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domingo, 21 de maio de 2017

Como Dirigir uma Peça de Teatro - Parte 2

Continuando a saga... (se você não viu a primeira parte, leia aqui)

Nesta postagem, vou continuar a narrar minha saga no meu primeiro ensaio como diretor teatral, citando algumas dicas e teorias dentro do texto. 

Claro que, se você já leu bastante coisa do blog, sabe que eu vou vou falar um monte de baboseira, e narrar as aventuras, mas no meio disso tudo (acho que) você consegue retirar algumas coisas boas para se fazer (ou coisas para não se fazer também). Não me tenham como exemplo: sou apenas alguém normal que sabe que quase não sabe nada de teatro, mas se aventura a escrever como se soubesse bastante coisa. (E ainda me acho humilde, acima de tudo, rs) Enfim, acho que já tá bom de introdução, 'bora começar a nada boa aventura. 

"Previously on... Como Dirigir uma Peça de Teatro"

Como disse, cheguei ao primeiro ensaio com dois desesperos (texto e atriz) e uma omissão grave. Quer dizer, antes, recebi um aviso pelo facebook que uma das atrizes (a que eu conheço e que não é meu desespero) não iria. Mas como "the show must go on" eu não me amedrontei e confirmei presença com a atriz desespero profissa para o primeiro ensaio. 

Então, deixe-me atualizar: cheguei ao primeiro ensaio com 3 desesperos (texto, atriz profissa, e sozinho só com ela) e uma grave omissão. 

Cheguei, como sempre, uns 5 min antes do horário (odeio atrasar e odeio atraso). Já fiquei feliz pela atriz também não ter chegado atrasada. Chegou em cima do horário e logo nos pomos a trabalho. O nosso local de ensaio há muito não era utilizado e, por esta razão, tivemos que dar uma limpadinha antes. Foram uns 15-20min a menos de ensaio para limpeza. (E aqui está a primeira dica = se não quer perder tempo de ensaio, que o local já esteja pronto antes do horário marcado para ensaio. Em teatro amador, ou estudantil, cada minuto de ensaio conta. E nunca temos tempo suficiente de ensaio, ou seja, não adianta marcar 4-6 horas de ensaio, porque seus atores não vivem disso. Não são profissionais de teatro, que o ensaio é seu ofício. Por isto, aproveitem cada minuto de ensaio, chegando mais cedo e saindo mais tarde).

Depois dessa limpezinha, sentamos eu e ela, diretor com atriz, para então quebrar o gelo (pois eu não a conhecia ainda). Mas não só por isto, também para falar um pouco do projeto que eu estou querendo fazer, do texto (abordando no geral, sem dar mtos spoilers) e alguns motivos que me levaram a propor isto para elas. Eu acho significativo ser sincero para seus parceiros de trabalho, pois você precisa dos atores para que seu projeto de espetáculo seja executado. Mesmo se forem alunos ou crianças. Eles reconhecem com isso que você não vai ser um chefe chato, mas um líder que vai dirigi-los para um resultado final (mesmo que, no caso, o resultado não seja o que você tenha sonhado. Por isto não ponha tanta expectativa nem perfeccionismo em cima do projeto. Você pode se frustrar e virar um tirano no meio do processo e começar a comandar para que atinjam o seu grau de perfeição. Cuidado!) 

Conversei com ela por um tempinho, até que enfim, começamos o ensaio. 

Quem lê o blog deve já suspeitar como iniciei o ensaio: aquecimento, treinamento e ensaio. 

Sim. Acertou. 

Mas tem um porém nisso que eu aprendi. E depois lhes conto. 

