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domingo, 21 de maio de 2017

Como Dirigir uma Peça de Teatro - Parte 2

Continuando a saga... (se você não viu a primeira parte, leia aqui)

Nesta postagem, vou continuar a narrar minha saga no meu primeiro ensaio como diretor teatral, citando algumas dicas e teorias dentro do texto. 

Claro que, se você já leu bastante coisa do blog, sabe que eu vou vou falar um monte de baboseira, e narrar as aventuras, mas no meio disso tudo (acho que) você consegue retirar algumas coisas boas para se fazer (ou coisas para não se fazer também). Não me tenham como exemplo: sou apenas alguém normal que sabe que quase não sabe nada de teatro, mas se aventura a escrever como se soubesse bastante coisa. (E ainda me acho humilde, acima de tudo, rs) Enfim, acho que já tá bom de introdução, 'bora começar a nada boa aventura. 

"Previously on... Como Dirigir uma Peça de Teatro"

Como disse, cheguei ao primeiro ensaio com dois desesperos (texto e atriz) e uma omissão grave. Quer dizer, antes, recebi um aviso pelo facebook que uma das atrizes (a que eu conheço e que não é meu desespero) não iria. Mas como "the show must go on" eu não me amedrontei e confirmei presença com a atriz desespero profissa para o primeiro ensaio. 

Então, deixe-me atualizar: cheguei ao primeiro ensaio com 3 desesperos (texto, atriz profissa, e sozinho só com ela) e uma grave omissão. 

Cheguei, como sempre, uns 5 min antes do horário (odeio atrasar e odeio atraso). Já fiquei feliz pela atriz também não ter chegado atrasada. Chegou em cima do horário e logo nos pomos a trabalho. O nosso local de ensaio há muito não era utilizado e, por esta razão, tivemos que dar uma limpadinha antes. Foram uns 15-20min a menos de ensaio para limpeza. (E aqui está a primeira dica = se não quer perder tempo de ensaio, que o local já esteja pronto antes do horário marcado para ensaio. Em teatro amador, ou estudantil, cada minuto de ensaio conta. E nunca temos tempo suficiente de ensaio, ou seja, não adianta marcar 4-6 horas de ensaio, porque seus atores não vivem disso. Não são profissionais de teatro, que o ensaio é seu ofício. Por isto, aproveitem cada minuto de ensaio, chegando mais cedo e saindo mais tarde).

Depois dessa limpezinha, sentamos eu e ela, diretor com atriz, para então quebrar o gelo (pois eu não a conhecia ainda). Mas não só por isto, também para falar um pouco do projeto que eu estou querendo fazer, do texto (abordando no geral, sem dar mtos spoilers) e alguns motivos que me levaram a propor isto para elas. Eu acho significativo ser sincero para seus parceiros de trabalho, pois você precisa dos atores para que seu projeto de espetáculo seja executado. Mesmo se forem alunos ou crianças. Eles reconhecem com isso que você não vai ser um chefe chato, mas um líder que vai dirigi-los para um resultado final (mesmo que, no caso, o resultado não seja o que você tenha sonhado. Por isto não ponha tanta expectativa nem perfeccionismo em cima do projeto. Você pode se frustrar e virar um tirano no meio do processo e começar a comandar para que atinjam o seu grau de perfeição. Cuidado!) 

Conversei com ela por um tempinho, até que enfim, começamos o ensaio. 

Quem lê o blog deve já suspeitar como iniciei o ensaio: aquecimento, treinamento e ensaio. 

Sim. Acertou. 

Mas tem um porém nisso que eu aprendi. E depois lhes conto. 

Comecei com a parte de aquecimento: alongamento da atriz. Depois um aquecimento mais geral, pedi para que andasse no espaço de acordo com o ritmo (peguei um pedaço de pau e fiquei batendo no chão, ditando um ritmo no qual ela seguiria com o passo dela. Se eu batesse com o pau no chão rapidamente, ditando um ritmo mais rápido, ela deveria andar mais rapido, até mesmo correr. Se eu deixasse o ritmo de batida mais espaçado, mais lento, ela deveria andar devagar, quase parando). Este exercício eu gosto dele pois trabalha a concentração e também já a energia corporal - aquece e deixa o corpo preparado. Depois passei pro exercício de articulações (que já descrevi milhares de vezes pelo blog - quem não sabe, procure por posts mais antigos) e neste eu também usei a questão do pau para ditar o ritmo do moviemento corporal enquanto fazia o exercício. (Posteriormente, ela chamou o exercício de "dança corporal"). 

Após este dois exercícios para aquecer o corpo e o deixar mais pronto para começar as improvisações, eis que eu entro em desespero (sim, a omissão se revelou nesta hora, pois eu percebi a burrada que eu fiz, ou melhor, não fiz). Percebi, naquele momento, que eu deveria já ter alguns exercícios para ensaio prontos. Alguns exercícios previamente já pensados, alguns exercícios plano B (caso o primeiro não funcionasse) e até mais de um exercício... O caso é que eu paralizei e fiquei cru na frente da atriz. 

Confesso que eu não sou a melhor pessoa do mundo, não sou perfeito, estou aprendendo na prática com estas burradas das boas. Na hora o que eu fiz? Aproveitei que ela era profissa e pedi ajuda. "O que fazer agora? Como dirigir?" Ela  me sugeriu que eu propusesse alguma situação, algum problema, alguma coisa  que eu já tivesse em mente. Mas eu não tinha nada em mente! Mentira, eu tinha sim. Era uma idéia besta de um misè-en-scene que eu idealizei enquanto tentava solucionar o problema do texto na questão de dividí-lo em ações. Foi então que, sem tempo pra pensar, tive que tentar arranjar alguma proposta viável para a atriz não ficar sem fazer nada. E aquele silêncio constrangedor já estava me amedrontando... 

Foi então que, a primeira proposta foi... um tiro no escuro. Falei bem inocentemente "improvise sobre o verbo vestir" E ela ficou meio abobada com o que eu quis dizer... Será que eu me fiz de idiota na frente dela? Bem, acho que sim. Mas ela foi me ajudando também (graçazadeus!) e comentando que, ela poderia improvisar de várias maneiras tão genéricas que poderia ser muito diferente do que eu tinha em mente. Ela poderia improvisar uma mulher vestindo, um velho vestindo, um animal vestindo, um alien vestindo... faltava uma linha de partida (um contexto) para ela entender quem era ela (ela = personagem/performer). Foi neste estalo que eu prontamente disse: "okay, começar pelo personagem" E então, antes de improvisar a ação da personagem, fomos improvisar afim de encontrar a personagem. Mas como? Qual seria o ponto de partida para a atriz encontrar a personagem - isso pq eu não tinha passado pra ela o texto dramático para ela ver. Ela não sabia qual a intenção ou cena idealizada eu tinha na cabeça. E, pra falar a verdade, eu queria testar uma direção que a atriz encontrasse a personagem seja qual fosse, não que eu falasse "você é tal personagem, assim assim assado". Este fato é algo que eu quis tentar, experimentar para ver se funcionava. Mas continuemos a narração... 

Seguidamente pedi para ela que voltasse ao exercício das articulações e, quando encontrasse algum movimento interessante, transformasse esse movimento abstrato em personagem. E lá fomos nós improvisar movimentos corporais para encontrar a corporificação da personagem da peça. Ela  o fez extraordinariamente muito bem, entendeu a minha sugestão de guiamento e o fez sem reclamar. Estava lá dançando/articulando-se e quando um movimento era interessante eu pedia para transformar em personagem, para usar dos movimentos principais da dança e aperfeiçoá-los dentro de uma corporificação de futura personagem. 

Particularmente, foi uma experiência muito interessante ver os atributos físicos de um possível personagem surgir de um exercício de movimentos aleatórios. Metaforicamente é como rabiscar num papel branco e do rabisco você encontrar linhas que podem sugerir uma imagem figurativa, ou seja, você nunca sabe que desenho vai surgir com o rabisco. As vezes é um desenho legal, mas as vezes é uma merda. E sempre é um desenho diferente. Só que ela faz isso com o movimento do corpo. É bem bacana. E disto, devo como diretor, limpar e deixar mais artístico, dentro do conceito da peça. 

Enfim, voltando à narrativa. Ela estava experimentando uma corporificação para uma personagem, e quando eu achei interessante, eu passei a sugerir que esta personagem agisse em outras situações. Joguei dois objetos na frente dela e disse: "você está indecisa sobre qual objeto você quer pegar" e com isto, todo o jogo se transformou, pois dei um objetivo para a personagem perseguir. Ela criou, de acordo com o corpo da personagem, um jeito de ficar indecisa corporalmente... É, é, é... pensando agora, acho que fiz merda e só percebi agora enquanto escrevo este post... hahaha.. Ficar indeciso é muito subjetivo, não é uma ação, é algo emocional... E, quando se joga coisas emocionais para o ator improvisar, pode ficar meio... só na cabeça e não exposto fisicamente. Estão me entendendo? Embora, agora me lembro, na hora eu gostei, pois ela fisicalizou (fisicalizou=tornou físico) o "estar indeciso" - mas pode ser que atores inexperientes possam cair no clichê e ficar naquela indecisão de desenho animado. Enfim... 

