, fikdik =D

Depois voltamos caminhar, do mesmo estilo, mesmo vigor, mesma sutileza e focando sempre na respiração para relaxar e confortar. Até que então passamos aos jogos:

Divididos em grupos de no mín 4 pessoas, o jogo é o seguinte: O grupo deverá fazer uma cena que demonstre o ‘fechar de uma mala’. E cada membro do grupo, cada ator que entrar, deverá propor uma solução diferente para o ‘fechar da mala’. O final da cena pode vir a mala fechar ou não, fica a critério do grupo. Poderá ter barulho e som, contudo que não seja palavras, frases. Mas grunidos, gritos, onomatopédias são permitidos =D / Então assim o fizemos. Depois que todos os grupos se apresentaram, o prof deu o feedback (como dizem os administradores) [ou se quiser, deu as dicas]: importante, se ligar no peso e espaço que mala-imaginária ocupa; notar cada movimento e posição em cena, ou seja, mostre para o público o que você-ator está fazendo na cena; os sons não precisam ser grunidos, mas barulhos como um AHH, GRRR, e algum outro que se faz quando faz força; e outros mais que aos poucos o prof está passando.

O interessante foi que este exercício ele foi feito na primeira vez de improviso. Daí depois das dicas, os grupos foram convocados para repetir a cena do mesmo jeito, só que desta vez, mais concentrados e ligados, pois o prof congelaria a cena (stop’s) e então arrumaria a cena, dialogaria com os atores, e então descongelaria a cena para que continuasse o seu percurso (ou seja, cena dirigida! [ou assim acho, =P ])

No entanto, este ‘corrigida’ ficou para os próximos capítulos, digo, aulas. Então, até a próx!

Byeeee

segunda-feira, 22 de março de 2010

Jogos Teatrais

Separados em poucos grupos de numeros iguais de pessoas, o exercício desta vez é simples. O grupo vai assistir a um filme no cinema. QUalquer filme. Contudo, a tela do cinema fica em cima do público e, consequentemente, os atores ficam de frente para o publico. E então, o jogo é, o grupo, coeso, fazer-se mostrar por meio da cena, qual filme está a assistir. Facil.

Contudo (esta dik fica pra quem estiver passando o exercício) a cena só acaba quando o prof falar que acabou. E neste meio termo, é que fica interesante, pois, depois dos grupos combinar o que fazer, qual filme assistir e afins, o prof deixa-os em cena por um longo período de tempo. Acaba-se o improvisado e passa-se a vivenciar a cena. Este é o grau do jogo. Começar a vivenciar a cena, claro, improvisando, mas não um improviso combinado. Mas um improviso que vem pela situação em que o ator, concentrado no exercício e na regra do jogo, continua a viver a cena, fazendo-a existir no tempo. // acho que em certos grupos, foram por volta de 10 min em cena com este exercício. O filme já estava ficando chato, os personagens em cena estavam já quase destruindo o cinema, cutucando-se, rindo, vendo o filme, chorando, e demais coisas.

Um outro exercício depois deste acima (que, por sua vez, demorou no mín uns 30 min ou mais!) foi um no qual, em grupos separados ainda, um grupo faria a cena e o outro grupo faria os sons da cena. Os sons que a cena necessita para ter uma veracidade. (o tema desta vez, foi falado pelo prof, foi uma construção. Contudo não há pq não ser outro tema) E assim, um grupo ambientava a cena, e o outro, concentrado no que os colegas faziam em cena, projetavam com a voz, os sons da cena.

A dika vai para o grupo que faz o som: O som tem que ser feito voltado para o publico (pois é a ele que a cena está sendo feita). E também projetar a voz, sem medo de errar no som. E a intensidade da voz. Fazer-se ouvir, o volume da voz é medido pela intensidade da ação que gerou o som. E quanto mais a cena tornar-se realista, melhor o resultado do exercício.

