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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Aula de Expressão Corporal, dikas e Avisos

Alongamentos. Muitos.

Caminhada pelo ambiente, rapido, rapido, rapido, correndo, STOP. (e aí vem um novo aquecimento), trinta pulinhos rapidos [no mesmo lugar]. Volta a caminhar rapido, rapido, rapido, correndinho, STOP (mais aquecimento) + 30 pulos [desta vez os pulos se descrevem: ajoelha-se poe a mão no chão e estica o corpo, pula e joga as mãos pro alto, esticando todo o corpo e contraindo ele de cócoras para pegar impulso]. Continua correndinho por um tempo suficiente para o coração estar batendo hiperacelerado e então STOP e articulações.

O exercício das articulações, lembrando de se concentrar em cada articulação que é movimentada (consciencia corporal), então também explorar os planos baixos, médio e alto durante estas movimentações corporais. Também trate de explorar novos movimentos, gestos, novas corporalidades enquanto se foca nas articulações.

Nisso, a prof poe uma musica classica (que revelada no final da aula era Verão de Vivaldi, entre as tantas tocadas) e ainda pensando nas articulações, põe-se o corpo a entrar num estado de sintonia com a musica (de acordo com uma palestra que já ouvi, aí vai dikas quentes sobre o “utilizar da musica com o corpo” =  são três interações citadas que podem ocorrer: o corpo ‘ouvir’ a música (no sentido de sentir a harmonia e ritmo), o corpo ‘tocar’ a musica (no sentido de ser o músico que propoe a melodia), e o corpo ‘dialogar’ com a musica (no sentido de haver uma sintonia entre musica e movimentos se dialogando entre si). Uma outra dika que a prof disse foi não ter vergonha ou medo de “SE JOGAR” e propor movimentos e gestos que sejam inusitados ou transgressores. O exercício é mesmo para extrapolar o normal/cliché e explorar novas propostas.

Depois a musica foi acalmando e o exercício terminando. Terminamos todos deitados, respirando, enquanto a prof ia nos conduzindo (por narração) para outro exercício.

O exercício proposto é parte psicologico, parte físico... na verdade não sei distinguir bem estes termos acadêmicos, mas tratou de levar os alunos-atores à um nivel de concentração e imaginação fortes para, junto com improvisações e impulsos criativos, conseguissem propor situações que podem vir a ser utilizadas para a peça.

Começou, como disse anteriormente, com os alunos-atores deitados e a prof narrando que estávamos em uma floresta. Sinta a brisa, ou o vento. Sinta o cheiro das arvores, das folhas, da terra, da água. Texturize onde você está deitado sobre. Sinta o frio da sombra ou o calor do sol, sinta a atmosfera da SUA floresta. (capslock meu [pois cada aluno-ator deveria imaginar SEU proprio ambiente, sua propria construção mental do ambiente e se concentrar nele]). Então, sintam-se que vocês são habitantes desta floresta. Vocês a conhecem, é seu lar! E como tal, vocês tem uma propria corporalidade com este ambiente. Determinem o que vocês estão fazendo nesta parte da floresta. O que vocês estão fazendo desde agora. E, aos poucos, comecem a se movimentar.

Então que, assim, começa-se a concentração e parte então para a criação improvisada, os impulsos criativos. A parte corpórea é importante neste exercício, pois é nela que vai surgir propostas para uma futura cena, etc. Ah, neste exercício, houve uma musica zen de floresta para nos ambientar e ajudar a concentrar-nos na criação imaginativa do ambiente e tudo que foi falado.

Num determinado momento, você percebe que precisa de interação com os ‘outros seres’ da floresta. Mesmo a prof pede para que haja essa interação entre os alunos-atores.

Ao final, a prof pede-nos para ir relaxando, deitando e então desligar-se do exercício e relaxar o corpo, respirar, bocejar e então acordar para uma grande circulo no qual abre a roda para a discussão dos exercícios e o que sentimos, achamos, etc, anotações, dificuldades, facilidades, o de sempre, né? ;) Ah, uma coisa que ela falou (e claro, eu já tinha percebido) é que este exercício é um início de uma série de exercícios que ocorrerão para ajudar na criação de cenas para a peça que trabalharemos. Pois na peça em questão (Sonhos de uma Noite de Verão – Shakespeare) há uma grande parte que acontece dentro de uma floresta. Então por isso desta proposta hoje. ;)

E assim terminou então a aula.

obs= a aula seguinte, Shakespeare, foi para terminar de ler o roteiro que tínhamos começado na última aula. Então nada de novo =(

=> Prox Post: Sexta, 8h

sábado, 22 de maio de 2010

Sentindo Emoções c/ Texto

bem, esta aula, como a anterior que tivemos, foi sobre Ensaios com o Texto. Desta vez, iniciamos a aula discutindo sobre a peça (alguns ja tinham lido-a inteira) (mas isso informalmente, só entre os alunos, né? rs rs )

com o prof, ele dividiu-nos em duplas (um menino e uma menina) e pediu-nos para que seleciona-se uma cena do texto, e que montasse a cena. Só que sem falas, sem sons verbais. (nem blablação). As cenas deveriam ser entendidas pela movimentação, pelas ações corporais, e principalmente, pela emoção que os próprios atores (em cena) deveriam sentir e, com isto, transmitir para o público.