Eu sei que esta improvisação, que ainda era sobre criar a corporificação da personagem, foi demais longa e acabou durando todo o ensaio. Quando vi, já tinha dado a hora combinada de terminar o ensaio, e a meu ver, não se tinha produzido nada ainda. Era como se este primeiro ensaio não tivesse ocorrido, ou fosse o ensaio numero zero, pois com ele que eu aprendi muito mais coisas e que no próximo eu pretendo me melhorar. 

Uma destas coisa que aprendi com este pseudo-primeiro ensaio (ou ensaio numero zero) foi sobre aquele momento de desespero que passei: 1) nunca chegue no ensaio sem uma gama de exercícios prontos em cima do texto. Tenha alguns na manga, caso as tentativas sejam falhas. 

Também abstraí e entendi o problema deste primeiro ensaio. Eu quis começar desde a criação da persaongem pela via da improvisação do ator. Algo que, agora entendo, é demorado pakas! Se eu continuasse a levar os ensaios dessa maneira, talvez em dezembro do ano que vem eu terminasse essa pequena cena que pretendo fazer com elas. Então o que eu aprendi foi: 2) dentro do limite de tempo planejado para os ensaios, não enrole na direção. (Não enrolar significa: não escreva um livro quando você tem que fazer uma síntese. Eu bem sei que eu AMO escrever demais, e não sou nada bom com coisas sucintas, breves, práticas, objetivas. Porém, para uma cena que pretendo fazer em 1 mês eu não devo partir desde a improvisação do caminhar do personagem. Devo ser mais ligeiro, mesmo que passando por cima dos meus paradigmas teatrais, e correr nos ensaios, já passando algo geral, já dando um parecer, já me adiantando com o ator, para ele saber o que eu quero dele.)

Estes aprendizados sobre a direção teatral só foram possíveis também pois aprendi muito com essa atriz "profissa" que está me ajudando muito e sendo quase uma professora. Humilde, sem neuras sobre ser dirigida por alguém menos experientes, super de boa em passar o que ela sabe. E não hesita em manter o profissionalismo, mesmo que talvez o resultado não seja o esperado.

.....

Escrevo agora de 2017... mil anos depois desse "ensaio zero"

Os ensaios não aconteceram... tiveram contratempos meus, das atrizes, enfim....

Estes ensaios aconteceram em dezembro de 2014... é faz um bom tempo mesmo! (meldels!)

Achei esta postagem rascunhada da época em que fiz, então até que tem boas impressões do ensaio ocorrido.

Depois desse tempo, não fiz mais nada com o teatro... embora tenha amigos atores, professores-mestres-doutores em teatro, amadores dessa foram de arte.

Todos os comentários são lidos, e caso eu receba alguns emails de vez em nunca, eu os leio com carinho e respondo dentro do meu limite.

Espero que vocês que lêem o blog e o consultam sempre, continuem levando essa forma de arte com carinho, dedicação e diversão. Pois o teatro é uma forma de arte temporal, única, que se forma na sua frente qndo vc menos espera ^^

Ah, vou postar mais pro futuro alguns links de peças de um grupo de teatro português que eu AMO e que me apaixonei qndo os vi pela primeira vez... foi paixão a primeira vista...mas vou deixar o post agendado tá (caso eu esquecer de entrar no blog) ;)

UPDATE: Post dos Videos agendado para Agosto-2017 =D

Merda pra vcs!!!










quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Como Dirigir uma Peça de Teatro - O Início

 Existe um termo que traduz meu sentimento para com o teatro = INSISTIMENTO

Eu insisto, apesar de saber que meus dias de glória meus dias de teatro já se passaram. Adoro quando recebo emails de leitores que buscam ajuda, ou que estão insistindo no teatro. E sim, leio todos os comentários tbm... heheh

Aliás, na minha própria cidade de interior eu achei uma 'insistidora teatral' muito determinada. Fico mto contente por saber que existem pessoas que lutam pela cultura, pelo teatro, mais que eu na verdade.

Bem, mas chega de blablablá e vamos ao que interessa para o blog-diário:

"Como Dirigir uma Peça de Teatro"

Eu bem sei que este é um termo que talvez trouxe você, leitor(a), aqui. Eu sei porque eu também procurei no google esse mesmo termo e me pergunte se eu achei alguma coisa? Achei nada! Então tive que recorrer aos universitários (ex-universitários de artes cênicas na verdade). E livros. E sites. E acreditar muito na minha intuição também. E botar a cara a tapa pra ver o que vai dar.

Neste post vou comentar a minha saga (teórica) de como ajeitar as coisas antes de chegar ao primeiro ensaio. E também vou descrever a minha saga (prática) do que eu fiz antes de chegar ao primeiro ensaio.

Como sabem (ou vão saber) já faz tempo que não mexo com nada relacionado ao teatro. Desde última vez, que eu realizei aquela oficina com meus amigos, eu não fiz mais nada. Mas eis que surgiu uma oportunidade neste mês de dezembro e cá estou para dividir minha tentativa de direção teatral com vocês.

Uma coisa já aviso: Isso tudo pode não dar nada certo. Até pq, o certo não existe no teatro. Não tem o jeito certo de fazer. Existe apenas o fazer. (frase que os universitários me disseram).

-----------(INICIO DA PARTE TEORICA)------------

"Então como é que se faz isso, produção?"

Após ter escolhido o que você pretende transformar em algo apresentável - um texto dramático, uma poesia, uma reportagem, um pedaço do seu diário, uma frase, um microconto do twitter, etc... Você, como diretor/responsavel da peça deve se fazer algumas perguntinhas - talvez óbvias demais e que nem mesmo eu me liguei de me perguntar:

1) Qual é o objetivo que me leva a querer fazer essa peça? 
1.a) Vale a pena montá-la?
2) Para quem é essa espetáculo? 
3) Qual é o objetivo do texto? Do autor do texto para com o texto? 
4) Qual são as capacidades/habilidades dos meus atores? 
4..a) É uma peça em que eu posso trabalhar/realizar uma experiencia criativa para todos os envolvidos?
5) Será divertido/satisfatório montá-la? 

Estas perguntas devem permear a mente do diretor antes de levar a proposta da peça para o grupo/atores. Até para servir de justificativa para caso seja questionado: "mas por que essa peça?".

Depois disso, o diretor/encenador deve fazer uma análise do texto. Essa análise servirá como base do futuro espetáculo que está para vir. Esta análise é tanto criativa como racional, pois servirá como guia para os ensaios, propostas de exercícios e todo o resto da produção até a apresentação. 

Bem, "Mas como se faz essa análise do texto?" 

Digamos que esta é a parte criativa do diretor para com a peça. É nesta análise sobre o texto, sobre o grupo, sobre tudo que envolverá a realização do espetáculo, que o diretor exerce a sua criatividade e define como será o espetáculo. Mas calma lá - não vá sonhando com as marcações nem entonações das vozes ou qual ator se encaixa em qual personagem. Muita calma nessa hora. 

O diretor deve fazer esta análise considerando mais o texto (ou processo criativo do qual surgirá o texto dramático) e fazer a sua "interpretação" do texto. Deverá racionalizar sobre qual o objetivo do texto, qual o enfoque que o autor quis dar com o texto, qual a função de cada personagem, quais possíveis temas, reflexões o texto traz - e outra série de coisas que podem ser aproveitadas.
A partir daí poderá também definir (ou ainda não) qual a estética da peça, qual o possível espaço que esta peça será apresentada (se de rua, de palco, de espaços alternativos, etc), qual tema poderá abordar como um todo... Esta é a parte criativa do diretor, no qual ele vai idealizar a peça. 

Existe uma técnica interessante neste ponto do processo criativo do diretor, que ajuda-o a como passar a sua intenção da peça para os atores durante os ensaios. De modo geral, esta tecnica se resume a 1) leia o texto inteiro e o compreenda cada parte; 2) divida o texto/peça em cenas ou pulsações mínimas, pequenas partes do todo; 3) divida estas pequenas cenas em frações mais mínimas, dissecando-a até chegar ao átomo da cena (que você vai descobrir ser as ações e intenções dxs personagens).

Chegando no átomo da cena, a ação dxs personagens em cena, este será o caminho para a construção das cenas pelos atores... Este átomo da cena converterá em propostas/problemas que o diretor dará aos atores para que eles solucionem (representando/atuando/improvisando) para que a peça se desenvolva e torne uma linda produção teatral. 

