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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Estímulos para o Treino com Máscara Neutra

Esta postagem é uma continuação da série sobre a Máscara Neutra. Se não leram a primeira e a segunda postagem, leiam que são introdutórias.
...
            (...)Depois de ter em mãos a máscara neutra para o treinamento, o que fazer??? Pô-la no rosto e sair fazendo macaquices? NUNCA!!!!
            A máscara neutra traz a sensação de estar portando um “algo mágico”, pois traz consigo a idéia do personagem, o personagem que é a máscara do ator. Contudo, por ser uma máscara genérica, na qual todas outras poderiam surgir desta, ela traduz uma neutralidade na interpretação, uma essencialização nela mesma.
            Para a aplicação da máscara neutra no meu treinamento sozinho, eu tive que buscar a formação sobre a máscara (feita no primeiro post desta série) e então busquei, segundamente, algumas dicas de temas de exercícios dentro de cada literatura que fiz pesquisa (porque não achei em nenhum lugar sequer, exemplos descritos de exercícios prontos para o treinamento com a máscara. Então, com a minha liberdade de estudante-praticante que não tem ninguém observando se faço certo ou errado, fiz a minha série de estímulos para exercícios de máscara neutra – porém baseado em que já ouvi e li a respeito).
            Assim, fiz uma cata de menções de “temas” de exercícios dos dois pesquisadores-teatrólogos para fundamentar meu treino e aqui repasso o que escrevi a mim mesmo: 

a) Menções provindas das pesquisas de COPEAU (mencionada por DECROUX, às vezes transcrita por quem escreveu o TCC [minha amiga] ou a TESE [Luiz Louis] [estão misturado as fontes de quem peguei estas citações]:      
  • Nessas aulas [de máscaras], os alunos improvisavam, quase nus, temas como o nascimento da primavera, o crescimento das plantas, o vento nas arvores, as seqüências de movimentos feitos por uma maquina ou, simplesmente, Copeau dava uma palavra, Paris, para que desenvolvessem ações. 
  • Nós reproduzíamos sons da cidade, das casas, da natureza, dos choros dos animais. Tudo com a boca, as mãos e os pés. (Decroux, sobre representação com máscara)
  • [Com a máscara] Um corpo não precisaria ser, necessariamente, um corpo cotidiano, mas poderia corporificar uma sensação, uma idéia ou até mesmo representar um objeto (...) Em muitas improvisações realizadas com a máscara, o corpo dilata-se e gera um novo significado, podendo representar o venta, a paixão, um vegetal, etc. Ele [Copeau] propunha que nos aproximássemos da essência humana mais pela imaginação do que pela razão.
  • Nunca tinha visto imobilidades prolongadas ou explosivos movimentos seguidos de petrificações repentinas (Decroux, sobre representação com máscaras).
  • Improvisavam sobre temas do nascimento, das emoções, da descoberta de si no ambiente, comportamento animal, características humanas nos animais e vice-versa;
  • Esses treinamentos [com a máscara neutra] baseavam-se em improvisações silenciosas, que tinham como principais temas os quatro elementos da natureza, a dinâmica dos animais e situações que envolviam ações humanas.  Eram realizados individualmente e em grupo com temas como: “o ser que vai comer geléias no armário”, “o roubo”, “o ser que se sentou num formigueiro”, “um ser que saiu à noite no vento e na chuva”, “dor de barriga”, “batalhas”, entre outros.
  • Mimávamos ações modestas: um homem importunando uma mosca, quer ver-se livre dela; decepcionada com a cartomante, uma mulher a estrangula; um oficio, um encadeamento de movimentos de máquina (Decroux).
  • Reproduziam-se a vida da cidade, do campo, dos animais, faziam-se ruídos com todas as partes do corpo, sendo que, nesse jogo compunham o roteiro de ações que executavam.
  • Copeau resgatou os jogos de infância e o faz-de-conta para dentro do treinamento.
  • Sobre o Nascimento da máscara. – A máscara toma consciência da sua existência. Jogo dos músculos do pescoço. Levantar a cabeça. Olhar. À direita. À esquerda. Olhar suas mãos. Seus pés. Se levantar. Andar.
  • O tema da infância sempre esteve presente em suas propostas [de Copeau]. O objetivo desta abordagem é fazer com que o aluno volte a lidar com o mundo com o frescor da primeira vez, a ver e tocar os objetos como se não os conhecesse.
  • Outra situação motriz da improvisação é a espera.
b) Menções provindas das pesquisas de LECOQ: (mencionada em seu livro, e às vezes transcrita por quem escreveu o TCC [minha amiga] ou a TESE [Luiz Louis] [estão misturado as fontes de quem peguei estas citações]:      
  • Lecoq trabalhou ainda sobre os elementos da natureza, as matérias, os objetos, os animais, as pinturas, ou seja, tudo o que está diretamente relacionado com o homem e aquilo que o cerca.
  • Os temas trabalhados com a máscara são simples em seu enunciado, mas difíceis em sua profundidade. Como por exemplo, despertar pela primeira vez; descobrir a natureza; o adeus; o lançar a pedra. A improvisação permite ao ator tornar-se aquilo que ele vê, reconhecendo seus ritmos.
  • O trabalho com os elementos da natureza constitui um dos temas centrais da máscara neutra. A natureza referente a este tipo de jogo se coloca inicialmente de maneira calma, em equilíbrio, fala diretamente com o neutro. Trata-se de uma viagem simbólica que vai do primeiro estado de calma ao estado extremo de revolução.

       Diante destes estímulos, baseei meu treinamento com a máscara neutra. Faço bastante o trabalho com a qualidade de energia provinda dos elementos da natureza: terra, água, ar e fogo – elas, aliás, já me deram uma base na minha cena, por assim dizer.

        Contudo, o restante do treino é com quem o pratica. Então se vocês estão fazendo um treinamento solo (ou não), não tenham medo de tentar fazer. O máximo que pode acontecer é não dar certo – mas pelo menos você tentou.

E Boa Sorte! 

sábado, 25 de setembro de 2010

Ensaio e Figurino

O ensaio foi normal, apenas recontinuamos a desenvolver a cena e, decorar as movimentações e particuras físicas, e melhorar os pontos que faltavam. ah, e criar o restante da cena que ainda não está toda montada.

No decorrer do ensaio, então, foram utilizados os objetos de cena e definidos os conceitos dos objetos: para que eles servem, explorando movimentações com eles e atribuindo-lhes presença cenica também.

até metade da aula ensaiamos. então fizemos uma apresentação para a prof e demais alunos-atores, e então recebemos nossa crítica pela cena: que deveríamos continuar a explorar a cena, deixá-la cômica, conseguir domar a persoangem, para alguns aumentar a potencia da voz e por mais presença cênica.

Então depois disso, fomos ao camarim procurar o figurino para nossos personagens. de acordo com a idéia grupal e com o texto, e também com a proposta de cena, sabíamos que tipo de figurino propor, e assim, fomos em busca dele no camarim, cada qual o seu, e o grupo ajudando-se mutuamente.

E depois disso, fim da aula de hoje. =P .. faltam poucos dias para a apresentação final. Ai ai ai…

=>Prox Post: Talvez Segunda, 8h. Se eu não ficar com preguiça… senão será Quarta, 8h.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Expressão Corporal + Ensaio

alongamento

aquecimento (articulações)

jogo de troca do bambu (bastão) até 100 – para concentração grupal dos alunos-atores.

Terminado, volta-se a caminhar pela sala de ensaio com o jeito de andar do personagem (explorando não só o jeito de andar, mas também a gesticulação e trejeitos do persoangem).

As personagens de algumas cenas têm uma dinãmica de seguir um outro persoangem, por isto, o exercício proposto foi que estas personagens andássem atrás do outro (como no jogo siga o mestre).

depois de algum tempinho, separam-se e cada um anda por si só, como o persoangem ainda. E disso, vem um novo jeito de recitar as falas decoradas. Enquanto caminhamos, recitamos as falas em voz alta, todos ao mesmo tempo. Então que todos os alunos-atores-personagens vão se encaminhando para o centro da sala e se “mocando”, ainda continuando a recitar as falas decoradas (percebe-se desde já que, ao estar todos falando ao mesmo tempo, o volume da voz vai aumentando para que a propria pessoa consiga se concentrar no que diz/recita). Até que então todos ficam grudados, de olhos fechados, parados, no centro da sala, e sem perceber já estão quase que gritando as falas decoradas. este exercício exige muita concentração e muita disciplina.

depois de um tempo, finaliza e termina a aula, vai tomar água e se prepara para a próxima aula.