Depois, por fim, foi feito um exercício de simples execução, contudo de complexidade: Todos em roda, num grande círculo, olhando para a frente, contudo tendo seus colegas ao lado no campo da visão periférica. É um exercício de concentração também: Um alguém definido (no caso foi o prof) vai bater uma palma para a pessoa do seu lado. E esta pessoa, captando o som, volume, intensidade, tom da palma, vai repassar a mesma palma (produzindo-a) para o colega do seu outro lado. E assim cada qual vai repassando a palma para o lado, tentando considerar a intensidade, a frequencia, o ritmo das passagens, o volume da palma, até que dê a volta, e outra e enfim… o alguém definido (no caso, prof) decide quando termina. / Houve uma variação da brincadeira, produzindo-se duas palmas, sendo que estas duas vão percorrer a roda. Pode-se também fazer uma outra palma seguir para o lado ao contrário da palma anterior, fazendo num certo ponto da roda, as palmas se cruzarem. / Todo este exercício é para se concentrar nas variáveis que o ator tem que tomar conta enquanto está no palco. Não é só com uma palma/variável que o ator deve estar em alerta, mas sim, com montes de variáveis, durante uma peça, cena. Esta brincadeira é simples contudo bem complexa.

E só… Fim!!!

sábado, 13 de março de 2010

Jogos Teatrais

Hoje foi bom, na realidade, foi beeeem bom. Depois de iniciarmos com um alongamento normal (e algumas posições que eu já conhecia do yoga) [dik: alongamento é alongamento e então se alonguem antes de fazer qlr coisa, ok?]. Um tipo de alongamento diferente que teve hj, foi um no qual todos de mãos dadas em círculo, pulávamos como uma ciranda 8x de cada lado; dps 4x de cada lado; dps 2x e 1x. E depois repetíamos isso sem dar as mãos. Ah, e com um ritmo no radinho para acompanharmos, durante os pulos. Um exerc aeróbico, de concentração, de percepção para o companheiro do lado da roda e etc funções.

Depois, em cículos jogamos o tal bambu, rs. Teve uma variação que foi jogar enquanto andávamos pelo espaço de ensaio. Andávamos sobre a bandeija cênica (lembrando da bandeija já explicado em posts anteriores) e jogando o bambu e gritando a cada impulso de jogar o bambu. Ou gritando o nome da pessoa na qual vai receber o bambu.

Depois disso, fomos caminhar sobre a bandeija, normalmente. A variação foi andar conforme o ritmo da melodia que tocava no rádio. E conforme andávamos conforme o ritmo da melodia, também caminhávamos explorando o plano baixo, plano médio e plano superior/alto. (tbm já foi falado destes planos em posts anteriores).

Outro jogo foi um facinho até, siga-o-mestre. Contudo, imaginem um grupo inteiro seguindo um mestre que em seus movimentos, explorava o ritmo da melodia (que estava tocando) o plano baixo/medio/alto e também caras e bocas. xD Foi hiper demais, todo o grupo imitando à pessoa que foi escolhida como mestre do jogo. E isso, cada qual disperso pelo espaço e não atrás do mestre, como ‘os sombras’; mas na frente dele como se fosse um espelho, ao lado dele, atrás dele, ao redor dele… Foi hiper diferente para mim! =P

Outro jogo foi então dividido o grupo de pessoas em 2 grupos. E cada grupo então faria uma PINTURA (o nome do jogo). Esta pintura teria que mostrar o tema escolhido pelo grupo para retratar. Contudo, de cada subgrupo, haveria de ter 01 pintor, ou seja, a pessoa na qual vai pintar usando as tintas  humanas (tintas humanas = o resto do grupo que não é o pintor!) Estabelecido o palco, o subgrupo A apresenta a pintura para o grupo B que está assistindo e obsevando, ou seja, é a plateia. [A pintura, em minha opinião, é como se montasse uma escultura viva. Contudo depois de visto de fora, a palavra pintura se encaixa melhor que estátua, pois depois de pintadas, as tintas humanas permanecem paradas em seus respectivos lugares sem se mexer ou falar, ou movimentar. Somente faz-se como se fosse uma tinta, um molde humano para a pintura realística] {aff, acho q pirei, aaahhh.. mas este jogo é d++} // Depois de ambos grupos pintarem, pode-se variar o jogo colocando um tempo (30seg? menos?) para que cada pintor faça a sua pintura, sendo objetivo em mostrar o tema e usando todas as tintas-humanas presentes no grupo.