E nisso nos foi dado muuuuuuito tempo de ensaio.

A maioria leu o texto e então começou a ensaiar. Mas, uma dik que o prof nos deu, foi não nos basearmos em movimentos clichês (se o texto falar em chorar, não ir com a mão fechada e limpar as lágrimas). Mas fugir do clichê, usar a expressividade corporal, novos movimentos, mas principalmente, focar nas emoções da cena. Nas emoções que um personagem tem e que influencia na resposta corporal e emocional do outro personagem, que por sua vez, influencia na resposta corporal e emocional do primeiro personagem, e assim vai. Aquilo de “ação e reação” só que numa troca de emoções.

Bem, nisso, ensaiamos o máximo possivel dentro destas dikas e apresentamos.

depois da apresentação, bem, o prof questionou se conseguimos sentir as emoçoes dos personagens em nós mesmos, como se estivessemos empaticamente  no lugar dos persoangens. Bem, este era o motivo do exercício, fazernos sentir. E não só nós, atores, pois, se nós conseguíssemos sentir, consequentemente, a intensão subjetiva seria transmitida ao público que entenderia, mesmo se feito não-verbal, como o fizemos.

assim foi este nosso ensaio com o texto.

O dever de casa que nos foi dado, é para que pesquisemos sobre demais assuntos que a peça se trata, pesquisassemos a mais sobre qualquer outra coisa e trazessemos na prox aula para ‘palestrar’ para os demais colegas-atores do grupo para que todos nós entremos numa sintonia de ‘entendimento’ do texto e aspectos que circundam o texto.

Alohaaa… finish a aula.

=> Prox Post: Quarta,8h

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Criatividade

A aula começou com a prof voltando a falar sobre o GRAMELÔ/BLABLAÇÃO. Como nesta aula somente tínhamos feito uma vez, ela achou melhor voltarmos a intensificar o uso desta técnica.

Separou o grupo em dois subgrupos. E para cada subgrupo deu um tema para apresentar a cena em gramelô. Os temas eram: um grupo deveria apresentar uma tribo indígena, fazendo um ritual de casamento, com músicas. E o outro tema, para o outro grupo era fazer um ritual de casamento caipira.

Foram quase 20min de ensaio para pensarmos no que fazer, (pensando nas perguntas básicas: onde? quem? oquê?) e também, lembrando-se de usar os princípios de expressão corporal, não ficando somente no clichê.  Usando planos baixos, médios e alto. Potencia da voz. Para quem não soubesse gramelar/usar blablção tinha a técnica da última aula de voz, das sílabas. Tudo isso para criarmos livremente, apesar de dentro de uma certa lógica e limite.

Depois de ensaiarmos, apresentamos. E depois de cada apresentação, a prof comentava o que foi interessante, comentava o que viu de crescimento pessoal de cada ator, da concentração, do conter do riso (que já deve ficar claro quando é pra rir, quando não é para rir), etc.

Depois, outro exercício se fez: com dois voluntários no centro do espaço de ensaio, então a prof pediu para que fizéssemos um discurso, contudo uma pessoa iria dublar a outra (ficando logo atrás dela). A pessoa que estaria sendo dublada, deveria agir como se realmente estivesse falando e fazendo o discurso (e não encenar o que o dublador fala). Este exercício traduz em percepção e sensibilidade para ambos que fazem, pois ambos trabalham juntos, apesar de cada qual com seu instrumento (um a voz, e o outro o corpo e expressões). Sem contar que deve ter muita concentração para tal.