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A aula seguinte: Ensaio

Na aula de ensaio só ficamos a desenvolver o que tínhamos feito até então. Ainda criando a cena, improvisando, melhorando e decorando as marcações. No meio da aula, a prof pede-nos para que façamos uma apresentação da cena que tínhamos deenvolvido até ali.

depois da aprensentação, sentamos em circulo e discutimos o que deveria melhorar na cena, e em cada ator. A estratégia de se apresentar no meio da aula e já ter esse feedback para ajustamento da cena, é para que a seguir, tenhamos mais um pouco de tempo para podermos ensaiar novamente já arrumando o que foi citado na roda de discussão.

Depois disso tudo, continuamos a ensaiar até que a aula terminasse.

=> Prox Post: Quinta, 8h

(nota mental: desculpa pela demora, foi a preguiça + cansaço + pressão psicológica de assuntos profissionais e + falta de tempo e… Ah, foda-se!)

sábado, 18 de setembro de 2010

Shakespeare: Ensaio e Criação de Cena

Antes de começar a desenvolver a cena de onde tínhamos parado, começamos a recitar o texto decorado. Ah, com um porém: jogando o bambu (um bastão) para cada membro da cena, e então recitando os versos do texto decorados e entonados. (ou usando este tempo para decorar) – a técnica de decorar textos do bambu! afff… hahahah

Bem, depois de passar o texto inteiro, então enfim começamos a ensaiar e a desenvolver o que precisava ser desenvolvido para a cena. Limpamos algumas posições, arrumamos algumas arestas, demos um sentido claro para o objeto que usamos em cena, acrecetamos outros objetos, ah, e claro, usamos a corporalidade do personagem (desenvolvida na aula anterior – vide post anterior) para nos movimentar pela cena, pelo ensaio.

Com o texto decorado, é mais facil de criar, improvisar, e dar novos artifícios à sonoridade da cena, à fala do personagem, sempre, claro, seguindo as intenções do personagem.

Ao desenvolver, improvisando, as pequenas partes de cena, íamos já marcando a movimentação da cena (sequencia de movimentos) para sempre que repetirmos (ensaiar) fazer sempre igual, com mesma energia, concentração, tônus.

E assim ensaiamos e melhoramos a cena até certa parte, definimo-a, tornamos a repassa-la para memorizar. E antes de começar a criar as demais partes da cena (o restante que ainda não foi criado), tivemos que apresentar o que foi feito para a prof e demais alunos-atores (de outras cenas) para que eles vissem o que tínhamos feito.

Assim, apresentamos.

Depois, a prof comentou sobre as demarcações, sobre os objetos em cena, sobre o texto decorado… deu-nos alguma dica de melhorar este e este ponto. E assim foi.

Os demais grupos (outras cenas) também se apresentaram, e este ainda estão rascunhando uma corporalidade da cena, achando o que fazer, como fazer. A prof lhes dirigiu a cena, arrumando algumas posições, alguns movimentos.

E a dica geral para todos os alunos-atores foi: decorar o texto, mas não pausadamente palavra por palavra. Mas entendê-lo as intenções e assim também usar estas intenções em cena. Não adianta falar: “ó Romeu, meu amor” decoradinho palavra-por-palavra se a frase não surte algum efeito. O texto decorado deve ser verbalizado com intenção e entonação. Principalmente com intenção!!!! A intenção que o personagem tem, mediante a interpretação que o ator fez de tal texto do personagem. Deve-se fazer SUAS [do ator interpretando] as palavras do texto do autor, para que a interpretação do personagem surta efeito, e as palavras faladas sejam dele [do persoangem]. Assim, até é mais facil decorar o texto! O decorar não é mecanico, mas organico, junto com a interpretação, entonação e intenção. Deve-se compreender o texto e então decora-o. Se não compreender, não vais decorar senão palavras avulsas. #fikadika

=>Prox Post: Segunda, 8h

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Shakespeare – Criando Cena Ainda

Tá, eu sei, estou atrasado tanto com o post, qnto para a aula – acabei chegando atrasado e perdi 2 aulas (voz e expressão corporal) e cheguei soh na terceira, no ensaio de criação de cena. Mas ok, vamos lá!

Cheguei, alonguei, e me alertaram que era para nós continuarmos a criar a cena usando os objetos da ultima aula – no nosso caso, eram os bambolês. Então que fomos improvisar com os objetos. O bom do improviso, qndo se tem a fala já decorada (ou semi-decorada) é que auxilia no desenrolar da cena. E tanto a improvisação corporal fica melhor, qndo também a improvisação vocal (oque muitos as vezes não se atém para este fato).

Assim, montamos o inicio da cena, improvisando e sequenciando as melhores imagens para criar uma série que nos agradasse. Então que logo após, apresentamos tal série por nós escolhida para a prof e para os demais. Depois todos sentados conversamos sobre os prós e contras da cena em si. Arrumamos alguma coisinha, blablabla… um fato importante foi o uso do objeto em cena: dar um significado para o objeto, que seja de facil definição para o publico que assiste a cena. O objeto não pode significar tudo e nada ao mesmo tempo! Então a dika para o prox ensaio é definir o significado do objeto em cena para que não haja ambiguidade de significação do mesmo. ah, e decorar o resto do texto, para conseguir definir a cena inteira e depois ir só polindo as arestas da criação por improvisação.

e foi só (embora durou 2h só esta aula!!)

Bjos, até

=> Prox Post: Quarta, 8h (assim espero)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Expressão Corporal, Explorando Objetos

Alongamento,
Aquecimento (com jogos),
Caminhar rápido.
Então o mesmo exercício das palmas e troca de sentido e de maneira de caminhar. (feito na ultima aula)
Depois deste exercício acima, voltamos a caminhar rapido.
Então STOP e Articulações.
Então que, a prof, nos deu um objeto (para cada um de nós) (um bambolê) para que, junto com as articulações, explorássemos novos movimentos com o objeto. Ficamos então uns 5 a 10 min explorando sozinhos, até que a prof nos separou em grupos (os grupos de cada cena do shakespeare, separado na aula passada) e entre nós – chamerei de grupo A, da cena A – ficamos a improvisar e explorar movimentos juntos, entre os membros do grupo A e entre os objetos e entre objetos e membros, ah… uma suruba! rs.
Depois de umm bom tempo fazendo a suruba com os bambolês (improvisando, explorando, criando, não entendam mal), a prof trocou de objeto (agora alguns panos, parecido com lençóis) e com eles voltamos a improvisar, explorar e criar. Depois de um outro tempinho surubando com os panos, novamente a prof trocou os objetos (agora veio os malditos bambus de sempre) alguns bastões para que fizessemos a mesma coisa que vínhamos fazendo.
Ao término do tempo para que improvisássemos com o objeto, então a prof pediu para que cada grupo escolhesse um dos 3 objetos usados, e então elaborasse uma sequencia corporal e com os objetos que pudesse ser usada na criação da cena que estamos fazendo para a peça.
Assim, fomos nós, grupo A, escolhemos os bambolês e fizemos nossa sequencia corporal, aprimorando algumas das improvisações que já tinhamos feito anteriormente. O grupo B pegou os panos e tbm criou sua sequencia. Um ensaio de mais ou menos 25min para criação dessa sequencia até a apresentação para a prof.
Apresentamos, e então a prof discutiu conosco o motivo de termos feito o que fizemos – para descobrir qual foi a nossa proposta, e nonde esta sequencia entraria na cena. E outros detalhes sobre a sequencia. depois fez a mesma coisa com o grupo B, apresentação e discussão.
Então que fomos beber água e demos sequência no decorrer da aula. Contudo, dividirei as postagens a fim de não deixá-las muito extensas. Então,
=> Prox Post = Amanhã, Terça, 8h