O interessante do jogo anterior, é que depois de cada realização, o grupo que é a plateia pode comentar sobre o que foi feito, e dando dicas para melhorarem visualmente, utilizando todo o espaço cenico, etc etc etc… é nestas conversas que se aprende cada vez mais!

Outro jogo foi bom tbm. Este não tem nome específico, é de improvisação. As regras deste jogo são: entra um alguém em cena com um problema a ser resolvido. Uma outra pessoa então entra na mesma cena, e então têm o objetivo de atrapalhar a resolução do problema do outro personagem. Por fim, entra um terceiro à cena, que vai ajudar a resolver o problema da cena, e então finalizar a cena. // ou seja, é facil facil, seguindo as regras.

As dicas que então podem ajudar à improvisação é que a cena deve conter inicio-meio-e-fim. Assim como cada ação/movimento também tem um inicio-meio-e-fim. Então tem que ter um desenvolvimento da história, além de visual, dramaturgicamente tbm. (dramaturgia é a parte literária do teatro, falando toscamente. É o roteiro escrito, as palavras, a história contada por meio da linguagem verbal).// OUtra dika é observar a concentração, o espaço cenico, a consciencia corporal, a voz, tudo que já vimos das aulas, é para serem aprendidos e já então postos em prática no próximo exerc ou cena ou peça. // Também ficar ligado na argumentação dos personagens, e compreende-los. Não chegar já de supetão e abafar o argumento anterior como se não houvesse existido. // Quanto mais objetivamente é a cena e seu desenrolar, melhor. Não ficar enrolando e criando lengua-lengua sem objetivo específico. // O que mais me aproximou de entender este exerc, que apesar de simples é complexo, é a objetividade que ele deve transmitir. O personagem tem que ter um foco/objetivo/um motivo para porque entrar em cena, porque permanecer em cena. Sem objetivo em cena, a história fica sem-sal e no enrolation.

Depois de deste grande exerc, que dispendeu muito tempo para que todas as pessoas o fizessem, veio um exerc então, chamado de joão-bobo. Um exerc de concentração e principalmente confiança. Em um grupo pqno de pessoas, forma-se um circulo e uma pessoa fica no centro dele. Com os pés juntos, a pessoa do centro, concentrada, com olhos fechados (é melhor) começa se fazendo de joão-bobo, com a finalidade de se entregar nas mãos dos companheiros de grupo que estarão ao redor da pessoa para pega-la e empurra-la para um outro lado, sem deixar que a pessoa do centro caia. Assim, gera-se uma maior confiança entre os membros do grupo, sabendo que não irá cair no chão pois existirão seus companheiros para segurá-la/apoiá-la. (todos os membros do grupo devem ir ao centro do circulo para também fazer-se de joão-bobo.) Uma dika, para os que ficam de apoio no círculo, é estar com os pés numa posição de alavanca, na qual o peso do corpo poderá variar de um pé/perna para o outro pé/perna com maior segurança e força.

Uma variação do exerc de confiança (este um pouco mais delicado para descrever aqui pois só com orientação mesmo que é possivel fazê-lo sem comprometer o físico do amigo) [por isso vou comentar superficialmente aqui, para eu não me esquecer que fiz =P ] foi o exerc no qual levantamos o colega deitado no chão até acima de nossas cabeças, usando as mãos de oito pessoas em pontos específicos do corpo. (lembrando, apenas tente este exerc com uma orientação de quem saiba faze-lo, pois se não souber fazer direito, pode acontecer um desastre e perder a confiança =s]

E fimmmmm…

Bjosmedeixacomentários

sexta-feira, 12 de março de 2010

Jogos Teatrais

Bem, a aula começou com as jogadas de bambu… sim, soh voltar uns três posts e vocês lerão sobre o bambu. =D Bem, jogamos então bambu pra lá, pra cá, pra um, pro otro, cansou e demorou. ¬¬’