E então, fim da aula. (é a aula mais gostosa, e que de tão boa, passa voando)

XoXo

=> Prox Post: Sábado, 8h

terça-feira, 20 de abril de 2010

Aula de Voz

Bem vindos de volta à rotina de ensaios e exercícios… ebaaa!!! rs rs. Bom, é o seguinte, antes de começar a descrever a aula, só um avisinho: postarei um pequeno relato das aulas que perdi da semana passada pelo que ouvi dos meus colegas de aula e, como nerd que sou, consegui entender alguma das coisas que foram passado para eles na terça e quinta. Bem, é isso! =D

A aula começou hoje com todos em circulos: na posição-básica-do-ator (buscar em posts anteriores se não sabe qual é a tal posição ainda =P ) Então, fecham-se os olhos de todo mundo e fiquemos a ouvir os sons ao nosso redor. Uma maneira de começar a se concentrar, mantendo a atenção na respiração diafragmática e nos sons que conseguir ouvir. Sons próximos, distantes, que som que é, se você reconhece o som ou não; daí, pra conferir se estão mesmo prestando atenção nos sons, quando o prof tocar em alguém (todos estão de olhos fechados), este alguém falará em voz alta que som está ouvindo. E assim falaram alguns sons.

Depois, AINDA de olhos fechados, pra ter uma nova percepção de noção de espaço, às palmas do prof, todos irão começar a caminhar até encontrar um alguém com quem formará uma dupla. E assim, PALMAS, e todos começam a andar. E acham suas duplas. O prof ajuda os ‘ceguinhos’ (ainda todos de olhos fechados) a se distribuirem pelo ambiente de ensaio/pelo espaço e então começa alguns exercícios de relaxamento-concentração-respiração. Com os olhos fechados e sem falar, as duplas devem se reconhecer. Reconhecidos, então cada um da dupla fará uma massagem nas costas do companheiro, para relaxar os músculos. Feito em ambos, então ficam de costas um para o outro, (olhos fechados sempre) [ficar de costas significa realmente as costas de ambos se tocarem] e fazemos o exercício da respiração fracionada (aquele de: inspira 3 tempos, segura 5, expira 8, segura 5 e repete). Depois, ambos de cada dupla, movimentam os quadris, a fim de alonga-los. (éé, isso mesmo, ambos rebolando juntos!!!) De um lado e depois do outro. =D, depois alongar a cabeça (ambos lados, depois pra frente) e então volta para a respiração fracionada com a expiração com som de uma letra (aquele de: inspira 1 tempo, segura 5, expira em “S” diafragmático em 10 tempos, segura em 5 e torna a repetir, soltando daí cada ciclo com outras letras: s, f, v, j, z, x, r ) [não precisa ser em soquinhos a expiração, mas somente um longo “shhhhhhhhhhhhhh” até o som acabar ou a contagem cessar]

Então enfim, viram-se ambos de frente e dão um abraço e, com a mão na frente, abre os olhos e aos poucos vá tirando as mãos até a visão acostumar com a luz ambiente.

Acostumada a visão, todos começam a andar pelo espaço (lembrando das dikas de caminhada preenchendo o espaço – se não lembrar, rever posts anteriores). Então andando, anda-se com os calcanhares, para massageá-los, depois com o lado externo dos pés, o lado interno, depois só com o tarso sem os dedos (lembrando que a caminhada normal se realiza com o pé chegando ao chão primeiro pelos calcanhares, então tarso e enfim os dedos, também chamados de metatarso [nota mental: posso estar confundindo tarso com metatarso e o lugar de ambos no pé. Mas se estiver eu errado, a ordem será calcanhar-metatarso-tarso; mas eu acho que o tarso vem antes mesmo!] Depois caminhando com o tarso e os dedos no chão, abrindo os dedos no chão como se estivessem pisando na lama, enfiando terra nos dedos. Então volta a caminhar normalmente. Quando então bater palmas, ficam em duplas novamente com a primeira pessoa que estiver na sua frente: PALMA.

Em duplas, agora um de frente para o outro com os olhos abertos, façam as caretas exageradas. Feita as caretas pra todos os lados e chupado o limão (posts anteriores), passam a lingua pelas gengivas 10x para cada lado. Depois, engole saliva e SEM EMITIR SOM, falam as vogais A, I, U de forma exagerada e lembrando da abertura da boca ( para A, abertura vertical, para I, horizontal e para U, um biquinho pra frente [explicado melhor nas primeiras aulas]) . Depois disso, faz o um beijinho-um estralo de língua. (treinar cordenação motora facial rs rs rs ) depois, um beijinho- um estralo de lingua – uma piscada de olho.. (é o fim isso.. pior que trava-lingua pra mim! rs rs rs).

Depois veio o Si-FU-CHI-PA. Acho que não expliquei este, mas seguinte, sem erros: SiFuChiPa são sílabas que serão FALADAS (pode usar voz siiimm) contudo, cada sílaba entoará um movimento da respiração diafragmática, ou seja, quando começar com o SI, enche o diafragma de ar ao falar, quando falar o FU acontecerá a expiração diafragmatica, deixando a “barriga” sem ar. Ao falar o CHI, o diafragma se encherá de ar novamente, "enchendo a barriga de ar”, e o PA logicamente murchará a “barriga”, soltando o ar do diafragma. E isso num ciclo de SiFuCHiPa SiFuChiPa SiFuChiPa entoado devagar, rápido, médio, etc… Resumão SiFuChiPa: (usar respiração diafragmática) Si(inspira) Fu (expira) Chi(inspira) Pa(expira), tudo isso fazendo o abdomen trabalhar… (sim, realmente parece que você está fazendo um abdominal só com a respiração).