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Shakespeare – Montando Cena

Enfim uma aula legaaaaaaalll  \o/
Tá, não foi óóó aquela legalzera, mas deu pro gasto.
Começou com o grupo todo sentado em circulo e a prof dando as orientações: dividiríamos em grupos, e cada grupo ficaria com uma cena (que contem varios personagens). Assim, ela nos dividiu e já decidiu até qual personagem faríamos (assim nao tem briga nenhuma por personagem =P )
Depois disso, nos orientou:
LER A CENA, sendo que o grupo leria e entenderia a questão central da cena, sem preocupações de decorar falas, por enquanto.
FAZER UM BRAINSTORM com o que cada um do grupo pensou para a realização da cena, como pensaram, o que fazer, etc etc.
PARTIR PARA IMPROVISAÇÃO, tendo como base as idéias do brainstorm e o fio condutor que é a cena propriamente dita. A improvisação é interessante quando segue a linha da criação provinda das aulas de expressão corporal, lembrando dos caminhares, trejeitos, e criações das articulações. Na  improvisação, não necessariamente precisa seguir uma norma pre-definida em o que fazer em cena (que pode ser provinda do brainstorm), mas como o proprio nome diz, é uma improvisação, uma criação pelo grupo.
A proposta deste início de trabalho é criar o início da cena, mas não se preocupando em ficar preso no texto, no que o roteiro diz, mas ir além das palavras e “rascunhar” um início de cena “corporalmente expressivo”, e não somente ficando preso no texto proclamado (declamatório).
Então ficamos um bom tempo ensaiando a tal cena, para que no final da aula apresentassemos o tal ‘rascunho do início da cena’ para a prof e demais outros alunos-atores que cuidavam de outra cena.
Bem, uma dika que deixo [por mim, ou seja, não faz parte da aula, então se quiserem não dar ouvidos a esta dika, fiquem a vontade e me xinguem a vontade =P], foi a qual tivemos que superar o meu grupo e eu durante o tempo de ensaio para criar o rascunho de nossa cena: nossa principal dificuldade foi improvisar sobre a cena escrita. Como fugir de marcações que no Brainstorm delimitamos por estar preso ao texto? tentamos não seguir marcações, mas cada membro do grupo, ator da cena, deveria cuidar de seu ‘personagem’, criando uma expressividade corporal para ele[personagem] e seguir o fluxo conforme a improvisação sobre a cena acontecesse. E assim o fizemos, contudo estavamos ainda presos à influencia de época, filme, e toda a base teorica que tivemos em pesquisa. Ainda não conseguimos criar improvisavelmente. Até que, lembrando daquele termo “criatividade total”, deu aloka e tentamos refazer a cena não seguindo nenhum contexto exterior ao texto. Tentamos seguir nossa ‘piração’ da arte de criar (provinda das aulas de expressão corporal, das articulações, dos treijeitos de andar). E assim, conseguimos, exagerando um pouco, claro, rascunhar a cena proposta usando de uma expressividade corporal interessante visualmente. Para se ter idéia, a cena até engraçada ficou ^^
Bem, por fim, apresentamos o ‘rascunho’ da cena, a prof e demais público comentou o que achou da proposta, etc, e então – depois de ver a outra cena tb – dai veio um ‘dever de casa’ da prof, que é:
Decorar o texto: entendê-lo completamente e vir a decorar; / e trazer um objeto na prox aula para que auxilie o desenvolvimento expressivo do personagem na cena.
e dai fim da aula ^^
=> Prox Post: Segunda, 8h
obs: como semana que vem terá feriado, então na prox semana tbm terá menos post =P

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Expressão Corporal

Alongamento Individual, já iniciando uma concentração própria.

Caminhada rápida pelo espaço de ensaio. A cada palma da prof, então mudaríamos de direção (da caminhada, todos os alunos-atores juntos, em estado de alerta) e mudaríamos o jeito de caminhar, propondo uma nova maneira. Assim então, a bel prazer das PALMAS da prof, ficavamos andando pelo ambiente e trocando os jeitos de caminhar, de pisar, de se locomover. Não só os pés, mas todo o trejeito de andar se modificava também.

Então pára e troca de exercício. A prof passa um bambu para cada 2 alunos-atores e então pede para que cada dupla se locomova pela sala de ensaio com o bambu sustentado pelos abdomens da dupla (tipo, o bambu ta com uma ponta na barriga de um, e a outra ponta na barriga de outro, e está sustentado sem cair) e sem colocar as mãos no bambu para segurá-lo e sem falar com o companheiro da dupla. E então a caminhada é proposta com varios ritmos e velocidade de caminhares, sendo que a dupla deverá sentir e entender a dinamica que acontece neste exercício. (o bambu é tipo como uma extensão do corpo, no qual deve ser entendido a pressão exercída para que se locomova para frente ou para trás, de um lado ou do outro).

Então este exercício acaba e, uma pessoa da dupla fica com o bambu e a outra sem nada. E nisto então, ao som de uma melodia que a prof poe para ajudar na improvisação, é para que nos expressemos seguindo a musica, o ritmo, melodia, etc. contudo, quem ficou com o bambu, explora a relação com ele, usando-o na improvisação. E quem está sem o bambu, explora seus movimentos e articulações como sempre. Entretanto, a cada PALMA da prof, quem está com o bambu o entrega para quem está sem, e continua a exploração dos movimentos (com ou sem bambu [o bambu aqui é um objeto inserido no jogo, pode ser qualquer um]) E a prof não economiza palmas, são várias durante as musicas. Até que finda o exercício e sentamos em círculos para discutir a aula, o exercicio, o que achou de bom, mau, legal, nao-legal, etc, e água!

fim da aula.

=>Prox Post: Sexta,8h

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Expressão Corporal e Shakespeare

a aula foi bem normal: alongamento em duplas, dai o aquecimento pela brincadeira de pegar a batata-da-perna do outro (tipo um pega-pega). Depois veio o jogo das trocas do bambu, e então caminhando rapido, veio as articulações.

Depois desse mantra, veio o exercício de exploração do gestual: a partir de uma musica e da imaginação de estar num bosque, achar um jeito diferente e inusitado de caminhar e que esse novo meio de caminhar traga consigo trejeitos para um ‘personagem’: desde movimentos corporais, mas faciais tbm, jeito de olhar e encarar o bosque e as criaturas que habitam. Mas não ficar somente com um único personagem, mas mudar e tentar outros trejeitos e outros caminhares. Experimentar era a palavra de ordem. Experimentar, criar corporalmente, comportamentos, jeitos… rascunhar bastante, para na hora de tiver que criar para o ensaio da cena da peça, já tenha algum rascunho interessante em mente, cartas na manga e não ficar tentando na hora.

Depois de umas 3, 4 musicas que ficamos a improvisar, então a prof pediu para terminar o exercício. Alongamos para relaxar o corpo no final e sentamos em circulo para discutirmos o que cada um achou, do exercicio, dificuldades, facilidades, o que achou, o que não achou, etc etc etc… e fim de aula.

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A Aula de shakespeare foi tbm bem tranquila:

terminaram a de apresentar a pesquisa, o restante que faltava. E entre as apresentações, (que maioria foi sobre a peça “sonhos de uma noite de verão” que tínhamos lido e assistido ao filme) então ficavamos a dialogar sobre o enredo, os personagens, tramas, porque disso, dakilo, etc etc etc. Foi particularmente interessante, pois houve uma bela discussão acerca da peça. (discussão aqui no sinonimo de conversa séria).

Depois dessa quase 1h ou mais de apresentações e discussões, então a prof começou já a separar cenas da peça que serão trabalhadas nas proximas aulas. Serão 4 cenas do texto, que englobam a maior parte dos persoangens principais. Não faremos a peça inteira (novamente) mas quem sabe num futuro prox… né? rs

Lemos então as tais cenas escolhida pela prof, lemos, porém ainda não compreendemos. Então o dever de casa ficou em re-ler e estudar as cenas, entender, entonar as falas, e entender do que tanto se trata a cena. para que então na prox aula, possamos já começar (enfim) a montar a cena.

E fim de aula =P

=> PRox Post: Quarta, 8h – se eu estiver bem para escrever… como percebem, estou um tanto mais objetivo nas descrições pq, tipo, já tem mta coisa descrita em posts anteriores. O que não houver, entao eu descreverei com certeza.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Aula de Expressão Corporal, dikas e Avisos

Alongamentos. Muitos.

Caminhada pelo ambiente, rapido, rapido, rapido, correndo, STOP. (e aí vem um novo aquecimento), trinta pulinhos rapidos [no mesmo lugar]. Volta a caminhar rapido, rapido, rapido, correndinho, STOP (mais aquecimento) + 30 pulos [desta vez os pulos se descrevem: ajoelha-se poe a mão no chão e estica o corpo, pula e joga as mãos pro alto, esticando todo o corpo e contraindo ele de cócoras para pegar impulso]. Continua correndinho por um tempo suficiente para o coração estar batendo hiperacelerado e então STOP e articulações.

O exercício das articulações, lembrando de se concentrar em cada articulação que é movimentada (consciencia corporal), então também explorar os planos baixos, médio e alto durante estas movimentações corporais. Também trate de explorar novos movimentos, gestos, novas corporalidades enquanto se foca nas articulações.

Nisso, a prof poe uma musica classica (que revelada no final da aula era Verão de Vivaldi, entre as tantas tocadas) e ainda pensando nas articulações, põe-se o corpo a entrar num estado de sintonia com a musica (de acordo com uma palestra que já ouvi, aí vai dikas quentes sobre o “utilizar da musica com o corpo” =  são três interações citadas que podem ocorrer: o corpo ‘ouvir’ a música (no sentido de sentir a harmonia e ritmo), o corpo ‘tocar’ a musica (no sentido de ser o músico que propoe a melodia), e o corpo ‘dialogar’ com a musica (no sentido de haver uma sintonia entre musica e movimentos se dialogando entre si). Uma outra dika que a prof disse foi não ter vergonha ou medo de “SE JOGAR” e propor movimentos e gestos que sejam inusitados ou transgressores. O exercício é mesmo para extrapolar o normal/cliché e explorar novas propostas.