Então começamos a caminhar, bandeija com as laranjas, lembrando-se sempre da consciencia corporal e espacial, e então começa novo jogo. Com 1 palma você pega primeira pessoa na tua frente, olha nos olhos e apreta a mão. Com 2 palmas, você pega a primeira pessoa que estiver caminhando na sua frente, e a abraça como melhor amigo/a. Com 3 palmas, você beija o rosto da pessoa. Com 4 palmas, você dá um tapa no rosto da pessoa. Com 5 palmas, você cumprimenta-a com um cortejo. // O jogo é um jogo de memória, no qual o grp inteiro caminha, quase correndo, e a prof. bate o tanto de palmas. E então, o jogador-ator vai e efecuta a tarefa combinada com o tanto de numero de palmas pela prof aplaudida. Então fica assim, todo o grp, brincando de jogo de memória e também já se desinibindo e mantendo uma maior consciencia do outro e também uma maior relação de parceria de teatro. Onde, todos são anjos, ou seja, assexuados. kkk… zuei não, é sério. Não tem que ter vergonha de bjar seu parceiro de teatro nem de abraçar aquela amiga que tem cece. (tá, com o cece eu zuei de vdd. kkkkkkkkkkkkkkk.. não aguentei, tive que zuar!!!)

A proxima brincadeira foi a seguinte: O grupo inteiro teria que fazer com o corpo, no PLANO BAIXO (ou plano inferior, o espaço-chão que o ator ocupa) a forma de uma letra para a platéia. Ahhhhhh aqui vem a dika: no espaço, definir um lugar que seja a platéia e outra que seja o palco. Pronto? definido? Então continua o jogo. Tá, primeira vez que fizemos, a letra definida pela prof foi a letra ‘L’. Então, qndo ela disse já, cada um foi pro chão e fez com o seu corpo uma letra L. Contudo, foram uns 50 L’s que tinham na sala inteira. E o jogo é grupal, ou seja, o grupo como um todo tem que fazer 1 só letra. Ou seja, trabalhar em equipe!!!! E assim fizemos a letra L, B, M, W, H, K, h, a sílaba ‘ba’ e variantes são permitidas no jogo! Muuuuuuuuuiiiito legal!!! Este, é uma variante do jogo da engrenagem.

Depois então, outro jogo foi de improvisação no palco: duas pessoas, saindo cada uma de uma coxia, entra em cena e elas serão dois amigos que se não veem por mais de 20 anos e se reencontram ali. A cena trata de construção de personagem, improvisação, movimentação de palco, pode usar a voz, logo, improvisação textual também. E, convenhamos, é beeeem divertida. Dika é sair da rotina e do normal. Construir algo exagerado, imaginativo, beeeem loko é o que há!! E deixa a improvisação rolar.

Esta aula foi \o/

1,2 palmas!!!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Jogos Teatrais

A aula começou no caminhar… genteee, to até cansado de escrever caminhar, imagine quando então estou lá.. kkk.. bem, voltando, caminhando sobre a bandeija… como laranja para serem equilibradas… sempre lembrando-se disso. Olhar ao horizonte, braços soltos, etc etc etc…

então dai fomos jogar bambu… tá, parecia um bambu, mas era feito de papelão e fita adesiva. Tem todo um gingado de receber e lançar o bambu.. kkkkkkk.. lembrei da piada do silvio santos e o bambu. Tá parey!

Bem, dai depois da prof. lançar o bambu pra tds. Fomos para a engrenagem da ultima aula de jogos teatrais. Voltamos a fazer a engrenagem, desta vez, com sons! E também, variações: uma rodada livre e a outra com tema (exemplo de temas q ela ofereceu: liquidificador, maquina de lavar, trem, batedeira, etc. )

Depois de todos os grupos (divimos a grande turma em 4 grps) jogarem a engrenagem, dai fomos para um jogo bem simples. Com uma cadeira. As regras eram: entrar da coxia até a cadeira, sentar, fazer alguma coisa (qualquer coisa), levantar e sair de cena. e EM SILENCIO! Fim. Acabou. Só iso! (meio q fiquei sem noção do motivo deste jogo, mas talvez era pra ver a inspiração/improviso do povo, pois saíram mtas coisas legais até.)