Depois do SiFuChiPa, as duplas viraram de costas e então resoaram em BOCA-QUE-USA (post anteriores) uma nota qualquer. Depois, novamente, resoaram uma mesma nota qualquer mas com a diferença de que um “mi” se introduziria no meio da resoação(?) [tá, vou explicar com exemplo: usando o Boca-que-Usa faz-se o som “hhhhmmmmmmmm…” até o folego acabar. Agora com o “mi” ficará: “hmmmm-mi-hmmmm-mi-hmmmm-mi-hmmmm-mi” e assim vai, como num ritmo.] E depois do “mi” vai para “bu” [dika: ao falar o “mi” não precisa exagerar na articulação]

Então, volta-se a caminhar depois disso. E então formam grupos para o exercício vocal:

Hoje foi fazer uma radio-novela, mas em cima da história do trava-língua do mameluco (UM MAMELUCO MELANCOLICO MEDITAVA E A MEGERA MEGALOCÉFALA MACABRA E MAQUIAVÉLICA MASTIGAVA MOSTARDA NA MALOCA MIASMÁTICA), contudo, na radio-novela, terá uma vinheta de início e fundos musicais que uma pessoa do grupo fará. Terá um outra pessoa que será o narrador. E uma outra pessoa fará as onomatopéias (tipo, abrir porta, passsos, tocar campainha). E para quem fará os persoangens, caracterizar a voz para o personagem, ou seja, tentar não usar a sua mesma voz, mas modificá-la. A apresentação da radio-novela é no estilo do exercício da paisagem sonora: todos os outros grupos sentados no meio do ambiente de ensaio, de olhos fechados e em silencio, e o grupo que apresentará fica ao redor e usa somente a voz e sons para fazer o exercício.

E fim da aula.. =P

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sensibilização part.2

Esta é a outra aula que tivemos de sensibilização, mas foi um exercício longo e durou a aula inteira (mas não por isso algo chato). Esta aula tratou da sensibilização junto com a criatividade e imaginação e percepção da própria pessoa em expor em palavras o que sentiu. (não é consulta de psicólogo, fiktranqs! ;)

Iniciou-se com todos escutando uma determinada música selecionada pela prof. Era instrumental. Contudo a música continha em si, uma história. E este exercício, ao contrário da outra aula de sensibilização, deveríamos criar uma dramaturgia para a música, que dialogasse com a música. Uma história com princípio-meio-fim. Uma historia que viesse da música. Com o que sentíamos da vindo da música e então traduzir os sons/melodias em uma história narrada. Algo palpável com as palavras.

A tal música foi tocada no radinho umas 50mil vezes. Até que todos tivessemos uma história com aquela música. Uma história que condizesse com a música e a música com a história. Uma fusão de ambas.

O próximo passo do exercício era escrever numa folha de papel essa história. Por em palavras toda a história que você, na sua imaginação criou de acordo com a música. Essa função de ‘por em palavras’ é saber expressar sua sensibilidade para que outros também compreendam.

Depois que todos escreveram suas respectivas histórias, em um circulo fomos conversar a respeito do exercício ministrado até este ponto. O que foi fácil, que foi difícil. Qual o nível de concentração que obteve-se, se conseguiu expressar no papel tudo que na cabeça estava feito. E depois desse rápida conversa, todos então expuseram suas histórias vocalmente: ora lendo sozinho, ora lendo com a musica como fundo musical, ora lendo com a música como parte da história, ora narrando sem precisar de ler, etc etc etc… O importante é compartilhar a sua percepção/sensibilidade que foi alcançada para que todos também se sensibilizassem junto com você, lhe entendendo.

E este foi o exercício, quepor razão de muitos membros, gastou muito tempo. Contudo, foi tempo suficiente para que cada um participasse inteiramente do exercício. Sem pressa ou pressão.