Depois a musica foi acalmando e o exercício terminando. Terminamos todos deitados, respirando, enquanto a prof ia nos conduzindo (por narração) para outro exercício.

O exercício proposto é parte psicologico, parte físico... na verdade não sei distinguir bem estes termos acadêmicos, mas tratou de levar os alunos-atores à um nivel de concentração e imaginação fortes para, junto com improvisações e impulsos criativos, conseguissem propor situações que podem vir a ser utilizadas para a peça.

Começou, como disse anteriormente, com os alunos-atores deitados e a prof narrando que estávamos em uma floresta. Sinta a brisa, ou o vento. Sinta o cheiro das arvores, das folhas, da terra, da água. Texturize onde você está deitado sobre. Sinta o frio da sombra ou o calor do sol, sinta a atmosfera da SUA floresta. (capslock meu [pois cada aluno-ator deveria imaginar SEU proprio ambiente, sua propria construção mental do ambiente e se concentrar nele]). Então, sintam-se que vocês são habitantes desta floresta. Vocês a conhecem, é seu lar! E como tal, vocês tem uma propria corporalidade com este ambiente. Determinem o que vocês estão fazendo nesta parte da floresta. O que vocês estão fazendo desde agora. E, aos poucos, comecem a se movimentar.

Então que, assim, começa-se a concentração e parte então para a criação improvisada, os impulsos criativos. A parte corpórea é importante neste exercício, pois é nela que vai surgir propostas para uma futura cena, etc. Ah, neste exercício, houve uma musica zen de floresta para nos ambientar e ajudar a concentrar-nos na criação imaginativa do ambiente e tudo que foi falado.

Num determinado momento, você percebe que precisa de interação com os ‘outros seres’ da floresta. Mesmo a prof pede para que haja essa interação entre os alunos-atores.

Ao final, a prof pede-nos para ir relaxando, deitando e então desligar-se do exercício e relaxar o corpo, respirar, bocejar e então acordar para uma grande circulo no qual abre a roda para a discussão dos exercícios e o que sentimos, achamos, etc, anotações, dificuldades, facilidades, o de sempre, né? ;) Ah, uma coisa que ela falou (e claro, eu já tinha percebido) é que este exercício é um início de uma série de exercícios que ocorrerão para ajudar na criação de cenas para a peça que trabalharemos. Pois na peça em questão (Sonhos de uma Noite de Verão – Shakespeare) há uma grande parte que acontece dentro de uma floresta. Então por isso desta proposta hoje. ;)

E assim terminou então a aula.

obs= a aula seguinte, Shakespeare, foi para terminar de ler o roteiro que tínhamos começado na última aula. Então nada de novo =(

=> Prox Post: Sexta, 8h

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Aula de Expressão Corporal

Pois bem, depois de um mês parado, as juntas todas juntadas (péssimo trocadilho =P ) e o corpo todo sedentário, é hora da aula mais power de teatro, aquela que começa com o tão temído alongamento, ai.

Feito o alongamento e os xingamentos provindos das dores sentidas, é hora de caminhar pela sala de ensaio, aquele andar sobre a bandeija (citado no início do curso), aproveita que o corpo ainda ta começando a se movimentar pra valer, e dê uma choacoalhada nele inteiro (pensa assim: “eu sou o boneco do posto”) pra acordar a circulação. Agora anda mais rapido, mais rapido, mais rapido e quando a prof bater palmas, todo mundo vai parar e começar a mexer as articulações. ok, PALMAS. e vamos lá, articulações mexendo, sendo conscientemente percebidas pela propria pessoa da existencia delas, fazendo movimentos exagerados, mínimos, explorando os planos alto, médio e baixo. Ok, andando. (fazer 2x)

Depóis, volta a andar, mais rapido, mais rapido, mais rapido e pega o bambu (ou qualquer outro objeto que possa ser usado para tal fim) e começa entao o grupo de alunos-atores a jogar o bambu uns para os outros, numa contagem numérica até 100 trocas serem feitas (isso sem deixar o bambu cair. se o bambu cair, a contagem é re-iniciada do zero). Isso ajuda à atenção, concentração e unidade do grupo.

Terminado o exercício anterior (após ter chego nas 100 trocas), continuam a caminhar agora normalmente. Para relaxar a musculatura do pé, caminhar só com as pontas dos pés, depois com o calcanhar, com as laterais externas e internas e depois volta a caminhar com o pé pisando tarso-metatarso e calcanhar no chão (o andar normal). Logo segue um exercício psico-físico, no qual a prof vai contando uma história e os alunos-atores vão modificando seu emocional e comportamental-físico de acordo com o que ela vai dizendo.

A história é dizer que os alunos-atores estão apaixonados. Vocês estão felizes por ter encontrado um amor. percebam como essa felicidade modifica seu modo de andar, caminhar, de se movimentar. vocês estão perdidamente apaixonados, andando nas nuvens. Mal conseguem ter olhos para outras pessoas a não ser para o ser amado. Vocês pensam todo o tempo nessa pessoa que traz felicidade, que deixa o seu mundo mais bonito. E assim os alunos-atores continuam andando mas agora influenciados com essa perspectiva psicologica.

Quando a prof bater palmas, os alunos-atores então farão uma estátua. Na verdade é uma pose para a pessoa amada. A cada palma, uma pose diferente. e PALMA. PALMA. PALMA. As poses podem começar a beirar o ridículo por tamanha paixão que sentem. PALMA. PALMA. E continuem a andar, ainda pensando neste sentimento. e PALMA. PALMA. PALMA. Agora, com a prox palma, então a pose que vier vocês, alunos-atores, continuem com o movimento iniciado e não parem. PALMA. E assim fizemos, até então a prof pedir pra fazer um circulo no meio da sala.

Em circulos, então a prof passou uma improvisação para fazermos. Uma cena sobre um par apaixonado, que se amam muitão, mas que alguma coisa, algum conflito, algo de inesperado acontece. Ou seja, tem um inicio, e um conflito no meio. Só tem que terminar, por um fim nisso.

Então para as duplas (ou trios) foram dados 30min de ensaio para criar tal cena improvisada. Depois disso, foram apresentadas tais cenas. E então…

FIM da Aula….

….quer dizer, na verdade, esta aula tem um link com a próxima aula. Que virá no prox post. ^^

=> Prox Post: Sexta,8h

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Expressão Corporal – Explorando Novos Movimentos

Começando pelo amabilísssimo alongamento próprio: cada um faz o seu. Feito isso, começamos a andar pelo ambiente (dentro daquelas regrinhas de como caminhar, que é citado desde a primeira aula de E.C.). Então que STOP e vamos movimentar as articulações (para aquecer o corpo alongado).
A dika da prof foi: (passando por meu filtro, lembrar-se) não movimentar as articulações sem um foco. Pensar no que está movimentando, se são os pulsos, cotovelos, se é o quadril, ou coluna, ou ombros. Focar na articulação que está sendo movimentada e aquecida. E não ficar pulando igual macaco louco. (é pq eu tava fazendo isso =P )
Feito isso, fomos brincar! (uêba!) A brincadeira é de pega-pega, mas com uma variante. Já foi citada no blog outra vez, mas repito em resumo: ficam duplas espalhadas pelo ambiente, e uma caça e um caçador. A caça foge do caçador. A caça pode se juntar em uma dupla, pelo braço de uma pessoa “A” da dupla. então que a pessoa “B” da dupla vira o caçador e o caçador vira a caça. E assim continua o pega-pega. ok? (este jogo é pra aquecer os alunos)
Feito isso, então, voltamos a caminhar pelo espaço de ensaio. A prof pediu para que nós então fizessemos uma dupla e continuássemos a andar em dupla, sem pega um no outro, mas ao lado, percebendo o outro ao seu lado. E então, neste caminhar-duplal (neologismo xD) é para a dupla inovar nas formas de caminhar. Tanto no jeito e maneira de caminhar em dois, mas também em movimentos para este caminhar-duplal.
A cada PALMA da prof, o tipo e jeito da movimentação e caminhar-duplal é modificado para um algo novo dentro da proposta de explorar novos movimentos em duplas. Depois de algumas PALMAS, a prof diz para que nós acrescentemos algum(s) som(s) para cada caminhar-duplal que fizermos. (som não significa ser verbal).
Algumas PALMAS depois, então a prof insere um objeto (no nosso caso foi o bambu, maldito bambu) e pede para que nós nos utilizassemos dele para contribuir na exploração de um novo jeito de caminhar-duplamente com som. Então que, depois de outras PALMAS, enfim, separamos. Mas só para arrumarmos outro parceiro(a) para continuar no tal exercício.
então que trocada as duplas, a prof pede então para que nos agrupemos 2 duplas (tornando 4 pessoas e 2 objetos-bambus) e continuemos a fazer tal exercício. Só que sem o som desta vez. (senão é muito barulho pra um ensaio só). PALMAS são dadas e novos movimentos, caminhares e utilização do bambu são inventados com 4 pessoas. Até que então a prof finaliza tal exercício de exploração de novos movimentos para pedir um outro exercício:
Fazer uma cena (com o mesmo grupo de 4 pessoas) juntando movimentos já feito pelo grupo, ou pela dupla, e montar uma pqna história, sem falas. Com sons. Para apresentar.
Tempo de ensaio: menos de 10min.
Conseguimos fazer e apresentar suficientemente bem. Após a apresentação, abriu a roda do diálogo e uma dika (que me lembro) foi que: é mais fácil criar um cena a partir de movimentos já feitos e experimentados, que ficar imaginando o que fazer e então tentar. E foi o que a aula proporcionou: exploração de novos movimentos para que, ao fazer da cena, tais movimentos fossem postos em pratica para auxiliar na criação.
Né?
=>Prox Post: Sexta, 8h