Em teoria, este é o início do trabalho do diretor antes mesmo de começar os ensaios. Ele deve já ter um objetivo (ou um vislumbre do objetivo) que quer alcançar e trazer consigo propostas de ensaio (exercícios, jogos) para fazer os atores atingir esse objetivo que ele idealizou. 

Percebam aqui que em nenhum momento eu cogitei em escrever "imaginem a peça dos seus sonhos" pois, lamento informar, o que você tiver idealizado muito provavelmente será difícil de atingir 100% idêntico ao da sua imaginação. Transpor um ideal de uma peça para a sua produção concreta não é uma tarefa fácil. Haverão impecilhos - atores fracos, falta de equipamento técnico, problemas de equipe, etc. - mil coisas que a Lady Lei de Murphy provavelmente vai ajudar acontecer. 

Não quero ter que dizer "Não ouse imaginar a peça sendo feita", mas você como diretor/entendido teatral sabe que se for para a peça ser exatamente como você sonhou, você terá que ser aquele diretor tirano, autoritário, que manda o ator fazer tintim por tintim, andar até ali, fazer tal pose, fazer aquela expressão de gato de botas, e o seu ator não vai passar de uma marionete para você brincar. Aconselho ir brincar de The Sims que é mais garantida a satisfação. 

O diretor/encenador deverá ser o líder do grupo (neste momento, claro) em que o grupo/atores deverão confiar cegamente que ele guiará para uma produção de algo que valerá a pena ser apresentada (ou senão qual o motivo de você estar fazendo isso?) 
E como líder, deverá conduzir os atores através de propostas/problemas dentro do contexto da peça para que os atores consigam criar a parte deles dentro da produção. Deixe que os atores atuem, enquanto você os guia em direção ao resultado que você sabe qual é. Não faça o trabalho do ator (que é representar/atuar/criar em cena) e nem deixe que o ator faça a sua parte (que é de encaminhar a atuação deles para o melhor resultado possível dentro da proposta que você idealizou). 

Bem, sabendo disso, você tem meio caminho andado para dirigir uma peça de teatro (ou até menos de meio caminho, talvez 1/3 do caminho...) É, ainda tem muita coisa por vir. Os ensaios ainda não começaram. 

------------- (INICIO DA PARTE PRATICA)---------

Lidando com a oportunidade de vir a ter outra experiência teatral, não tardei em começar minha busca teórica por material para eu conseguir trabalhar. 

Inicialmente meu objetivo era apenas me divertir fazendo teatro, ao invés de ficar mofando em casa. Tá, eu sei que é um objetivo péssimo para começar algo, mas isso acontece nas melhores famílias (ou como dizem, "em casa de ferreiro, o espeto é de pau"). 

E bem, foi por isto que o meu começo foi uma droga bem ruim. Queria apenas um texto fácil para trabalhar em algo rápido e sem dificuldades. Mas e eu consigo? Mesmo após escolher um miniconto, eu o abandonei e retirei algumas reflexões do meu diário íntimo, converti em frases de efeito (quase uma poesia) e 'bora tentar fazer a tal análise do texto!!! 

Mas quem disse que eu consegui? Minhas reflexões (meu texto) não sugere nenhuma cena, nenhuma ação, nada. Parece texto de auto-ajuda e que eu quero transformar em peça (ou como eu sugeri, em algo apresentável). E este foi o meu primeiro desespero (ainda havia outro por vir). 

Recorri aos universítários, como disse (meus amigos ex-universitários de artes cênicas - muito úteis quando eu não sei como fazer alguma coisa ou preciso de ajuda urgente) e deles recebi apenas incentivo e um "te vira, mané". Nem mesmo o google me ajudou muito neste sentido (confesso, tive medo de aparecer este meu blog nas respostas do google =P ). Por fim, me voltei aos livros que eu tenho. E um em particular - "Improvisação para o Teatro" da Viola Spolin - que eu sabia que tinham dicas mais práticas para o diretor. (obs: já citei-a muitas vezes no blog, ela estuda jogos teatrais e este livro tem milhares de jogos e dicas principalmente para quem trabalha com crianças. Vale a compra). 

Peguei o livro e o li nas partes grifadas que tenho, mas nada que eu já não suspeitava e que não tivesse pensado. O meu problema é o maldito texto que eu escolhi para transpor em peça, pois ele ainda está bem difícil de analisar. Foi então que, com ajuda, fui questionado às perguntas que listei acima (e que não tinha respondido ainda). Me foi abordado a seguinte pergunta: "Onde exatamente você quer chegar com esse trabalho ou texto?" E cataplufe, eis que a moeda caiu. Eu não tinha pensado nisso. O que eu quero com este texto? O que me levou a escolhê-lo? Como posso traduzir o sentimento do autor do texto (no caso eu) e o objetivo com o qual ele escreveu o texto (por isso eu peguei um texto meu) para um algo apresentável? Qual o tema/palavra-chave/assunto do texto que eu quero que a platéia sinta com a tradução para algo cênico? E destas indagações/análise racional sobre o texto que eu fui aos poucos conseguindo ter um vislumbre do que poderia ser apresentado. Até mesmo qual seria a estética da peça. Consegui, enfim, idealizar várias maneiras em o que texto poderia ser convertido em cena. 

E assim, mais tranquilo agora, conseguiria partir para meu primeiro ensaio. 

Mas eis que, cometi uma omissão que me atrapalhou no primeiro ensaio (fica para os próximos capítulos da saga), e apresentou-se o meu segundo desespero: uma atriz nova do grupo entende mais de teatro e direção teatral que eu (Ela é estudada, profissa, graduada). E agora, José? 

Confesso humildemente: caguei nas calças de medo. Como dirigir uma atriz profissa sendo que eu não passo de um amador sem muitas experiências??? Ela pareceu simpática, mas... Seria mesmo? Será que não vai ser uma vaca metida mimada que não recebe direção de alguém de menos experiência que ela? E como saber das habilidades dela... (lembram que comentei, conhecer as habilidades/capacidades dos atores) Realmente, eu estou numa enrascada! Não tenho a mínima noção do que ela sabe fazer, do comportamento dela, da humildade dela. 

Eis que um amigo meu cita: "Se ela for daquelas atrizes mimadas e metidas, tu ta fodido. Se não for, é tranqs". 

E foi assim que, com estes dois desesperos (texto e atriz) e uma omissão grave (duvido se alguém adivinha qual é) eu cheguei no primeiro ensaio.

Continua... 

-----------(FIM DA PARTE PRATICA)------------

Para quem acompanha o blog (que eu sei não ser mto difícil acompanhá-lo pois ele está há um tempinho jogado num canto da websfera) esta saga de "Como Dirigir uma Peça de Teatro" será de curta temporada, durando apenas o mês de dezembro/2014 e talvez janeiro/2015 (ainda não sei). 

Então, caso queiram, comentem neste post, me ajudem com suas experiências também, perguntem, tirem suas dúvidas, elogiem, xinguem, enfim... façam um auê enquanto eu estiver online na ativa. 

Depois, o blog voltará ao seu período de hibernação e só Deus sabe quando voltarei a escrever neste meu diário online - que ao que parece, ajuda alguns. 

Então é isso. Abraços e Beijos. E muita Merda para quem tá na ativa. 

Até o próximo post.

UPDATE: Veja a continuação desta história clicando aqui

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Práticas...

Olá gente que visita aqui (se é que alguém visita isso aqui ainda!) voltei pra contar o me aconteceu neste tempo que fiquei off e atualizar umas coisinhas... Bem, vamos monologar:

Não sei desde quando eu parei de fazer as diárias postagens daqui. O problema foi que eu tava abarrotado de coisas para meu tcc e para a vida em geral (sou ocupado, benhê!). Porém as aulas de teatro seguiram seu percurso... faltei umas várias aulas (coisa que não faço) então nem saberia o que postar aqui. E outras vezes minha mente tava tão ocupada com outra coisa que eu não teria tempo de fazer a análise mental para vir aqui e regurgitar a aula inteira como fazia.
Enfim, tirando estes obstáculos, vou tentar descrever como as coisas se sucederam:

As aulas de voz continuaram com as mesmas práticas, um ou outro exercício diferente para aquecimento da voz e do diafragma e mta música e cantoria (até porque a pequena peça que estávamos fazendo tinha uns cantos que adaptamos) E era nestas aulas de voz que a gente ensaiava as músicas.

As aulas de expressão corporal foram as mais "peixe fora d'água" das aulas. Começou não tendo nada a ver com a peça que teríamos. Era como se a aula fosse à parte da interdiciplinariedade, uma excessão à regra. Por isto que alguns colegas e eu fomos à prof e dialogamos sobre a interdiciplinariedade, falamos se poderia esta aula nos ajudar a achar uma corporalidade para os personagens e para a cena em si - que estava (e ainda está um pouco) mto pobre.