E fim!! xD

Volto na quinta =***

sábado, 10 de abril de 2010

Sensibilização

Ué, tá repetindo a aula? Não, não estou. Apenas aconteceu que hoje tivemos duas aulas de sensibilização. Uma inicial, com percebção e consciencia corporal e exploração de novos movimentos. E a outra será no outro post =P

A aula começou com o quê? uma chance! tsc, tsc, tsc… Caminhando e.. Alongamento!!! Ahêêêê!! (Y)

Tá, divertimentos à parte, vamos pra parte descritiva:

Começamos a caminhar e respirar, e aquele papo todo de como caminhar (posts anteriores têm as dikas de como caminhar preenchendo o espaço). [Dika da prof: o caminhar do ator, nessa de preencher o espaço, se não for bem executada, pode até já eliminar alguns numa determinada seleção de atores =P vaaaaai, troxa!] {dika do dia: a cabeça e o olhar indicam onde o ato de caminhar seguirá. Se for virar, a cabeça e o olhar viram e depois, então o corpo virará para seguir o foco que o olhar focou} {outra dika do dia: o caminhar é um pré-aquecimento e momento de concentração do ator. Então, não atrapalhe os demais membros do grupo de ensaio; foque somente em você, na sua respiração, no seu aquecimento e na sua concentração.}

A dinâmica começou com: uma palma e pára no lugar que estão e alongam a parte do corpo que a prof disser. Assim, todos continuaram caminhando, caminhando, mais rápido, mais rápido até que PALMA e: stop, todos páram. E então ela diz: PÉS! E então, corre na memória, alongamentos que trabalhem os pés e articulações que lá se situam. Depois de um tempinho, continua a caminhada no ritmo que estava. Mais rápido, mais, mais… PALMA: e agora os JOELHOS: e então parte para aquecer os joelhos, pernas e articulações que lá estão situadas, com exercícios e alongamentos que a memória se lembra. Logo, volta ao andar pelo espaço de ensaio, no mesmo ritmo, e PALMA: QUADRIL. E parte para os quadris. Alongar e exercitar todas as possibilidades de articulação dos quadris. Volta ao caminhar e então PALMA: as MÃOS. Depois, BRAÇOS. Então veio o TÓRAX, seguido do OMBRO e então PESCOÇO e CABEÇA.

Depois disso, juntam-se em duplas e cada dupla terá que se ajudar alongar, mantendo um contato corporal e explorando movimentos e alongamentos. Isso tudo, explorando os planos alto, médio e baixo. Então, também, dêem uma cambalhota dos avesso (de trás) pelo chão. E continuem a se alongar. Até que…

Até que todos se deitam no chão. E deitados, relembrem a sequencia que foi feita: primeiro os pés, depois  pernas, quadris, mãos, braços, tórax, ombros e por fim, a cabeça.

Com uma música ritmada (no exercício foi um ritmo de valsa: 1,2,3,1 – 1,2,3,1 – 1,2,3,1 só que numa música até que agitadinha). E com a música, explore cada movimentação e articulação, seguindo a sequencia das partes corporais que foi feitaa no alongamento. [lembre-se que a música não é fundo musical, mas algo para dialogar e sentir com o corpo, fundindo a música/melodia/ritmo com o gestual/movimentos/sensação corporal] Comece explorando toda a sequencia das partes corporais no plano baixo. E vai sempre num ciclo, repetindo a sequencia sempre que acaba. E seguindo a música. E quando perceber, você precisará explorar o plano médio, e continue com a sequencia, relembrando e explorando cada parte do corpo em sintonia com a musica. Até que então você já estará no plano alto e praticamente dançando, fundido à música ambiente. E nisso continua na sequencia, não perde a concentração. Pois desse clima que se estabeleceu, diretamente seguirá para o proximo exercício sem pausa.

A música é trocada (mas não por estar sem som, durante a troca de musica, que o corpo deve parar de dialogar com os movimentos) e a musica seguinte é algo mais intenso, que se faz com mais presença. E nesta presença que a prof ministra com sua narração: era para que nos imaginássemos como aborígenas da austrália, algo tribal, e estávamos em festa, interagindo com os outros. [nota mental: não vou descrever como sentia-me durante e exercício e nem o que fizemos, mas somente tentarei dialogar com a narração que nos foi ministrada. Isso, com o apelo que minha memória não é lááá aquelas coisas, então pode não vir algo tããão bom, mas o essencial, assim espero. =D ]

“E a pela interação, um membro que vai ao meio da roda é o líder do grupo, o qual lidera os aborigenas, incentíva-os. Não distinguindo-os por sexo ou idade. Cada um é um membro da tribo por igual. / Então, a tribo é divida em duas, bem distintas. E estas duas tribos devem marcar seus territórios {Lembrando que novos movimentos devem ser explorados, não ficar sempre repentindo as mesmas coisas} {não falar verbalmente palavras, pois estas tiraram a concentração estabelecida} Agora estas duas tribos entrarão em guerra, numa disputa. Algo bem definido e vislumbrável. / Então as tribos se apartam, contudo continuam se escarando.”

Nisso, a música é trocada por algo clássico, instrumental. Na troca, claro, observar para não perder o clima estabelecido, ou seja, não sair da concentração do jogo.