(Respondendo os Comentários: Primeiramente obrg pelos comentários. Fiquei hiper FELIZ, hihihi. E sim, estou no primeiro ano da escola técnica de teatro da cidade que moro. Mas prefiro não citar qual escola estou (acho que seria tal falta de ética, posso até estar errado, mas WhoKnows???) Assim, consequentemente não me cito quem sou (respondendo a Karine), pois assim, amigos meus ou qlr pessoa da cidade que for um pouco curioso conseguirá saber em qual lugar faço. E vai que soa algo ruim pro nome da escola? né!? =P Ahh... purinquanto não citarei não. Mas agradeço os comentários. Fico feliz por estar divertindo e passando um pouco da minha experiência diária... rs rs rs)

sábado, 29 de maio de 2010

Ensaio de Cena – part 1 e 2

Bem este post será escrito inteiro, porém foram duas aulas para poder escrevê-lo.

A primeira aula estarei escrevendo a partir daqui até onde falar que terminar =P

Começou com os grupos da aula anterior, que tinham ido pesquisar mais sobre o texto, historico-social, autor, personagens, mitologias, historias qu einfluencia a peça, etc. Estes alunos-atores-pesquisadores apresentaram o resultado de sua pesquisa para os demais, compartilhando informações acerca da obra que vamos encenar.

E após isso, o prof perguntou-nos com qual personagem identificamos. E assim, definiu as duplas para que fizessem uma cena da peça (cena na qual os personagens contracenavam e consequentes alunos-atores tinham escolhido entre si próprios com quem contracenar) Contudo, esta cena seria tratada não com falas decoradas, mas com o texto subjetivo dos personagens sendo dito verbalmente, isso tudo dentro de uma movimentação definida pela dupla. (entenderam? Não?  Nem nós! =P)

E então partiu cada aluno-ator, em duplas ou não, a ENSAIAR sua propria cena.

O que fizemos (eu e minha partner) {isto é um exemplo pessoal, não o pegue como sendo único e certo. Isso nem existe!} foi entender a cena primeiramente. Lemos, depois relemos compreendendo o subjetivo dos persoangens e o que eles queriam dizer com aquelas palavras do texto. Apenas analisamos o texto e tentamos buscar o texto subjetivo da cena em questão de nossos personagens.

E então que a aula terminou (a primeira aula) para que na próxima continuasse.

A outra aula começou, num outro dia, partindo de outro grupo apresentar uma pesquisa da história do teatro na grécia – como era o palco, figurino, cenário, palco, publico e também citou a história do autor da peça e as versões atuais que já fizeram desta peça.

O prof, no entanto, adora nos passar dikas – até como sermões, aff – anyway… Os principais pontos que guardei na mémória (lembrando que posso estar até enganado, who knows?) foi sobre a concentração para fazer-se uma tragédia. Que se os atores e publico nao estiverem concentrados, um exagero a mais torna a tragédia em comédia. Então – ainda mais para nós, que estaremos tanto apresentando como assistindo nossos colegas, temos que nos concentrar a ficar já no clima de tragédia, sem gracinhas e sem zombaria. // também disse que a pessoa-ator é um comunicador: e pediu (deu a dika) para que se caso fossemos fazer uma apresentação (até mesmo um seminário qualquer) que usemos de nossa teatralidade e o que aprendemos até então, para não ficarmos monótonos e sem vida. Se numa cena é preciso de um figurino, ou um objeto, então que fossemos pro-ativos e que trouxessemos o que precisássemos para fazer uma cena com mais dramaticidade. Que nós buscassemos sempre nos comunicar e nos fazer entendidos. E que procurássemos trabalhar esta essencia de um ator.

Então depois destas dikas, voltamos cada qual aluno-ator a continuar o ENSAIO de preparar a cena de onde paramos. Como eu e minha partner já tinhamos lido anteriormente, (exemplo pessoal e pratico, não configura o padrão, se é que existe um padrão =P ) então apenas nos lembramos dos principais intenções dos persoangens da cena e fomos para uma improvisação (sem usar o texto em mãos). O objetivo da cena – conforme o prof pediu-nos, era que trabalhassemos as intenções do personagens, principalmente na hora da entrada de uma cena; desde a movimentação em cena, até os pequenos gestos. Assim, depois da nossa primeira improvisação, tentamos refazer a cena, agora só falando os pensamentos dos personagens em voz audível. Tepois improvisãmos a cena novamente usando o Gramelô (blablação) para que entendêssemos nossos próprios gestos (e tentássemos outros). E por fim, voltamos a repetir o que de melhor tiramos das improvisações para definir nossa movimentação em cena, juntamente com nossos gestos e intenções subjetivas.

Então, ao final do ensaio, sentamo-nos todos para assistir as apresentações.

Após a primeira apresentação da cena ensaiada, o prof conversou com o aluno-ator e dialogou sobre o que este preparou-refletiu-e fez em cena. Dirigiu a cena, de forma a oferecer dikas para melhorar a interpretação da cena do aluno-ator. Pediu para repetir a cena, mudando tal e tal coisa, tentando tal movimentação, tal alteração gestual, etc. até que então terminasse essa direção e, então, começasse uma outra apresentação de cena (de outro aluno-ator).

O prof fez essa direção após cada apresentação de cena. Dialogou, procurou entender, ofereceu sugestões de direção e repetíamos a cena para tentar observar se a mudança tinha feito diferença. (na maioria das vezes, claro que fazia).

E assim foi até que a aula terminou.

Outra dika (sermão) que o prof nos disse, foi para que não apenas decorássemos o texto (como se decora uma formula matemática, ou data da revolução industrial), mas memorizassemos a peça a partir do fato de entender a situação-contexto-historia cultural-social-o autor-outras peças do autor e de análise de interpretação do texto propriamente dito. Pois assim, o ‘decorar’ viria como que naturalmente, sendo-nos necessario falar como escrito no texto, pois nenhum outro dizer repassará a intenção que o personagem deseja transmitir. =D

Obs: mal espero por voltar a ter outra aula de Ensaio do Texto.

=> Prox Post: Segunda, 8h

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Expressão Corporal

Começando com os 10min de alongamentos que nós próprios (alunos-atores) devemos fazer por nós mesmos (da cabeça ao pé, passando por todos principais membros, ou vice-versa).

Então caminhamos mais rapido, mais rapido, mais e mais e veio uma brincadeira para nos aquecer. Regra do Jogo: pegar na panturrilha (batata da perna) de outras pessoas e não deixar pegarem na tua. Quem mais pegar e menos ser pego ganha. (E lá foi nós, meras crianças crescidas, correr uns atrás dos outros, sem nem lembrar que era um aquecimento do ensaio =P Mas foi mto legal e cansou). Depois da prof decidir terminar, voltamos a andar bem mais rapido pela sala, mais rapido, começar a correr e então, correndo, recomeçar a mesma brincadeira anterior. (aquecer mais ainda).