E as aulas de ensaio prático foram as terríveis. Pensa num negócio ruim: agora multiplique por 2. Era estas aulas práticas do ensaio para a peça Amor por Anexins do Artur Azevedo. A gente não ensaio paçocas até quando enfim definimos a "proposta" (palavrinha filhadumaputa que acompanha o fazer teatral.. kkkkk) Mas enfim conseguimos definir a tal proposta da nossa peça, e então buscamos pensar um modo de torná-la possível.
Ensaio atrás de ensaio a gente pouco conseguia (e o motivo? Agora na reta final eu compreendo que foi a falta do "decorar o texto" - pois só depois do texto decorado é que então conseguimos trabalhar a cena e melhorá-la.) Até semana passada (faltando 2 semanas para a apresentação final) a gente ainda ensaiava com os papéis do roteiro na mão porque ninguém tinha decorado. E pouco adiantava os ensaios. Quando enfim ensaiamos sem o papel em mãos, com o texto decorado, então que a cena ganhou vida e pudemos ensaiar sem medo de ser feliz - improvisando, criando, melhorando, aperfeiçoando...
Outra coisa que queria deixar claro aqui, para ainda quem se habilita em ler este blog, é que o prof foi uma questão chave para a realização desta peça. Uma questão chave no sentido que, ao invés de motivar a nós alunos-atores a fazermos algo de concreto ou até mesmo fazermos sentar e decorar o texto, não! Desta vez, nesta peça, o obstáculo enfrentado por nós alunos-atores foi o a falta de pró-atividade do prof para que nós alcançássemos a lua! Ele ficava apenas monologando a nossa falta de pró-atividade e falta de interesse. E também não propunha meio para que conseguíssemos ultrapassar o que nos prendia: queria que nós achássemos a solução por nós mesmos - o que por um lado é bom, mas por outro... explicarei: (se não quiser ler a explicação, pule este próx paragrafo inteiro)
O que aconteceu foi que o prof deixou que nós buscassemos desenvolver a peça por nós mesmos, sem a ajuda dele. Parecia que estávamos sozinhos tentando e tentando sem o auxílio de ninguém. Não parecia que estávamos no nível iniciantes de um curso de teatro ainda. Então tudo caminhava sem rumo para nós... Eu entendia que era um jeito brusco para nos fazer amadurecer no fazer teatral, mas embora fosse um método de ensino deste prof, nos parecia um tormento e não um ensino. E talvez por isso que não decoramos o texto em tempo, não conseguiamos desenvolver o ensaio a contento, conversávamos e nos distraíamos o tempo inteiro... Poucas as vezes que conseguimos em um só ensaio passar o texto inteiro.
Então que, quando enfim passamos a peça inteira, com tudo decorado (isto no último ensaio, a menos de 5 dias atrás) que então o prof se transformou e se mostrou presente em aula. Começou então a sugerir imagens cênicas e a orientar os alunos dentro da peça: ou seja, começou a dirigir a peça.
Como aluno eu não estava satisfeito com este jeito do prof de se portar em aula, mas como ator, este diretor fez uma das melhores coisas para que eu amadurecesse: foi um outro jeito para que eu pudesse chegar à criação teatral. Um jeito um tanto empírico - de teste-e-erro - mas valeu a pena ter esta sensação experimentada.
Contudo, como aluno-ator, fico triste por ter levado tanto tempo e com isto, ter levado a peça para o fundo do poço. A peça foi cortada metade e resumida, por esta falta de tempo. Uma das consequencias deste método. E também a interpretação foi prejudicada, pois menos tempo temos para aprimorar, criar, melhorar e ensaiar a interpretação desejada. Enfim...

Coisas importantes aprendemos: decorar o texto em tempo hábil, e depois haja a interpretação do texto; Ter a proposta da peça em tempo hábil e com justificativas plausíveis para a encenação ser realizada; e não fica monologando demais nos ensaios, porque é tempo perdido e sem nenhum proveito.

Acho que foi um resumão do que me aconteceu até agora desde quando parei de escrever aqui no blog. Ainda tenho dois ensaios antes da apresentação. Talvez o próx post seja o da apresentação já.

Até

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Expressão Corporal e Shakespeare

a aula foi bem normal: alongamento em duplas, dai o aquecimento pela brincadeira de pegar a batata-da-perna do outro (tipo um pega-pega). Depois veio o jogo das trocas do bambu, e então caminhando rapido, veio as articulações.

Depois desse mantra, veio o exercício de exploração do gestual: a partir de uma musica e da imaginação de estar num bosque, achar um jeito diferente e inusitado de caminhar e que esse novo meio de caminhar traga consigo trejeitos para um ‘personagem’: desde movimentos corporais, mas faciais tbm, jeito de olhar e encarar o bosque e as criaturas que habitam. Mas não ficar somente com um único personagem, mas mudar e tentar outros trejeitos e outros caminhares. Experimentar era a palavra de ordem. Experimentar, criar corporalmente, comportamentos, jeitos… rascunhar bastante, para na hora de tiver que criar para o ensaio da cena da peça, já tenha algum rascunho interessante em mente, cartas na manga e não ficar tentando na hora.

Depois de umas 3, 4 musicas que ficamos a improvisar, então a prof pediu para terminar o exercício. Alongamos para relaxar o corpo no final e sentamos em circulo para discutirmos o que cada um achou, do exercicio, dificuldades, facilidades, o que achou, o que não achou, etc etc etc… e fim de aula.

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A Aula de shakespeare foi tbm bem tranquila:

terminaram a de apresentar a pesquisa, o restante que faltava. E entre as apresentações, (que maioria foi sobre a peça “sonhos de uma noite de verão” que tínhamos lido e assistido ao filme) então ficavamos a dialogar sobre o enredo, os personagens, tramas, porque disso, dakilo, etc etc etc. Foi particularmente interessante, pois houve uma bela discussão acerca da peça. (discussão aqui no sinonimo de conversa séria).

Depois dessa quase 1h ou mais de apresentações e discussões, então a prof começou já a separar cenas da peça que serão trabalhadas nas proximas aulas. Serão 4 cenas do texto, que englobam a maior parte dos persoangens principais. Não faremos a peça inteira (novamente) mas quem sabe num futuro prox… né? rs

Lemos então as tais cenas escolhida pela prof, lemos, porém ainda não compreendemos. Então o dever de casa ficou em re-ler e estudar as cenas, entender, entonar as falas, e entender do que tanto se trata a cena. para que então na prox aula, possamos já começar (enfim) a montar a cena.

E fim de aula =P

=> PRox Post: Quarta, 8h – se eu estiver bem para escrever… como percebem, estou um tanto mais objetivo nas descrições pq, tipo, já tem mta coisa descrita em posts anteriores. O que não houver, entao eu descreverei com certeza.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Expressão Corporal e Shakespeare

Alongamento. Caminhada, rapido, rapido, jogo do bambu com 100 trocas com todo o grupo, depois mais caminhada, rapido, rapido, STOP, e articulações. Plano alto, médio e baixo. Volta a caminhar, rapido, correndo, STOP, articulações. Volta a correr, correr, correr, STOP e estica o braço, com a palma da mão para cima: imagina uma bandeja cheia de copos e agora faça com que a bandeja se movimente ao redor de seu corpo. Proponha novos movimentos, mas cuidado com a bandeja, nao deixe que nenhum copo caia. Até que então finaliza o jogo da bandeja, estica o sbraços, respira, boceja, relaxa e pausa para tomar água e venha a prox aula.

A prox aula, de Shakespeare, foi a apresentação da pesquisa. Contexto histórico do período Renacentista, e Elisabetano, biografia do Shakespeare, Indumentária (roupa) da época, interpretação no teatro elisabetano, teatro elisabetano, outros autores além do shakespeare deste mesmo período, depois os generos das peças de shakespeare, e então as principais obras e caracteristicas delas.

A aula da apresentação da pesquisa foi bem boa, foi maior, pegou parte da aula de expressão corporal (como perceberam, foi uma aula rapida e curta), mas o que aprendemos pela apresentação vai nos ajudar para entender então a peça e na hora de nós a interpretarmos.

Semana q vem, provavelmente as aulas de shakespeare serão melhores, pois de acordo com a prof, será ensaios sobre as cenas da peça já. vamos esperar para ver. ^^

Bjs,

=Prox Post: Sexta,8h

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Aula de Expressão Corporal, dikas e Avisos

Alongamentos. Muitos.