Depois, com uma variação, o jogo ficou sem cadeira. E a regra era simples: entrar da coxia, ir ao meio do palco, fazer UMA (e somente UMA e não uma sequencia) Ação (qualquer ação) e então sair de cena. Também em silêncio. Fim. porém, esta ação a ser executada, tem que DEFINIR O PERSONAGEM. ou seja, tem que definir quem É o personagem. Ok? facim facim né? Só não vai inventar histórias, nem contar em pantomina com muitas ações. é UMA AÇÃO SOH!!!

Depois, outra variação do jogo foi: uma pessoa entra em cena e faz uma ação. Então outra pessoa entra e determina um relacionamento com o outro personagem. Definido o relacionamento, fim de cena e os dois saem. TAMBEM EM SILENCIO! Simples assim. Neste já dava para montar uma pqnísssima história, em pantomina. Mas só tbm.

Depois fim de exercícios, fim da aula.

Bjsmedeixemumcomentário!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Jogos Teatrais

Depois já fomos para a aula de jogos teatrais. continuando em duplas, fomos para a brincadeira da hipnose, explorando os três níveis de espaço. Depois uma variação deste mesmo jogos, com trios. Um hipnotizador e dois hipnotizados, cada qual por uma mão do hipnotizador.

Depois deste jogo, fomos para a brincadeira do espelho [brincadeira na qual, em duplas, uma pessoa espelha os movimentos da outra pessoa, fazendo-o do mesmo modo, quase instantaneamente] (concentrados em utilizar a visão periférica). Primeiramente fizemos em duplas só refletir a imagem do rosto, com expressões faciais. Exageradas, obvio! Só o rosto neste primeiro momento. Depois que cada um da dupla foi o espelho facial, trocou de dupla (já falei que estamos em muitos dentro da mesma sala?) dai com outra pessoa fizemos o mesmo jogo do espelho, mas desta vez com o corpo inteiro. CONTUDO (leia bem) a dica foi em se concentrar no olho-no-olho (entre espelho e pessoa) e utilizar a visão periférica para saber se o braço foi esticado e a mão fechada. (ou seja, não é para o ‘espelho’ ficar olhando para os membros que serão espelhados, mas se concentrar em utilizar a visão periférica para saber ql mão foi esticada ou não.) [foi mto legal e, melhor, funcionou certinho!!!!] Depois que cada pessoa já foi o espelho, então paramos, sentamos em roda e fizemos novamente, outra apresentação pessoal. Mas desta vez com um dinamica: a cada pessoa que se apresentava, dizendo seu nome, a pessoa seguinte dizia seu proprio nome e os nomes das pessoas que já tinham se apresentado. Como se fosse assim:

Ex: meu nome é 1. A outra pessoa diz o seu proprio nome, que é 2, e o nome da pesoa anterior, que é 1. Dai o terceiro diz seu nome, 3, e o nome da pesoa anterior, 2, e da anterior da anterior, 1. E assim segue com todos, ficando sempre voltando os nomes. Tipo: 4,3,2,1 / 5,4,3,2,1 / 6,5,4,3,2,1 / 7,6,5,4,3,2,1 / 8,7,6,5,4,3,2,1 / 9,8,7,6,5,4,3,2,1 / 10,9,8,7,6,5,4,3,2,1 .. (tomara que conseguiram entender).

Depois da apresentação com dinamica (e todos sabendo de cor o nome de todos!) Dai votlamos aos jogos: Engrenagem. Este jogo, os atores vão acrescentando com seus próprios corpos, movimentos que lembrem uma engrenagem e que vão-se acrescentando novas engrenagens e novas engrenagens até que todos farão parte de uma grande engrenagem. (se não soou mto coerente, dane-se!)

Depois variações do jogo engrenagem: em 2 equipes fazer engrenagens de uma padaria. De um açougue. E depois divide-se em mais 2 equipes, formando 4 equipes e então as equipes escolhem os temas e fazem uma engrenagem seguindo o tema escolhido pela propria equipe. (obs: os temas, que sejam escolhidos os tem que haver com movimentos mecanicos e contínuos. E não um movimento orgânico que pode parar depois de algum tempo, pois o objetivo do jogo é que a engrenagem não pare nunca!)

E dai fim. 1,2,3 palmas, 1,2,3 palmas.

XOXO, Gossip Girl. .. kkkkkkkkkkkkkkkk…. Preciso de assistir novas séries de tevê. =P