Ao terminar, voltamos a caminhar rapidos e STOP. Estátua firme e contraído os músculos para dar rigidez.Com uma PALMA e muda para outra posição de estátua rapidamente. PALMA. entoa volta a caminhar. Mais rapido, mais rapido, mais e PALMA (tempo) PALMA (tempo) PALMA, PALMA, PALMA (tempo, tempao) PALMA. Volta a caminhar rapidão e PALMA (tempo) PALMA e mais palmas intercaladas com tempo para se concentrar na posição. até que então a prof pede para que a cada palma e a cada posição de estátua, começemos a nos relacionar com outras estátuas, criando um jogo em stop-motion de interpretação. Com duas pessoas, ou três, quatro, quem chegasse e entrasse no relacionamento era para ir se envolvendo. E as palmas continuavam a ritmar os movimentos. até que após uma última palma, era para que continuássemos o relacionamento com os demais, num contínuo (como se as palmas fossem ultrarrapidas). Continuar no envolvimento por contato. Uma improvisação por contato, com um ou mais pessoas nesse exercício.

Então que, depois de finalizado, e subdivididos em 3 grupos, eramos para caminhar pela sala como um grupo-coro (sendo que agora haviam 3 grupos-coro). depois de caminhar um tempo interessante, a prof parou e nos deu (para cada grupo-coro) uma fala do CORO do texto em que estamos estudando (MEDEIA de Eurípides). Era para que cada grupo-coro decorasse a fala (ela tinha escolhido pequenas falas) mas que criasse uma movimentação como coro, como grupo, para que completasse o sentido da fala destinada a cada grupo. (a movimentação seria meio que coreografada mesmo, para dar idéia de coro-grupo uniforme).

Então tivemos um tempo para podermos ler a fala, decorar juntos, e ensaiar a movimentação em grupo com as falas decoradas. (aqui, teríamos toda criatividade para criar a tal ‘cena’ )

Apresentamos então, cada grupo a sua cena (vinda de uma fala do CORO do texto) (sendo que eram falas diferentes por grupo)

depois de apresentar,  sentamos e discutimos o sentido do exercício, e nossas percepçoes acerda do feito.

=> Prox Post: Sexta, 8h

sábado, 22 de maio de 2010

Sentindo Emoções c/ Texto

bem, esta aula, como a anterior que tivemos, foi sobre Ensaios com o Texto. Desta vez, iniciamos a aula discutindo sobre a peça (alguns ja tinham lido-a inteira) (mas isso informalmente, só entre os alunos, né? rs rs )

com o prof, ele dividiu-nos em duplas (um menino e uma menina) e pediu-nos para que seleciona-se uma cena do texto, e que montasse a cena. Só que sem falas, sem sons verbais. (nem blablação). As cenas deveriam ser entendidas pela movimentação, pelas ações corporais, e principalmente, pela emoção que os próprios atores (em cena) deveriam sentir e, com isto, transmitir para o público.

E nisso nos foi dado muuuuuuito tempo de ensaio.

A maioria leu o texto e então começou a ensaiar. Mas, uma dik que o prof nos deu, foi não nos basearmos em movimentos clichês (se o texto falar em chorar, não ir com a mão fechada e limpar as lágrimas). Mas fugir do clichê, usar a expressividade corporal, novos movimentos, mas principalmente, focar nas emoções da cena. Nas emoções que um personagem tem e que influencia na resposta corporal e emocional do outro personagem, que por sua vez, influencia na resposta corporal e emocional do primeiro personagem, e assim vai. Aquilo de “ação e reação” só que numa troca de emoções.

Bem, nisso, ensaiamos o máximo possivel dentro destas dikas e apresentamos.

depois da apresentação, bem, o prof questionou se conseguimos sentir as emoçoes dos personagens em nós mesmos, como se estivessemos empaticamente  no lugar dos persoangens. Bem, este era o motivo do exercício, fazernos sentir. E não só nós, atores, pois, se nós conseguíssemos sentir, consequentemente, a intensão subjetiva seria transmitida ao público que entenderia, mesmo se feito não-verbal, como o fizemos.

assim foi este nosso ensaio com o texto.

O dever de casa que nos foi dado, é para que pesquisemos sobre demais assuntos que a peça se trata, pesquisassemos a mais sobre qualquer outra coisa e trazessemos na prox aula para ‘palestrar’ para os demais colegas-atores do grupo para que todos nós entremos numa sintonia de ‘entendimento’ do texto e aspectos que circundam o texto.

Alohaaa… finish a aula.

=> Prox Post: Quarta,8h

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Expressão Corporal

Bom, ao invés de começar com o normal de todos fazendo a sequência de alongamentos, desta vez começamos por todos caminhando pelo ambiente de ensaio, e a cada palma da prof, parávamos e fazíamos uma série de alongamentos proposta por nós mesmos (dentro da nossa memória de alongamentos já feitos) – a única condição é que se comece da cabeça até os pés ou, ao contrário, dos pés até a cabeça, passando por todos os outros membros. Uma sequencia lógica para não se esquecer.

Assim então, caminhamos, mais rapido, mais rápido e PALMA: parávamos no lugar e fazíamos uma série de alongamentos que lembrávamos. Eu, por exemplo, comecei pela cabeça. Assim, fiz uma série de alongamentos que envolviam a cabeça (alongar de um lado pro outro, pra baixo e pra cima). E depois disso, voltávamos a caminhar pelo ambiente, esperando que todos os outros terminassem também até que a próxima palma viesse. Assim, caminhávamos e logo, PALMA: e então eu fui alongar os ombros. E assim por diante, seguindo uma sequencia minha de: cabeça, ombros, braços, coluna, quadril, pernas e pé.

Bom, depois disso  (que foi relax até) a prof comentou que agora em diante, deveríamos nós alunos-atores já ter um mente uma sequencia de alongamentos para nós mesmos fazermos sem a necessidade de fazermos em grupo. O ator já deve saber que TEM que se alongar e se aquecer antes de começar a ensaiar ou mesmo exercitar. Então, a prof pediu para que nós fizéssemos um “pequeno dever de casa” que se trata em escrever uma sequencia de alongamentos pré-definidos por nós mesmos para fazermos em sala. Uma sequencia de 12 à 15 séries que alonguem desde a cabeça até os pés. (ou vice-versa)

Então, seguidamente, começou o AQUECIMENTO (diferente de alongamento). O aquecimento e concentração veio na forma do jogo de trocas do bambu. (já mencionado no post anterior de aula de expressão corporal). E mesma coisa, começamos com 1 bambu, e ao estarmos na troca nº 20, um segundo bambu entrou em jogo. E nisto, nós correndo pelo espaço. (bom, pra nosso grupo foi frustrante. Demoramos uns 20 min pra conseguir fazer 100 trocas com cada bambu, pois derrubamos muitas vezes e perdemos a contagem e etc etc etc…. =(

Depois de enfim conseguirmos terminar as trocas de bambu, continuamos caminhando pelo ambiente de ensaio, preenchendo o espaço cênico, e a prof ja seguiu com um exercício de improvisação e construção de ação a partir de um objeto. A prof jogava o bambu para uma pessoa que estava caminhando, nisto esta pessoa se encaminhava para o centro do espaço de ensaio (os demais ficavam parados em estátua esperando que quem estivesse fazendo o exercício terminasse para voltarem a caminhar) e a pessoa que recebeu o bambu deveria fazer uma ação. Não necessariamente uma cena, mas uma ação que mostrasse um uso para o bambu, explorando a capacidade de improviso e criação de novos objetos com um objeto real. Assim, ao terminar, a pessoa devolvia o bambu para a prof (e os demais voltavam a caminhar pelo espaço cenico) até que novamente a prof jogava o bambu para outra pessoa fazer o exercício (mas que não repetisse a mesma ação que o anterior tinha feito).

Uma variação foi o uso de duas pessoas e um bambu, no qual (ao jogar o bambu pra uma pessoa, esta pessoa escolhia uma outra para participar da ação, escolhendo-a jogando o bambu pra ela). Assim, duas pessoas seguiam para fazer a ação juntas, com um bambu somente. E mais outra variação foi o uso de dois bambus e duas pessoas, sendo que a prof que escolhia os pares, jogando um bambu para cada e então as duas improvisavam juntas uma ação no centro do espaço de ensaio.

Muitas coisas interessantes saem deste exercício, como tambem muitas coisas normais. Mas o interessante é perceber a capacidade criativa de improviso com o objeto.

Após o exercício, sentamos todos em roda, e dialogamos sobre o exercício, como de praxe.