Caminhada pelo ambiente, rapido, rapido, rapido, correndo, STOP. (e aí vem um novo aquecimento), trinta pulinhos rapidos [no mesmo lugar]. Volta a caminhar rapido, rapido, rapido, correndinho, STOP (mais aquecimento) + 30 pulos [desta vez os pulos se descrevem: ajoelha-se poe a mão no chão e estica o corpo, pula e joga as mãos pro alto, esticando todo o corpo e contraindo ele de cócoras para pegar impulso]. Continua correndinho por um tempo suficiente para o coração estar batendo hiperacelerado e então STOP e articulações.

O exercício das articulações, lembrando de se concentrar em cada articulação que é movimentada (consciencia corporal), então também explorar os planos baixos, médio e alto durante estas movimentações corporais. Também trate de explorar novos movimentos, gestos, novas corporalidades enquanto se foca nas articulações.

Nisso, a prof poe uma musica classica (que revelada no final da aula era Verão de Vivaldi, entre as tantas tocadas) e ainda pensando nas articulações, põe-se o corpo a entrar num estado de sintonia com a musica (de acordo com uma palestra que já ouvi, aí vai dikas quentes sobre o “utilizar da musica com o corpo” =  são três interações citadas que podem ocorrer: o corpo ‘ouvir’ a música (no sentido de sentir a harmonia e ritmo), o corpo ‘tocar’ a musica (no sentido de ser o músico que propoe a melodia), e o corpo ‘dialogar’ com a musica (no sentido de haver uma sintonia entre musica e movimentos se dialogando entre si). Uma outra dika que a prof disse foi não ter vergonha ou medo de “SE JOGAR” e propor movimentos e gestos que sejam inusitados ou transgressores. O exercício é mesmo para extrapolar o normal/cliché e explorar novas propostas.

Depois a musica foi acalmando e o exercício terminando. Terminamos todos deitados, respirando, enquanto a prof ia nos conduzindo (por narração) para outro exercício.

O exercício proposto é parte psicologico, parte físico... na verdade não sei distinguir bem estes termos acadêmicos, mas tratou de levar os alunos-atores à um nivel de concentração e imaginação fortes para, junto com improvisações e impulsos criativos, conseguissem propor situações que podem vir a ser utilizadas para a peça.

Começou, como disse anteriormente, com os alunos-atores deitados e a prof narrando que estávamos em uma floresta. Sinta a brisa, ou o vento. Sinta o cheiro das arvores, das folhas, da terra, da água. Texturize onde você está deitado sobre. Sinta o frio da sombra ou o calor do sol, sinta a atmosfera da SUA floresta. (capslock meu [pois cada aluno-ator deveria imaginar SEU proprio ambiente, sua propria construção mental do ambiente e se concentrar nele]). Então, sintam-se que vocês são habitantes desta floresta. Vocês a conhecem, é seu lar! E como tal, vocês tem uma propria corporalidade com este ambiente. Determinem o que vocês estão fazendo nesta parte da floresta. O que vocês estão fazendo desde agora. E, aos poucos, comecem a se movimentar.

Então que, assim, começa-se a concentração e parte então para a criação improvisada, os impulsos criativos. A parte corpórea é importante neste exercício, pois é nela que vai surgir propostas para uma futura cena, etc. Ah, neste exercício, houve uma musica zen de floresta para nos ambientar e ajudar a concentrar-nos na criação imaginativa do ambiente e tudo que foi falado.

Num determinado momento, você percebe que precisa de interação com os ‘outros seres’ da floresta. Mesmo a prof pede para que haja essa interação entre os alunos-atores.

Ao final, a prof pede-nos para ir relaxando, deitando e então desligar-se do exercício e relaxar o corpo, respirar, bocejar e então acordar para uma grande circulo no qual abre a roda para a discussão dos exercícios e o que sentimos, achamos, etc, anotações, dificuldades, facilidades, o de sempre, né? ;) Ah, uma coisa que ela falou (e claro, eu já tinha percebido) é que este exercício é um início de uma série de exercícios que ocorrerão para ajudar na criação de cenas para a peça que trabalharemos. Pois na peça em questão (Sonhos de uma Noite de Verão – Shakespeare) há uma grande parte que acontece dentro de uma floresta. Então por isso desta proposta hoje. ;)

E assim terminou então a aula.

obs= a aula seguinte, Shakespeare, foi para terminar de ler o roteiro que tínhamos começado na última aula. Então nada de novo =(

=> Prox Post: Sexta, 8h

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Shakespeare, 2 aulas em 1 post.

Primeira aula:
Enfim decidimos, sentados em círculo, qual o texto que faremos. Será “Sonhos de uma noite de verão” com talvez um enxerto da “Comédia dos Erros” dentro da peça anterior.
Bem, decidido qual texto, então veio a parte mais teorica do estudo. dividimos em tópicos uma grande pesquisa a ser feita pelos alunos-atores sobre shakespeare e tudo o mais que possa nos interessar saber sobre a época, etc, etc, etc.
Os tópicos a serem pesquisados por nós, são: época e contexto histórico do tempo renascentista; musicas e estilo musical dessa época; biografia geral de shakespeare; sobre o teatro elisabetano; sobre a interpretação no teatro elisabetano; sobre a indumentária (roupas) da época renascentista; sobre o espaço cênico no teatro elisabetano; os principais autores teatrais e suas obras do período elisabetano; as obras de shakespeare e gêneros; principais peças e suas caracteristicas gerais; o universalismo de shakespeare; sobre a peça sonhos de uma noite de verão (geral); sobre os personagens da peça SNV; sobre o cenário proposto pelo texto ou usado em outras montagens para a peça SNV; o figurino; montagens e/ou filmes sobre SNV já realizados.
Ufaa… Estes são os tópicos que teremos que apresentar em seminário, sendo que para cada tópico, um aluno-ator ficou responsável (o que não é muita coisa, se for analisar). Será uma grande pesquisa, em que todos saberão um pouco sobre tudo, quando apresentado.
Segunda aula:
Nesta outra aula, enfim pegamos o texto xerocado da peça, e entre nós junto com a prof, começamos a fazer uma leitura do roteiro da peça “sonhos de uma noite de verão”, no qual cada aluno-ator lia em voz alta um personagem, e todos do grupo participaram da leitura.
A prof acompanhou e ajudou, e em algumas partes, parava e comentava sobre o que estava acontecendo, sobre o que tinham dito, como estava, etc, etc, algumas curiosidades, etc.
Conseguimos ler até metade do roteiro nesta aula. e só. fim.
=> Prox post: quarta, 8h
update: achei pela net, o filme "sonhos de uma noite de verão" de 1999. com legenda em portugues! neste site: http://felipe398.blogspot.com/2009/06/sonhos-de-uma-noite-de-verao.html são 8 partes pelo rapidshare e a legenda pega nos comentários do post, no megaupload.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Shakespeare (Apaixonado)

Quem já entendeu o que teve nessa aula só pelo título, nem precisa ler mais nada que eu escrever aqui.

Tivemos um início com alongamentos, mas mui-mui-muiiiiitooosssss alongamentos (quase meia hora ou mais) e depois de tanto se exercitar, fomos sentar ao redor de uma tevê para ver o filme: Shakespeare in Love (ou Skakespeare Apaixonado, para os que gostam do título em portuiguês).

O filme foi para nós observarmos como era a época teatral na qual shakespeare estava inserido. Os atores-amadores, os patrocínios, o jeito declamatório da interpretação, os poucos objetos cenográficos, um cenário quase que clean, o local dos teatros (lugar onde eram apresentados), a importancia do texto, o figurino que era a roupa da época, a baixa verba, o texto Romeu e Julieta que começou como uma comédia para no fim tornar-se tragédia, entre outras peripécias.

Depois do filme, conversamos sobre os tópicos que citei no parágrafo anterior. A prof foi exclarecendo alguns pontos para o nosso ínicio de pesquisa sobre a época elisabetana e o teatro shakespeareano. E ainda jogamos a decisão de qual texto escolher para a prox aula. Eita!

Bjs bjs, Merdè

=> Prox Post: Quarta 8h

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ultimo Ensaio

éé… ta chegando o momento da apresentação final.

O ensaio foi como todos os demais. Sem regras, sem firulas, cada qual fazendo sua cena, passando, repassando, testando, experimentando…

Dai depois de um tempo, vieram as apresentações em sala, em turma, para que o prof visse e comentasse e orientasse tal cena, tal atuação, concentração, etc.

O legal, como sempre, são as dikas do prof para tais cenas e para nós todos em geral.