Comecei com a parte de aquecimento: alongamento da atriz. Depois um aquecimento mais geral, pedi para que andasse no espaço de acordo com o ritmo (peguei um pedaço de pau e fiquei batendo no chão, ditando um ritmo no qual ela seguiria com o passo dela. Se eu batesse com o pau no chão rapidamente, ditando um ritmo mais rápido, ela deveria andar mais rapido, até mesmo correr. Se eu deixasse o ritmo de batida mais espaçado, mais lento, ela deveria andar devagar, quase parando). Este exercício eu gosto dele pois trabalha a concentração e também já a energia corporal - aquece e deixa o corpo preparado. Depois passei pro exercício de articulações (que já descrevi milhares de vezes pelo blog - quem não sabe, procure por posts mais antigos) e neste eu também usei a questão do pau para ditar o ritmo do moviemento corporal enquanto fazia o exercício. (Posteriormente, ela chamou o exercício de "dança corporal"). 

Após este dois exercícios para aquecer o corpo e o deixar mais pronto para começar as improvisações, eis que eu entro em desespero (sim, a omissão se revelou nesta hora, pois eu percebi a burrada que eu fiz, ou melhor, não fiz). Percebi, naquele momento, que eu deveria já ter alguns exercícios para ensaio prontos. Alguns exercícios previamente já pensados, alguns exercícios plano B (caso o primeiro não funcionasse) e até mais de um exercício... O caso é que eu paralizei e fiquei cru na frente da atriz. 

Confesso que eu não sou a melhor pessoa do mundo, não sou perfeito, estou aprendendo na prática com estas burradas das boas. Na hora o que eu fiz? Aproveitei que ela era profissa e pedi ajuda. "O que fazer agora? Como dirigir?" Ela  me sugeriu que eu propusesse alguma situação, algum problema, alguma coisa  que eu já tivesse em mente. Mas eu não tinha nada em mente! Mentira, eu tinha sim. Era uma idéia besta de um misè-en-scene que eu idealizei enquanto tentava solucionar o problema do texto na questão de dividí-lo em ações. Foi então que, sem tempo pra pensar, tive que tentar arranjar alguma proposta viável para a atriz não ficar sem fazer nada. E aquele silêncio constrangedor já estava me amedrontando... 

Foi então que, a primeira proposta foi... um tiro no escuro. Falei bem inocentemente "improvise sobre o verbo vestir" E ela ficou meio abobada com o que eu quis dizer... Será que eu me fiz de idiota na frente dela? Bem, acho que sim. Mas ela foi me ajudando também (graçazadeus!) e comentando que, ela poderia improvisar de várias maneiras tão genéricas que poderia ser muito diferente do que eu tinha em mente. Ela poderia improvisar uma mulher vestindo, um velho vestindo, um animal vestindo, um alien vestindo... faltava uma linha de partida (um contexto) para ela entender quem era ela (ela = personagem/performer). Foi neste estalo que eu prontamente disse: "okay, começar pelo personagem" E então, antes de improvisar a ação da personagem, fomos improvisar afim de encontrar a personagem. Mas como? Qual seria o ponto de partida para a atriz encontrar a personagem - isso pq eu não tinha passado pra ela o texto dramático para ela ver. Ela não sabia qual a intenção ou cena idealizada eu tinha na cabeça. E, pra falar a verdade, eu queria testar uma direção que a atriz encontrasse a personagem seja qual fosse, não que eu falasse "você é tal personagem, assim assim assado". Este fato é algo que eu quis tentar, experimentar para ver se funcionava. Mas continuemos a narração... 

Seguidamente pedi para ela que voltasse ao exercício das articulações e, quando encontrasse algum movimento interessante, transformasse esse movimento abstrato em personagem. E lá fomos nós improvisar movimentos corporais para encontrar a corporificação da personagem da peça. Ela  o fez extraordinariamente muito bem, entendeu a minha sugestão de guiamento e o fez sem reclamar. Estava lá dançando/articulando-se e quando um movimento era interessante eu pedia para transformar em personagem, para usar dos movimentos principais da dança e aperfeiçoá-los dentro de uma corporificação de futura personagem. 

Particularmente, foi uma experiência muito interessante ver os atributos físicos de um possível personagem surgir de um exercício de movimentos aleatórios. Metaforicamente é como rabiscar num papel branco e do rabisco você encontrar linhas que podem sugerir uma imagem figurativa, ou seja, você nunca sabe que desenho vai surgir com o rabisco. As vezes é um desenho legal, mas as vezes é uma merda. E sempre é um desenho diferente. Só que ela faz isso com o movimento do corpo. É bem bacana. E disto, devo como diretor, limpar e deixar mais artístico, dentro do conceito da peça. 