=> Prox Post: Sexta, 8h

sábado, 8 de maio de 2010

Expressão Corporal

Começando como sempre, alongando as partes inferiores, superiores, tronco, quadril, cabeça, psecoço, todas as articulações, musculos, tendões, partes do corpo. Enfim, um alongamento bem bem dado. O aquecimento fica por conta da caminhada (seguir as “dikas de como caminhar” em posts anteriores) que fica mais rapida, mais rapida, mais e mais até correr e então concentrarmos no exercício de jogar os bambus para fazermos até 100 trocas com cada bambu (é, hoje teve 2 bambus) =P
[parágrafo que explica e descreve o ‘exercício de aquecimento de jogar os bambus’, se já sabe, vá para o outro paragrafo, lá vai: este exercício é feito com um grupo de alunos-atores para que se concentrem e se introsem como um grupo. O bambu (ou pode ser uma bolinha de borracha) é jogado de uma pessoa para a outra, enquanto todos correm pelo espaço, preenchendo o ambiente de ensaio. O bambu não deve cair no chão, senão começa a contagem desde o início. As trocas devem ocorrer durante a corrida, sendo falado, a cada troca, o número da sequencia, ex: pessoa 1, com posse do bambu, correndo, deve fisgar com o olhar algum companheiro de grupo, e ao haver trocas de olhares (a outra pessoa souber que o bambu será jogado), o bambu eh jogado, e a pessoa que jogou fala o numero SETE, por exemplo. Assim, a outra pessoa que pegou, já repassa o bambu, após haver definido olhar-com-olhar com a terceira pessoa, e joga o bambu dizendo OITO. Agora, se por acaso o bambu cair nessa troca de pessoa, ou deixar derruba-lo, então começa as trocas desde o numero um denovo. E o responsavel/prof/tutor deve enfatizar que devem ficar fazndo isso até chegarem no número de trocas definido. Tipo, na minha aula o numero definido é 100 trocas. E, pra dificultar, na troca nº50, outro bambu é incluído no jogo e fica-se com 2 contagens, dois focos, maior atenção e maior entrosamento do grupo para fazer 100 trocas com ambos bambus =D ]
Bem, depois de ficarmos uns 20min correndo e jogando os bambus (é q estavamos desconcentrados e derrubamos umas 5x =P] dai estávamos já esgotados, porém hiper aquecidos! Então voltamos a caminhar, normalmente, para relaxar, concentrar, respirar, descansar. Então STOP e a prof já passou um exercício exótico:
Com todos caminhando pelo ambiente, mas deixando um espaço vazio no centro, e este espaço vazio será preenchido por uma pessoa (a escolher) que, com um objeto qualquer (usamos o bambu do exercicio anterior como objeto), fará alguma ação com o objeto. Sem falas. Apenas fará o que se quiser dentro do círculo criado pelo espaço deixado pelas pessoas-alunos-atores que caminham ao redor. Quando a pessoa de dentro terminar sua ação dentro do círculo, passará o objeto para alguém que estiver caminhando. Assim, a pessoa que pegou o objeto vai para para o centro da roda, e quem entregou o objeto vai para a borda e volta a caminhar com os demais que caminham. ( bom, a função desse exercício, q não foi explicado pela prof hoje, bem, decerto é para ver a improvisação ou algo parecido. EU NAO SEI =’(   … Houve uma variação neste jogo, que, quando um estiver dentro do círculo (e os demais caminhando) alguém que está caminhando, fará os sons da ação que se desenvolve pela pessoa de dentro do círculo. Assim, os sons virão de outra pessoa, a qual deverá se concentrar naquela q está praticando a ação, para que o som fique compreensível.
Bem, depois que todos foram para dentro do círculo, e participaram do exercício até mais de uma vez, então foi o fim da aula de expressão corporal. Um alongamentozinho para terminar. Um respiração profunda. E tomar águaaa!!!
=>Prox Post: Segunda, 8h

sábado, 24 de abril de 2010

Expressão Corporal

Alongamento, alongamento, alongamento… Que bom que eu vou fazer yoga pra me fuder mais ainda! Enfim…

Depois de alongar, fomos para a normalíssima caminhada de sempre. E sempre, digo, aquelas dikas de como caminhar. E preste atenção mesmo, porque o andar no palco, é tudo!

Bom, caminhando, a prof pediu para que jogássemos o bambu uns aos outros. Até 50 trocas de bambus, por entre todos os membros da sala. Depois, correndo, fizemos mais 100 trocas de bambus. (pra aquecer). As trocas feitas pelas pessoas são feitas num ritmo rápido; as trocas não são demoradas. E uma dika pra este exercício: toda a concentração do grupo deve estar no bambu – é ele que é o foco de todos os atores. E ninguém deve se desvencilhar do bambu, ao contrário, como se fosse numa cena, todos devem manter o ritmo e não deixar a cena cair. Pra isso que tb serve o exercício do bambu.

Depois de tanto jogar bambu pelo espaço cenico de ensaio – ah, nao esquecer que mesmo jogando o bambu, deve-se lembrar de preencher o espaço e andar conforme as dikas tantas vezes repetidas – bom, voltando, depois do exercício do bambu, voltamos a caminhar pelo espaço ao ritmo ditado pela prof (era o barulho do bambu sendo batido no chão). Bom, então caminhamos hiper rápido até o mais devagar, dando algumas stopadas pelo caminho (stopadas = vem do verbo stopar, stop, parar, virar estátua, não mexer um centímetro qualquer, mas sempre estando concentrado na respiração, equilíbrio e no foco do jogo).  Depois de andar igual umas baratas tontas ( até que parece sim! =P mas eu gosto!!!) daí deu um STOP e voltou com o ritmo-do-bambu ditando o ritmo dos movimentos das articulações. Então também ao som do ritmo bambuzado da prof fomos de slow-motion até michael schumacher no movimentar das articulações (todas, e quando digo todas é TODAS MESMO!) sempre também dando umas STOPadas pelo exercício para ver se estávamos concentrados no SOM das batidas ritmicas do bambu!

Depois disso, o bambu enfim foi deixado de lado e voltamos a caminhar pelo espaço cenico. (aproveitando o momento pra relaxar e respirar e descansar dentro do possível da caminhada, nao deixando ninguém perceber que você está com esta intenção, pois você segue as dikas de como caminhar e não se revelar!!)

Bom, caminhando então (e já mais do que aquecidos) a prof entrou num exercício de exploração dos movimentos corporais. Bem, estávamos caminhando, certo?, entao que ela pediu para que imaginássemos que uma linha que saía do TOPO DA CABEÇA e nos puxava para cima. Imaginar isto contudo andando para frente. Então num momento depois, ela falou que essa linha do topo da cabeça nos puxava tanto que até atrapalharia no caminhar. Depois disso, ela falou que uma linha imaginária estava puxando A PONTA DO NARIZ. E como nosso corpo reagiria a isso? Caminhávamos imaginando que essa linha interferia no jeito de caminhar. Depois a linha passa para a ponta da ORELHA DIREITA, puxando para a direita. Ela nos afeta, mas não por isto deixamos de andar para frente. Depois a linha vai para a ponta da ORELHA ESQUERDA e puxando para a esquerda. E mesma coisa, mesma situação. (sempre a linha irá afetar no modo como o corpo se comporta ante a uma parte do corpo que é puxada, e isso se refletirá no modo de caminhar da pessoa – explicando a grosso modo). Depois duas linhas puxam as duas ORELHAS alternadamente durante o caminhar. Depois a linha vai puxar os OLHOS para frente, saltando os olhos para frente do corpo. Como se estivessem no centro da íris, puxando, igual desenho animado que os olhos vão para a frente do corpo. Depois a linha vai puxar a PONTA DA LINGUA pra frente. Como a língua se comportará? Como a cabeça se comportará em relação a isso? O legal é tomar consciencia de como o corpo se comporta nestas diferentes hipósetes, variando a intensidade também, do movimento exageradérrimo ao sutil. Explorando cada movimento proposto pela linha que agora vai puxar a NUCA para trás, contudo, não por isto, deixaremos de andar para frente. Depois da nuca, a linha vai puxar o QUEIXO para baixo. Depois ela puxará os OMBROS para cima. Depois irá alternar a intensidade de puxada de CADA OMBRO, deixando para que a pessoa-marionete brinque com esta situação. Depois a linha vai puxar os OMBROS PARA FRENTE. Depois a linha puxa o CENTRO DA CAIXA TORAXICA – o peito – para frente. Depois a linha imaginária puxa a mesma caixa torárica para trás, mas a pessoa andando para frente. Depois a linha vai para o UMBIGO puxando para frente. Depois puxa o umbigo para trás. Depois a linha puxa as NADEGAS para trás. (daí pra frente e exercício já está interessante e o povo ja entendeu e a exploração dos movimentos interessante a cada parte do corpo que a linha puxa). Depois a linha vai puxar CADA OSSO LATERAL DO QUADRIL para um lado, como aconteceu com as orelhas. Depois a linha puxa os JOELHOS para cima. Depois os JOELHOS PARA FRENTE. Depois puxa o CALCANHAR para trás. Depois a linha imaginária puxa o PEITO DO PÉ para cima. Depois o peito do pé para frente. Depois a linha puxa os COTOVELOS para trás. Depois os COTOVELOS PARA CIMA.