As que lembro: ao se fazer a cena, prestar atenção em mostrar o que o personagem está fazendo para que todos que assistem vejam. Não é dizer que nao pode ficar de costas, pode sim qndo é a proposta ou é necessário, mas na maior parte das vezes, deve-se ter noção do que está fazendo no palco e se está visivel para todos que pagaram para ver. Não adianta a gnt brincar de fingir em palco, mas se está apresentando, está o fazendo para que outros vejam (está se comunicando) e para tal, precisa ser visto, compreendido, escutado, etc etc…

Também deve evitar ficar esgueirando o olhar (qndo em cena) para alguem ou publico, para obter consentimento de que está certo ou errado o jeito que está fazendo em cena. A interpretação que você tem não tem como julgar certo ou errado. Mas a concentração em cima do palco tem como perceber se está ou não firmemente concentrado. Se está fingindo ou não. Então, o que se avalia em uma cena também é a concentração em que se atua. Não saindo e entrando na personagem: qndo em cena, nunca é o ator que está lá, mas a personagem!!!

Alem da concentração (que é importantérrima), movimentação, expressão corporal, interpretação (sua) da cena… Há outros aspectos a se considerar: O jogo com a Voz!!! A potencia da voz, o som das palavras, se estão bem desenhadas. A articulação enquanto se fala em cena, se consegue ouvir todas palavras claramente, sem perder nenhuma vogal com a respiração. Ah, note também a respiração do ator.

Se a cena for feita com dois atores ou mais, notar o que o ator que não está em evidencia no momento está fazendo. Se está como personagem, ou se neutraliza e fica à parte, esperando sua vez no jogo interpretativo?

Se acaso um ator fizer dois personagens diferentes, em duas cenas distintas, tomar cuidado na troca de personagens, para um nao ficar parecido com o outro. Cada qual é um personagem diferente, e tem q se portar de tal modo se sejam distinguiveis. Veja o exemplo da peça: o mistério de Irma Vap. (google it), ou: A tempestade (grupo Chapitó de Portugal) (google it denovo).

Bem, acho que é isto que me lembro da aula de hoje.

obs: venho conversando com outros amigos que fazem tal curso, mas em outro turno. E eles irão apresentar as cenas sem firulas de objetos, figurino ou sons. Apenas uma cena limpa, branca, clean. OU SEJA, embora o nosso prof tenha falado de pensar em sons, iluminação, objetos, figurinos… hoje ele se retratou falando: o que eu quero é perceber a interpretação que vocês deram para a cena de vocês. Se na interpretação de vocês necessitar de sons, luzes, figurinos ou qlr outra coisa, ok. Mas se não precisar, ok também.

Bom, agora acho que as dikas acabaram todas. As principais, claro. E por mim filtradas. Então é isso, beijos e até o post final (antes das férias, que comentarei da apresentação e últimas aulas e situações interessantes de serem contadas)

=> Prox Post: Ainda esta semana!!!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ensaio – com dikas ;D

Então que a aula começa. Novo Ensaio. Cada um fazendo seu ensaio duplal, individual, fazendo o que acha necessário fazer: repetindo, explorando, marcando, decorando, etc etc etc…

depois de um tempo de ensaios, na outra metade da aula teve: novas apresentações. E, novamente, como estava acontecendo, após cada apresentação da cena, o prof fazia um comentário para melhorar a cena em questão, interpretação e dava-nos dikas sobre um melhor delineamento da cena.

O prof disse pra tomar cuidado em ficar neutro em cena: qndo em duplas, a reação da personagem soh vier ao ser sua vez de fala ou tals… Meio que tomar cuidado pois, ao estar em cena, no palco, nunca se desligar e voltar a ser o ator-pessoa mas continuar sempre como o ator-personagem-concentrado.

Também mencionou acerca do aspecto linear da cena (exemplificando: a cena ficou equilibrada, mas se for aguentar a peça inteira nesse equilíbrio linear não tem publico que se interesse, pois não há altos e baixos.) Então o prof orientou para o aluno-ator pesquisar mais no texto, na cena, e acrescentar uns picos de tensão na cena linear. Explorando as intenções da personagem para compor esta modificação na cena. Perguntar: o que o personagem quer dizer com esta marcação, este gesto, esta tonalidade, este trecho da cena? Quais os motivos intrinsecos da personagem que motiva a agir da forma que você-aluno-ator a interpretou? O que você-aluno-ator quis dizer com a sua interpretação da cena? Qual a sua interpretação da cena? (e dentro destas perguntas, o ator deve ter uma resposta sincera e objetiva – que vai o orientar para a pratica cenica).

Outros aspectos comentados foi sobre uma cena em dupla a qual, durante um monologo de tal personagem, o outro fica em segundo plano, mas o que fazer quando se está em segundo plano? A orientação foi estar centrado como personagem e, com as intenções de tal personagem (seus pensamentos, talvez) explorar pequenos gestos e movimentos – que não tirem a atenção da outra personagem – e que condizam com o aspecto da cena. Não exagerar, nem estar ausente ou neutro em cena. Mas um equilíbrio linear (neste caso serve) que condiza com a cena em questão.

[nota mental: Não esquecer que estas dikas citadas, todas estão filtradas pela minha percepção de teatro e memória da experiencia vivida. Então pode ser que há algo correto e algo errado. Não acreditar cegamente no que está escrito. Nem eu mesmo acredito, as vezes  G.G kkkkk ]

=> Prox Post: Quarta, não sei o horário… se der, continua as 8h. Senão farei mais a tarde no mesmo dia!  ;D

OBS: lembrei: teve umas 2 técnicas interessantes e que vale a observação. A primeira é sobre a articulação das palavras, pois, as vezes no ensaio, não há uma aula propriamente de tecnica vocal antes, então a voz do aluno-ator está desarticulada, desaquecida. A dika é colocar uma caneta ou lapis entre os dentes e ir recitando o texto decorado articulando bem as palavras (é um sarro ver isso no espelho ou outros fazendo!!! kkk). A outra tecnica é para aquecer e concentrar o ator em cena, fazendo-o recitar o texto decorado (ou até mesmo encenar usando soh da expressão facial) enquanto faz abdominal ou flexão, ou algum outro tipo de alongamento. (hihihi… é tenso!!!)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Expressão Corporal (com um tipo de Ensaio)

éé… hoje, pensando que a aula foi trash?? FOI NAO!!!! O começo com alongamentos próprios, dai andar, rapido, stop e articulações, andar, rapido, stop e denovo articulações, andar rapido, correr, pegar na panturrilha alheia e não deixarem pegar na tua (jogo), caminhar, então explorar jeitos de caminhar com passos largos, explorando várias direções, depois caminhar a passos pequenos, mas não desacelerando porém mantendo o ritmo da caminhada rapida. Depois todos pulando, nas diversas direções.

Logo a prof então propoe um exercício (já feito antes, mas n sei se já citei-o no blog) de pular todos do grupo ao mesmo tempo! (lembrei, já citei sim, numa aula de concentração!)

Depois deste exercício (para por o grupo inteiro numa mesma sintonia), então veio a parte mais interessante da aula de expressão corporal de hoje: um tipo de ensaio.

Digo “tipo” porque foi um ensaio mais com regras (lembra que eu falava que ensaio nao tinha regras?) A regra proposta pela aula (pois era aula de E.C., dãr) era explorar os movimentos da personagem que você já está trabalhando nos ensaios (do texto lá)

Bem, explorar o jeito de andar, caminhar, correr, gesticular, cair, beber, levantar, (péssimo trocadilho, sorry, nao me contive! rs ) E enquanto fazíamos e exploravamos tal personagem, então a prof propos novas regras: de, à partir de um movimento de cena, você explorar varias outras formas de fazê-lo, senti-lo, tenta-lo. Logo também, a prof propos novas regras (para uma futura apresentação no final da aula): fazer uma pqna amostra da partitura corporal desta tua cena, a partir destas explorações corporais que fizeram da personagem  (na vdd, lembra aqui o exercício da partitura corporal da sua vida que foi feito em uma aula de E.C. anterior).

então ensaiamos esta partitura corporal da cena que estamos ensaiando do texto – MAS SEM TEXTO FALADO! Só corpo!!! (meldels, qnto “ensaiamos” nesta frase! vou melhorar: Repetimos a sequencia da partitura corporal da cena na qual estamos ensaiando na outra aula, com devidas novas movimentações exploradas anteriormente nesta mesma aula, até que…

Até que então apresentamos, um por um, cada qual a sua partitura corporal da cena para a prof e colegas de sala… Ao final, sentamos em roda e dialogamos sobre tal exercício e percepções da aula. Foi mencionado que (aviso: filtro meu!) as partituras, no geral, estavam todas embasadas para ser compreendidas com o texto verbal. Coisa que não necessariamente deva ser assim no teatro, pois se assim fosse, não precisaria de um corpo em cena. Então o corpo tem que falar, tem que insinuar e falar por si só. E é por este motivo deste exercício de partitura corporal: para conseguir compor a corporeidade da personagem sem necessitar do texto para se fazer entender quem é a personagem, onde está, como está, o que sente, etc etc etc… Por isto da importancia da expressão corporal no teatro, o corpo fala. Se não o falasse, não haveria teatro, mas só leituras dramáticas ¬¬’

bem, por hoje foi isso… bjos

=> Prox Post: Segunda, 8h

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ensaio – Notas Mentais

Novamente não vejo outro título senão este para esta aula. É AULA DE ENSAIO! Não há outra explicação. Apenas ficamos a aperfeiçoar o que tinhamos feito na aula anterior (decorar texto, marcação, interpretação, bla-bla-bla).