Com a nova melodia: “E agora, as tribos tornam-se elegantes damas e cavalheiros numa festa de época, num baile medieval. Contudo as duas tribos ainda são distintas. / E novamente, um conflito acontece entre as tribos. E esse embate continua até que então todos se acalmam pois soou a meia-noite. E à meia-noite algo de surpreendente acontecerá. Todos esperam pelo acontecimento da meia noite. E então …” (nota mental: aqui segue a história, se quiser continuar o jogo, ou então pára. Tudo à percepção da pessoa que conduz o jogo e a narração, que perceberá se a concentração está boa para continuar, ou se já esgotou e acaso continuasse não valeria a pena e por isso acaba. Deve-se isso à sensibilidade da pessoa que conduz o jogo. E tenho dito! =P )

Depois disso, todos em roda, e dialogamos enquanto grupo, as dificuldades, as facilidades, o que aconteceu com cada um de nós, do exercício, do jogo, se manteve a concentração, se não manteve. Pois o jogo se trata de aquecer, mas concentrar e sensibilizar com o clima da cena, com o desenvolver da história acontecimentos. E exploração de movimentação/gesticulação junto à concentração e criatividade. E, devo citar, se por algum acaso você perceber que houve um momento de obstáculo em si, por achar que seria dito ridículo ou por aachar-se tímido e “o que vão pensar de mim?” … isso é normal acontecer, mas o importante é que durante um exercício assim, o ideal é SE JOGAR, VAI FUNDO, VAI ATÉ AS ULTIMAS CONSEQUENCIAS e aproveite o embalo. Pois o teatro é um auto-conhecimento da pessoa do ator, um conhecimento que se a pessoa-ator se restringir, por alguma causa, demorará para se deliciar com o que virá a descobrir em si mesmo.

E tenho dito! xD

Até prox post: será na terça-feira!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sensibilização

Embora a aula anterior tivesse muito atrelada à abordagem da sensibilização também (se não leram, leiam, pois é muitíssimo interessante últimos exercícios), esta aula foi algo mais prático e criativo também.

[nota mental (para leitores?): leiam o exercício todo e então entenderão qual tipo de música para refazer este tipo exercício.]

Primeiramente, todos se sentaram em torno de um rádio e ficamos a foi-nos dada a instrução de apenas escutar uma música. (muito estranha por sinal) Depois, todo mundo começou a conversar sobre as primeiras impressões que tiveram desta música: era macumba, era uma velha com voz frouxa, era uma tribo indígena, era um ritual satanico, era um funeral e muitas outras loucas impressões. Então, racionalmente, listamos impressões sobre a VOZ, que alguns disseram ser intensa, outros frouxa, outros disseram ser uma voz rouca, de uma velha desdentada. Sobre qual a impressão de COR sobre a melodia: vieram tons marrons, roxos, negros… branco (pelo ritual) e até amarelo citaram. Depois refletir sobre que FORMA a melodia expressa: vieram quadrados, cilindros, formato de uma almondega e etc. Enfim, então, voltamos a re-escutar a tal música. Depois de re-escutar, voltamos a firmar algumas impressões, redefinir outras, e até cenas foram ditas: era uma velha varrendo o chão, cansada; era um funeral; era um centro de macumba; etc. (só listei o que a memória me permitiu lembrar)

Então, dividos em grupos, depois desse brainstorm (tempestade de idéias), o exercício era fazer uma cena com esta musica. Uma cena em que a música fosse essencial para o entendimento e para o clima da cena. OU seja, a musica teria que se fundir com a cena e vice-versa. (aqui vem a parte criativa e improvisacional do exercício.) E então, os grupos sentam, pensam e criam uma cena e por fim apresentam-na para os demais grupos (publico).

(Algo que devo citar, mas por ter surpreendido até a prof: foi uma cena que foi feita, que teve uma estética clean e simples, porém teve sentido de encenação ritualística, com cada movimento cênico bem ministrado e ordenado. Bem marcado! [nota mental: só para citar]

Ao final de todas apresentações, a prof comentou que a música era uma música indígena, entitulada como o canto da arara ou algo parecido (nao lembro muito bem).

Contudo, o mesmo exercício foi re-feito, agora com uma nova música: uma tarantella italiana bem alegre e cantada!! o.O E mesmo assim, as impressões foram dialogadas e listadas: clima circense da musica, algo de festivo, macarronada… As CORES citadas pela impressão foram vermelho e amarelo, embora verde e branco também apareceram (por causa da bandeira da itália? rs) E a FORMA foi a de um circulo, oval, forma de pizza (nenhum quadrado foi citado).