Depois a prof pediu para escolhermos uma das variações que nos interessaram durante o processo do exercício – uma das linhas imaginárias puxando alguma parte do corpo – e que voltássemos a praticar este movimento que nos interessou. Cada um a partir daí trabalha sozinho, explorando seu movimento. Nisso, é pedido para que a pessoa busque todos os jeitos de intensidade do movimento proposto, explorando ao máximo o jeito de caminhar que a linha que ele escolheu promove. E nisso, também, tomando consciencia do movimento e com qual tipo de gente esse movimento parece – o que a prof pede é para que observemo-nos a nós mesmos caminhando e nisto compreendessemos com quem se parece esta forma de caminhar: um velho, jovem, maloqueiro, bicha, modelo, mulher, enferma, etc etc etc…

Feito isto, então a prof separa as pessoas (que ainda caminhavam pelo recinto) em pequenos grupos e então propõe para estes grupos que cada qual proponha uma cena na qual os personagens utilizem o modo de caminhar que cada um do grupo escolheu – ou seja, cada pessoa fará um personagem que ande como ela estava andando mas que esteja inserido dentro de uma cena. E nesta cena, o diálogo está permitido. A regra do jogo é utilizar o caminhar e montar uma cena normalmente (começo, meio e fim).

Bom, depois de ficarmos quase 20min tendo a idéia de cena, ensaiando, propondo idéias, Então que todos foram apresentar as cenas desenvolvidas. Depois de apresentar todas as cenas, é aberto um momento para diálogo do exercício, o que achou, se foi difícil, interessante, fácil, comentários em geral, percepções, etc etc etc…

E então, enfim, é hora de tomar água pra troca de aula, ou seja, fim de aula!!!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Expressão Corporal

Começa com os alongamentos… Tá, blá, depois deles, começa a caminhar pelo espaço de ensaio. Aquele caminhar de sempre, ereto, sem coçar, mexer na roupa, olhar para frente, focalizando aonde você caminhará, respirando, ombros relaxados, percebendo como você caminha, enfim… o caminhar de um ator. Então, com um bambu, a prof começa a marcar ritmo batendo o bambu no chão. E é pelo ritmo do bambu que devemos ritmar nossa caminhada, digo, é pelo ritmo ditado pela prof que determinará o ritmo de caminhada. E assim, caminhamos mais rapido, mais mais mais mais rapido até que STOP e pára em estátua. Então recomeça, com um ritmo acelerado. Mais rapido, mais mais, e STOP. Então volta a caminhar e STOP. ufaaa…

Então agora, variando o exercício, o ritmo do bambu ditará o ritmo dos movimentos das articulações do corpo. (este exercício já foi feito anteriormente, contudo não com um bambu pra ditar o ritmo. Então o ritmo acelera e dinimui ficando slow-motion, volta a ficar acelerado, e mais e mais e STOP. Então volta ao ritmo, normal, etc… blablabla (aqui, quem conduz o exercício que tem total domínio sobre o ritmo e consequentemente do exercicio). Até que termina com a gente voltando a caminhar pelo espaço (e nisto, recuperando o fôlego).

Então, caminhando conforme as dikas de sempre, num determinado momento a prof diz que imaginássemos que o ambiente está escorregadio, bem escorregadio, como se andássemos por um chão lustroso cheio de sabão. E nisso, brincamos com esta condição, utilizando todos os planos alto, medio, baixo. A regra do jogo era mostrar pelos movimentos que o chão estava muitérrimo escorregadio de modo que até mesmo pra ficar de pé é dificil.. e se levantar é pior ainda. Até que aos pokos consegue se levantar e brincar com a condição do jogo.

Então, trocando a regra do jogo, mudou para que desta vez nossos pés estivesem grudados ao chão, como se um imã gigante nos puxasse para ficar no chão, como se a gravidade do planeta fosse tamanha que qualquer coisa que tocar no chão ficasse preso e com dificuldade de se mexer. Nesta condição, foi interessante a grande gama de ações e gestos que foram utilizados pra explorar estes tipos de movimentos dentro do jogo.

E por fim, muda de presos ao chão, para uma grande cama elástica, onde cada pisada parecesse que fazia você pular. E até mesmo quando caísse, o tombo fazia pular. Como num grande pula-pula, cama elástica, um colchão de molas. E nisso também, se pudesse, utilizar todos os planos do espaço ao seu redor. Ah, e livre no ambiente, brincando sem se limitar a um palco, ou algo delimitado.

Depois de pular muitísssimo, paramos e a prof nos separou em grupos. 3 grupos, cada qual faria uma pequena cena onde teria que utilizar um destes tipos de movimentos que acabamos de fazer: tipo: grupo1 fazer a cena que utilizasse os movimentos de chão escorregadio; grupo2 fazer uma cena que utilizasse os movimentos de grudados ao chão; grupo3 fazer uma cena que utilizasse os movimentos de pula-pula. E cenas com começo, meio e fim, construídas e SEM FALAS. Uma cena que contasse com o corpo. Com a expressão corporal.

Ao final de cada cena, todos dialogaram sobre qual foi a melhor cena, porque, como foi utilizado os movimentos, se foi facil, dificil, experiencias particulares, e fim da aula.

obs.importante: tentar não interromper a concentração de um exercício ou jogo saindo no meio dele e então retornando. Melhor ou continuar e sair depois que terminar, ou sai e nao voltar até que tenha terminado. Pois ao sair (mesmo q rapidinho) quebra a contínua concentração e clima do exercício, atrapalhando você mesmo e até mesmo os outros colegas.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sensibilização

Embora a aula anterior tivesse muito atrelada à abordagem da sensibilização também (se não leram, leiam, pois é muitíssimo interessante últimos exercícios), esta aula foi algo mais prático e criativo também.

[nota mental (para leitores?): leiam o exercício todo e então entenderão qual tipo de música para refazer este tipo exercício.]

Primeiramente, todos se sentaram em torno de um rádio e ficamos a foi-nos dada a instrução de apenas escutar uma música. (muito estranha por sinal) Depois, todo mundo começou a conversar sobre as primeiras impressões que tiveram desta música: era macumba, era uma velha com voz frouxa, era uma tribo indígena, era um ritual satanico, era um funeral e muitas outras loucas impressões. Então, racionalmente, listamos impressões sobre a VOZ, que alguns disseram ser intensa, outros frouxa, outros disseram ser uma voz rouca, de uma velha desdentada. Sobre qual a impressão de COR sobre a melodia: vieram tons marrons, roxos, negros… branco (pelo ritual) e até amarelo citaram. Depois refletir sobre que FORMA a melodia expressa: vieram quadrados, cilindros, formato de uma almondega e etc. Enfim, então, voltamos a re-escutar a tal música. Depois de re-escutar, voltamos a firmar algumas impressões, redefinir outras, e até cenas foram ditas: era uma velha varrendo o chão, cansada; era um funeral; era um centro de macumba; etc. (só listei o que a memória me permitiu lembrar)

Então, dividos em grupos, depois desse brainstorm (tempestade de idéias), o exercício era fazer uma cena com esta musica. Uma cena em que a música fosse essencial para o entendimento e para o clima da cena. OU seja, a musica teria que se fundir com a cena e vice-versa. (aqui vem a parte criativa e improvisacional do exercício.) E então, os grupos sentam, pensam e criam uma cena e por fim apresentam-na para os demais grupos (publico).

(Algo que devo citar, mas por ter surpreendido até a prof: foi uma cena que foi feita, que teve uma estética clean e simples, porém teve sentido de encenação ritualística, com cada movimento cênico bem ministrado e ordenado. Bem marcado! [nota mental: só para citar]

Ao final de todas apresentações, a prof comentou que a música era uma música indígena, entitulada como o canto da arara ou algo parecido (nao lembro muito bem).

Contudo, o mesmo exercício foi re-feito, agora com uma nova música: uma tarantella italiana bem alegre e cantada!! o.O E mesmo assim, as impressões foram dialogadas e listadas: clima circense da musica, algo de festivo, macarronada… As CORES citadas pela impressão foram vermelho e amarelo, embora verde e branco também apareceram (por causa da bandeira da itália? rs) E a FORMA foi a de um circulo, oval, forma de pizza (nenhum quadrado foi citado).

Depois foram para o exercício das cenas (mesma coisa do exercício anterior, contudo a MUSICA era diferente). E todas as cenas foram bem festivas, alegres, movidas pelo ritmo dançante da musica italiana. =DD

E depois disso tudo, fim da aula. AAAAAAaaaaaaaaa *entonação tristonhaa* “A aula de hoje passou tããão rápida”, sim foi!