Muitas dikas foram dadas pelo prof na aula. Mas, a maior parte dela já esqueci (drugs!)

Bom, comentarei por cima o que ocorreu na aula (isto é exemplo próprio, e com meus filtros de percepção, não necessariamente é assim que se faz, cada um tem seu jeito): A aula começou com uns amigos que trouxeram [enfim!] figurinos para ajudar-lhes no ensaio da cena deles. Ah, e maquiagem também foi trazida para a aula. Eu só utilizei de um cachecol preto e um lápis de olho preto tbm. =P (Aqui a gnt percebe que uma dika do prof foi utilizada [a dika era: utilizem objetos, figurinos, usem e abusem nos ensaios para treinar, experimentar, tentar atingir a interpretação da personagem. Pq as vezes um objeto lhe proporciona uma melhor concentração para quando tiver que apresentar.] ou seja, a dika se resume em usar da criatividade total para nos ensaios.)

Bem, passada a vergonha inicial de ficar ensaiando com o figurino, o interessante é que ninguém está nem aí pra você quando estão ensaiando. Então flui.

O prof ficava vagueando entre os ensaios, auxiliando, tirando duvidas, orientando, vasculhando, seiláoque pq eu estava concentrado ensaiando.

Só num certo momento que veio o BUM de realidade: O prof tinha trazido consigo dois pequenos canhões de luzes (pequenos holofotes ou sei lá que nome tem a bagaça que dá luz) e estava-os posicionando para um determinado local que seria o palco para as apresentações das cenas. Colocou uma cadeira e dois banquinhos, ajustou a luz, enquanto os amigues estavam já sentando para tornarem-se publico.

Então veio as apresentações das cenas ensaiadas. O Bom foi que o prof não impôs nenhuma pressão sobre as falas decoradas identicas ao texto, nem nenhuma outra forma de pressão. Apenas orientou-nos a levar em cena os intentos e desejos subjetivos da personagem, através de um pequeno gesto, movimento, olhar.

Após cada apresentação ele orientou o aluno-ator sobre tal cena e que fazer para melhorar a interpretação, a cena, apenas algo superficial pois a aula estava no fim e não conseguiria delongar.

Mas a prox aula será bapho! Com cerveja!!! ops, Certeza!!!

(Lembrar que este post é mais uma experiencia pessoal, e que uma aula de ensaio não tem necessariamente uma regra a seguir [se é que alguma aula tem regra a seguir =P ] Mas fica o lembrete!)

XoXo

=>Prox Post: Sabado, 8h

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ensaio – Notas Mentais

Eta aula mais sem foco! É verdade!, digamos que, ao começar a aula, o prof diz que o texto que estamos ensaiando não é será feito COMPLETAMENTE, mas são aulas para melhorar a pesquisa interpretativa do ator sobre uma cena deste texto em questão. E que a cena, ao final, será avaliada (como numa escola), juntamente com a interpretação do aluno-ator. =(

Tá, as vezes eu me esqueço que estou numa escola de teatro, mas é isso me soou tão… escola formal. Anyway, engole o choro e vamos pra luta!

Quando enfim soube do que se tratava esta matéria, especificamente, então tratei de trocar minha cena. Antes eu estava fazendo em dupla, agora peguei um bifão (monologo enooorme) e vou fazer sozinho!

A questão que o prof mencionou foi: entender as intenções, decorar, montar a cena, tem uma movimentação definida, que tudo isso junto é (resumidamente) interpretar. Ah, bota as emoções na receita tbm.

Então que, ao mudar de cena, eu recomecei aquelas aualas anteriores tudo denovo (ó tempo perdido). Mas teve gente que então continuou na mesma cena (em dupla ou sozinho, pq ja estavam desde o começo). E esta aula foi mais mesmo para ENSAIAR. Quase que uma aula free, sem foco além de tentar experimentar jeitos de interpretar tal cena.

E esta foi uma dika que o prof me citou: Não existe uma receita pronta pra interpretar. Você tem que ir descobrindo, experimentando, tentando, na base do “faz, defini, apresenta pro diretor (prof no caso), ele diz que aki ta feio, arruma, arruma, melhora, vc volta e faz as readequações, testa, melhora, experimenta, defini, apresenta denovo arrumado para o diretor (prof) ele corrige, diz que aki ta mal, aki ta bom, faz denovo, vc vai lá, arruma o que o diretor pediu, e quando enfim a cena tá interessante para voce e diretor, é ensaiar e ensaiar até a cena ficar naturalmente cênica e apresentavel para um publico”.

Bem, de resto, a aula foi isso. Sem foco! Foco=Ensaio. Ensaio=como se começei outra cena? Então, recomecei do zero nesta aula.

ah, outra dika que lembro, do prof: para a montagem da cena, não contente em ficar no ‘liso’, mas traga objetos se precisar, figurinos, sons, cenário, use a criatividade para a montagem da cena integralmente, como se realmente tal cena fosse realizada numa peça completa. Não fique apenas ensaiando no neutro, que então vai acostumar e n vai sair, criar, melhorar tal cena até chegar num ponto decente para ser apresentado. Abuse da criatividade e ‘se joga’! n tenha medo. Esta aula é pra isso mesmo! o.o’

Bom… agora é soh ensaiar e Me jogar!

=> Prox Post: Quarta, 8h

sábado, 29 de maio de 2010

Ensaio de Cena – part 1 e 2

Bem este post será escrito inteiro, porém foram duas aulas para poder escrevê-lo.

A primeira aula estarei escrevendo a partir daqui até onde falar que terminar =P

Começou com os grupos da aula anterior, que tinham ido pesquisar mais sobre o texto, historico-social, autor, personagens, mitologias, historias qu einfluencia a peça, etc. Estes alunos-atores-pesquisadores apresentaram o resultado de sua pesquisa para os demais, compartilhando informações acerca da obra que vamos encenar.

E após isso, o prof perguntou-nos com qual personagem identificamos. E assim, definiu as duplas para que fizessem uma cena da peça (cena na qual os personagens contracenavam e consequentes alunos-atores tinham escolhido entre si próprios com quem contracenar) Contudo, esta cena seria tratada não com falas decoradas, mas com o texto subjetivo dos personagens sendo dito verbalmente, isso tudo dentro de uma movimentação definida pela dupla. (entenderam? Não?  Nem nós! =P)

E então partiu cada aluno-ator, em duplas ou não, a ENSAIAR sua propria cena.

O que fizemos (eu e minha partner) {isto é um exemplo pessoal, não o pegue como sendo único e certo. Isso nem existe!} foi entender a cena primeiramente. Lemos, depois relemos compreendendo o subjetivo dos persoangens e o que eles queriam dizer com aquelas palavras do texto. Apenas analisamos o texto e tentamos buscar o texto subjetivo da cena em questão de nossos personagens.

E então que a aula terminou (a primeira aula) para que na próxima continuasse.

A outra aula começou, num outro dia, partindo de outro grupo apresentar uma pesquisa da história do teatro na grécia – como era o palco, figurino, cenário, palco, publico e também citou a história do autor da peça e as versões atuais que já fizeram desta peça.

O prof, no entanto, adora nos passar dikas – até como sermões, aff – anyway… Os principais pontos que guardei na mémória (lembrando que posso estar até enganado, who knows?) foi sobre a concentração para fazer-se uma tragédia. Que se os atores e publico nao estiverem concentrados, um exagero a mais torna a tragédia em comédia. Então – ainda mais para nós, que estaremos tanto apresentando como assistindo nossos colegas, temos que nos concentrar a ficar já no clima de tragédia, sem gracinhas e sem zombaria. // também disse que a pessoa-ator é um comunicador: e pediu (deu a dika) para que se caso fossemos fazer uma apresentação (até mesmo um seminário qualquer) que usemos de nossa teatralidade e o que aprendemos até então, para não ficarmos monótonos e sem vida. Se numa cena é preciso de um figurino, ou um objeto, então que fossemos pro-ativos e que trouxessemos o que precisássemos para fazer uma cena com mais dramaticidade. Que nós buscassemos sempre nos comunicar e nos fazer entendidos. E que procurássemos trabalhar esta essencia de um ator.