Depois foram para o exercício das cenas (mesma coisa do exercício anterior, contudo a MUSICA era diferente). E todas as cenas foram bem festivas, alegres, movidas pelo ritmo dançante da musica italiana. =DD

E depois disso tudo, fim da aula. AAAAAAaaaaaaaaa *entonação tristonhaa* “A aula de hoje passou tããão rápida”, sim foi!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Expressão e Exploração Corporal

Eita, o título tá horrivel ainda! Mas bamos lá!

Começamos com o alongamento! Tá, hoje não foi ruim, sabe pq? Pq não usamos a parede!! (#piadainterna) enfim… o legal deste alongamento de hoje e que requer destaque, foi: a mescla do movimento do alongamento com a respiração (o inspirar e expirar). Tipo assim, vou tentar explicar: Quando você faz um movimento de alongamento, tipo o abaixar a coluna na perna e relar com as mãos nos pés. Esse movimento foi mesclado com a própria respiração da pessoa que fazia o alongamento, deixando o movimento de erguer a coluna até ficar ereta e então abaixar de volta não algo mecânico, mas fundia-se com a inspiração e expiração. COMO? Oras, na inspiração a coluna voltava à posição ereta, e na expiração a coluna abaixava e os braços seguiam em frente para alcançar os pés. E isso, cada pessoa fazendo ao seu ritmo de respiração. 

E assim foi o alongamento com várias destas mesclas de movimentos e respiração. (obs: se vc já fez yoga, alguns dos movimentos são semelhantes!!!)

Ora pois, depois desse alongamento dinâmico, a gente deitou-se no chão de costas para cima e de olhos fechados. E então, como se a prof falasse uma meditação, a gnt foi ao poucos fazendo uma percepção corporal levando o foco de atenção para a parte do corpo que ela falava. Ah, e ela colocou uma musica de fundo (mas lembrando da sensibilidade [outra disciplina] não deixar que a musica seja soh de fundo musical, mas que participe e leve a você sentir a música envolvendo você e seus movimentos). [dik de música: q seja clássica ou ao mínimo instrumental]

“Comece levando a atenção para os pés, sinta os seus pés, cada pequena parte deles, ponha sua atenção nos seus pés. E aos poucos, vá movimentando os dedos dos pés. Mantenha sua atenção (olhos fechados!) somente nos dedos dos pés. E explore e perceba a movimentação que os dedos dos pés conseguem ter. E então, movimentem também os pés, sentindo a música e percebendo cada movimento que vocês fazem. Ponha a atenção nos pés e nos movimentos. Não sinta nada além dos pés e seus movimentos. Agora, aos poucos, o joelho e as pernas entram em cena. movimente-os e percebam como se movimentam. Como podem se movimentar e como podem dialogar com a música os movimentos. Ponha o quadril e a atenção sua também na movimentação que se pode fazer, percebendo a expressão corporal e explorando os movimentos do quadril e quais movimentos é possivel fazer com ele.

Agora acalme e volte a atenção para os dedos das mãos. Focalize e sinta os dedos de suas mãos. Perceba-os como podem se movimentar e como podem explorar novos movimentos. Agora a mão também entra no movimento. Explore novos movimentos com elas. E tenha a sua atenção exclusivamente para as mãos e dedos das mãos. Agora acrescente o cotovelo e os braços. E perceba-os como se movimentam, como podem se movimentar. Acrescente os ombros ao movimento e à atenção. E por fim, ponha a cabeça. E preste atenção, perceba-os, sinta-os, tenha uma sensibilidade da movimentação, atenção e a música que está acontecendo. E aos poucos, devagar, os movimentos vão cessando. Até que pára.”

E depois disso, o mesmo exercício foi repetido, mas agora sem as orientações da prof em nossos ouvidos. Só nós próprios e a música. (tudo bem que esqueci e este exercício foi feito 3x, uma sem musica com narração, outra com musica e com narração e a final com musica e sem narração) [execício mto gostoosoooo… d+ de interessante!]

Bom, depois dele, ficamos de pé e caminhamos para nao perder o costume. Mas logo paramos e fomos para o próximo exercício:

Parados, e de olhos fechados, e com uma música de Bach tocando (´música clássica sim!) [pode ser instrumental que funfa d+ tb] a prof pediu para que acompanhássemos a música com os movimentos corporais, fundindo a exploração de novos movimentos com a sensibilidade, com concentração sonora, com expressão corporal. Enfim. Ponha a música, feche os olhos e movimente-se de acordo com a música. E explore os planos altos, médio e baixos. (sempre com olhos fechados). Cuidado, claro, para não trombar ou pisar em alguem, (por isso a prof tava de olhos abertos e observando-nos e /dik: observar exercícios tb é algo interessante de se fazer). E com a musica nos entregamos nos movimentos. até tal ponto que então a prof falou que se caso encontrássemos com alguém, era para entrar em diálogo corporal com a outra pessoa [ou outras pessoas // podiam ser mais de uma e tb podia trocar de partner, já que de olhos fechados, vc n sab qm eh qm] E continuam todos a fundir a expressão corporal com a melodia e ritmo da musica. Até que enfim, a musica acaba (na aula foram 2 musica seguidas, sem intervalos, + de 10 min com cerveja! =D ) e os movimentos acabam.