Então depois destas dikas, voltamos cada qual aluno-ator a continuar o ENSAIO de preparar a cena de onde paramos. Como eu e minha partner já tinhamos lido anteriormente, (exemplo pessoal e pratico, não configura o padrão, se é que existe um padrão =P ) então apenas nos lembramos dos principais intenções dos persoangens da cena e fomos para uma improvisação (sem usar o texto em mãos). O objetivo da cena – conforme o prof pediu-nos, era que trabalhassemos as intenções do personagens, principalmente na hora da entrada de uma cena; desde a movimentação em cena, até os pequenos gestos. Assim, depois da nossa primeira improvisação, tentamos refazer a cena, agora só falando os pensamentos dos personagens em voz audível. Tepois improvisãmos a cena novamente usando o Gramelô (blablação) para que entendêssemos nossos próprios gestos (e tentássemos outros). E por fim, voltamos a repetir o que de melhor tiramos das improvisações para definir nossa movimentação em cena, juntamente com nossos gestos e intenções subjetivas.

Então, ao final do ensaio, sentamo-nos todos para assistir as apresentações.

Após a primeira apresentação da cena ensaiada, o prof conversou com o aluno-ator e dialogou sobre o que este preparou-refletiu-e fez em cena. Dirigiu a cena, de forma a oferecer dikas para melhorar a interpretação da cena do aluno-ator. Pediu para repetir a cena, mudando tal e tal coisa, tentando tal movimentação, tal alteração gestual, etc. até que então terminasse essa direção e, então, começasse uma outra apresentação de cena (de outro aluno-ator).

O prof fez essa direção após cada apresentação de cena. Dialogou, procurou entender, ofereceu sugestões de direção e repetíamos a cena para tentar observar se a mudança tinha feito diferença. (na maioria das vezes, claro que fazia).

E assim foi até que a aula terminou.

Outra dika (sermão) que o prof nos disse, foi para que não apenas decorássemos o texto (como se decora uma formula matemática, ou data da revolução industrial), mas memorizassemos a peça a partir do fato de entender a situação-contexto-historia cultural-social-o autor-outras peças do autor e de análise de interpretação do texto propriamente dito. Pois assim, o ‘decorar’ viria como que naturalmente, sendo-nos necessario falar como escrito no texto, pois nenhum outro dizer repassará a intenção que o personagem deseja transmitir. =D

Obs: mal espero por voltar a ter outra aula de Ensaio do Texto.

=> Prox Post: Segunda, 8h

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Leitura do Texto

Então inicia-se uma nova aula, hoje, em função de termos definido um texto para trabalhar, é feito a primeira aula de ensaio do texto, sendo que fizemos uma primeira leitura, chamada: leitura branca (quando se lê o texto sem nenhuma pretenção, o primeiro contato com o texto, sem leitura dramática, sem nada de frescura).

Mas, contudo porém entretanto, a aula não ficou só nisso. (ainda bem). O prof conversou bastante conosco, explicando alguns pontos, dando dicas, etc, que vou tentar transmitir aqui (claro que o que vocês lerão será os principais tópicos que ele citou, passando pelo filtro de percepção e memória).

Algo de importante que achei que foi dito, foi quando ele separava o texto para uma leitura mais dinâmica de um texto de teatro. (no nosso caso, o texto é Medéia de Eurípides, tragediólogo grego). ele menciou que o para um melhor entendimento do proprio texto para/pelo ator é separá-lo/dividí-lo por assuntos. (além do normal que é um texto ser separado por cenas e até mesmo atos. Pois uma cena pode ter mais de um assunto em si; lembrando que cada cena é dividido pela entrada ou saída de personagem do palco/cena)

dito isso, o prof disse que estava separando o texto para fazermos uma leitura diferente. esta leitura seria feita por cada um de nós, mas como se já apresentando. Vou explicar melhor narrando:

“ o prof separou para uma menina ser a AMA do prólogo do texto, primeira cena. Já a segunda cena, com 2 personagens (ama e escravo) será feito/lido por outras duas pessoas diferentes. A terceira cena (com Ama e Medéia) será feita por outras duas pessoas; daí tem o coro (que é feito por outras pessoas). Depois do coro, tem a parte de Medéia e Creonte, que é feito por outras pessoas (podem ser repetidas até). E assim vai.

O interessante deste tipo de separação para se ler um texto, foi o toque dramático que foi dado: cada pessoa estudava sua pequena cena que teria que ler, e na hora de ler, se apresentaria na frente dos demais, como se já fosse um primeiro ensaio da cena: com interpretação, entonação, dando sua leitura de texto da forma como entendeu. Assim que terminasse, a proxima pessoa entraria em cena (se fosse algum persoangem que já estivesse em cena, então entraria no lugar de tal pessoa anterior) e continuaria dali a leitura-representativa do texto. E assim foi”

Contudo não conseguimos terminar todo o texto, e ficou para lermos em casa o roteiro.

Uma dika que o prof deu, então, foi quanto à leitura e dedicação do ator para com a peça. A dika maior era ler e reler e reler e reler o texto, pesquisando o que não souber, decifrando todo o texto. Esmiuçando. E rascunhando idéias e apontamentos e o que for para melhor entendimento do ator, no próprio xerox do texto. Um bom ator tem seu roteiro da peça todo rabiscado com apontamentos para que lhe dê um bom entendimento do próprio texto. Com um dicionário do lado para ajudar no entendimento de palavras que não sabe(ou um google ao lado, falando tecnologicamente, rs). e por aí vai.

O prof mencionou que de agora em diante, o texto não pode sair do lado do ator. Casa, ensaio, sempre lendo, sempre tentando entender, os personagens, a história, o enredo, as frases, etc e afim.

Bom, uma dika que ele tbm deu enquanto estávamos para apresentar a leitura-dramática-cena, foi sobre que num ensaio, o nível de concentração deve ser tal que quem assista compreenda e imagine que aquele ensaio será um dia (no futuro) uma encenação com figurino, maquiagem, luzes, cenário e que todo estes apetrechos ajudarão no entendimento da história. Mas que no ensaio, somente a imaginação se fará presente para este fim, por isto, muita concentração para conseguir compreender a cena-leitura-dramática.

Uhmmm…. Bem, acho que é isso. Esta aula foi BEM FOCADA no texto e direcionada para tal envolvimento. Não há muita coisa que poderia citar sem ser uma narração detalhada da aula (coisa que tentarei não fazer) [ meu objetivo aqui é citar e refletir e repassar a aula para que seja de uma forma genérica e encaixe em qualquer ensaio parecido, ou que seja uma dika para um desenvolvimento de ensaio parecido, ou que seja uma idéia para a formulação de um ensaio parecido ou não].

Até mais.

=> Prox Post: Sexta, 8h

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Pesquisa? Criatividade? Que aula é essa?

Bem, de acordo com o título… sério, eu não sei qual título dar a esta aula. Mas pode vir a ser estas que citei e mais algumas, qm sabe?
A aula começou com uma grande roda para discutir e dialogar sobre o TEMA que foi escolhido junto com a peça. Tragédia Grega. Sentados, dialogamos sobre o que é tragédia, o que diferencia de tristeza, drama, dramático e etc… Claro que com a ajuda da prof, aprendemos bastante coisas e tiramos nossas dúvidas. Citamos características de tragédias, etc etc etc… O quesito aqui foi sentar e dialogar sobre a temática do texto que será trabalhado. Foi para que nós, alunos-atores, aprendessemos este novo conceito, a princípio por meio de dialogo e conversa. Depois, passamos para o exercício =D
O exercício foi, separados em pequenos grupos, montarmos uma cena de tragédia. Usando então, qualquer recurso que possamos fazer (criatividade total!!!).
Ficamos então um bom tempo ensaiando e definindo a cena. Discutindo, movimentando, montando. Até que acabou o tempo e as apresentações vieram.
Ao final de CADA APRESENTAÇÃO (com a temática de tragédia), abria-se uma roda de diálogo sobre o que foi mostrado. Se era ou não sobre o tema, porque, como, etc etc… uma continuação da conversa em circulo do início da aula. A segunda parte de cada diálogo, daí, é sobre a parte técnica abordada pelo grupo. Por parte técnica se entende todo o conhecimento das aulas passadas que foram aprendidos, voz, espaço cenico, movimentos, expressões, etc etc etc, estilos e por aí vai. É a parte de críticas da cena. Para podermos avaliar o que é ou não bom e poder crescer como grupo também.
Então, depois de todos os grupos apresentarem, e após cada apresentação fazer estas duas análises (do diálogo sobre o tema e sobre a parte tecnica), então a aula chegou ao fim. Mas não sem um ‘dever de casa’. Pesquisar na internet e livros e onde quer que possa encontrar, coisas sobre o texto que iremos estudar. Sobre o autor, época, estilo, tema, etc etc etc… com a curiosidade que um ator deve ter em aprender e descobrir coisas novas.
E fim!!!
=> Prox Post: Quarta, 8h