Dai se juntamos em circulo todo mundo do grupo de ensaio. E conversamos sobre que sentimos, que foi interessante, que foi dificil, que exigiu mais, como nos sentimos, se foi dificil manter os olhos fechados, quem abriu, quem não abriu e demais perguntas sobre o exercício ministrado.

E fim da aula!! [e sem dores do alongamento, YES!.. rs rs rs

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sensibilização

Novo assunto: sensibilidade do ator. Ou sensibilzação. A aula começou com todos em roda para uma conversa sobre o que é essa tal de ‘sensibilidade’ e pra que serve para o ator. De grosso modo, (aqui posso cagar na explicação, fica a seu critério, leitor, ler ou não esta parte.) explicou-se que os 5 sentidos [visão, audição, paladar, oufato e tato] estão envolvidos para estimular a pessoa a ‘sentir’ a ‘emoção’, ou seja, ter uma sensibilidade maior. E as aulas de sensibilização aguçará, de certo modo, a nossa sensibilidade em sentir o clima, o outro, o ambiente, a emoção, a concentração, enfim… ajudará em sentir a sensação do que está sentindo e expressar essa sensação no palco, não só para um público, mas principalmente, em melhorar na própria pessoa a capacidade de sentir e perceber. (acabou a explicação aqui)

Bem, tirando a parte teórica do caso, a aula foi muitíssima interessante, como dita, usariamos os cinco sentidos (só não foi usado o paladar nesta aula) dentro dos exercícios estimulantes.

Para isso, em duplas, começamos. Sentados de frente um para o outro, fecham-se os olhos a dupla, e (com uma música de fundo) usando o tato, cada um teria que reconhecer a face do parceiro(a). Tudo feito em silêncio. Somente ouvindo a musica, porém, não a tratando como um mero fundo musical, mas sim para ditar o ritmo do exercício. Depois de reconhecer o rosto e feições do parceiro com as mãos, chegam-se mais perto as duplas, e agora cada qual deve sentir o odor do parceiro. Depois disso, levantando-se, deve-se abraçar e sentir o corpo do outro, abraçando de frente e de costas. Tudo em silêncio e ouvindo a melodia que dita o ritmo do exercício. (ah, isto tudo foi feito na sala às escuras e olhos fechados.)

Depois disso, abertos os olhos, começamos a caminhar pelo espaço. Stop. E agora, fechando os olhos, cada qual tería que encontrar seu parceiro do exercício anterior, de olhos fechados. Ah, e sem verbalizar sons!!! Muito legal. É interessantérrimo como a memória sensorial funciona!

Depois, o próximo exercício, com as mesmas duplas, é feito com um dos parceiros deitado no chão. E o outro, então, será o que vai manipular as articulações do que está relaxado/deitado. Feito tbm em silêncio e no escuro, (contudo, quem manipula o corpo do parceiro tem os olhos abertos. Quem está deitado está com os olhos fechados e relaxado) a música ambiente também dita aqui o ritmo do exercício. Após manipular o parceiro, repete toda a sequencia de manipulação do corpo novamente para que se crie uma memória corporal e uma história decorrente das imagens feitas com o corpo do parceiro. Aqui, a sensibilidade é em descobrir como funciona o corpo do outro, manipulando como se fosse um algo sem vida. E para quem estava deitando/relaxado e sendo manipulado, o exercício funciona em se deixar guiar pelas mãos do outro, e percebendo com o seu próprio corpo os movimentos e criações que o parceiro está fazendo.

O outro exercício/jogo desta vez foi interessantinho: mesma dupla, claro. Cada um da dupla sussurra no ouvido do outro um pedaço de uma musica. Depois, com o grupo inteiro, as duplas são separadas. Um membro das duplas ficam de frente para a parede, enquanto os outros ficam atrás e espalhados. Dado o sinal, os membros que estão espalhados começam a cantar o trecho da música que sussurraram no ouvido do outro parceiro. E os membros que estavam de frente para a parede devem buscar o parceiro utilizando somente a audição e concentração. Ah, e de olhos fechados, claro. Depois de achados, inverte os membros, para os dois da dupla brincarem.

Depois dessa aula, mal espero por outra. Fim de aula.