Enfim, voltando à narrativa. Ela estava experimentando uma corporificação para uma personagem, e quando eu achei interessante, eu passei a sugerir que esta personagem agisse em outras situações. Joguei dois objetos na frente dela e disse: "você está indecisa sobre qual objeto você quer pegar" e com isto, todo o jogo se transformou, pois dei um objetivo para a personagem perseguir. Ela criou, de acordo com o corpo da personagem, um jeito de ficar indecisa corporalmente... É, é, é... pensando agora, acho que fiz merda e só percebi agora enquanto escrevo este post... hahaha.. Ficar indeciso é muito subjetivo, não é uma ação, é algo emocional... E, quando se joga coisas emocionais para o ator improvisar, pode ficar meio... só na cabeça e não exposto fisicamente. Estão me entendendo? Embora, agora me lembro, na hora eu gostei, pois ela fisicalizou (fisicalizou=tornou físico) o "estar indeciso" - mas pode ser que atores inexperientes possam cair no clichê e ficar naquela indecisão de desenho animado. Enfim... 

Eu sei que esta improvisação, que ainda era sobre criar a corporificação da personagem, foi demais longa e acabou durando todo o ensaio. Quando vi, já tinha dado a hora combinada de terminar o ensaio, e a meu ver, não se tinha produzido nada ainda. Era como se este primeiro ensaio não tivesse ocorrido, ou fosse o ensaio numero zero, pois com ele que eu aprendi muito mais coisas e que no próximo eu pretendo me melhorar. 

Uma destas coisa que aprendi com este pseudo-primeiro ensaio (ou ensaio numero zero) foi sobre aquele momento de desespero que passei: 1) nunca chegue no ensaio sem uma gama de exercícios prontos em cima do texto. Tenha alguns na manga, caso as tentativas sejam falhas. 

Também abstraí e entendi o problema deste primeiro ensaio. Eu quis começar desde a criação da persaongem pela via da improvisação do ator. Algo que, agora entendo, é demorado pakas! Se eu continuasse a levar os ensaios dessa maneira, talvez em dezembro do ano que vem eu terminasse essa pequena cena que pretendo fazer com elas. Então o que eu aprendi foi: 2) dentro do limite de tempo planejado para os ensaios, não enrole na direção. (Não enrolar significa: não escreva um livro quando você tem que fazer uma síntese. Eu bem sei que eu AMO escrever demais, e não sou nada bom com coisas sucintas, breves, práticas, objetivas. Porém, para uma cena que pretendo fazer em 1 mês eu não devo partir desde a improvisação do caminhar do personagem. Devo ser mais ligeiro, mesmo que passando por cima dos meus paradigmas teatrais, e correr nos ensaios, já passando algo geral, já dando um parecer, já me adiantando com o ator, para ele saber o que eu quero dele.)

Estes aprendizados sobre a direção teatral só foram possíveis também pois aprendi muito com essa atriz "profissa" que está me ajudando muito e sendo quase uma professora. Humilde, sem neuras sobre ser dirigida por alguém menos experientes, super de boa em passar o que ela sabe. E não hesita em manter o profissionalismo, mesmo que talvez o resultado não seja o esperado.

.....

Escrevo agora de 2017... mil anos depois desse "ensaio zero"

Os ensaios não aconteceram... tiveram contratempos meus, das atrizes, enfim....

Estes ensaios aconteceram em dezembro de 2014... é faz um bom tempo mesmo! (meldels!)

Achei esta postagem rascunhada da época em que fiz, então até que tem boas impressões do ensaio ocorrido.

Depois desse tempo, não fiz mais nada com o teatro... embora tenha amigos atores, professores-mestres-doutores em teatro, amadores dessa foram de arte.

Todos os comentários são lidos, e caso eu receba alguns emails de vez em nunca, eu os leio com carinho e respondo dentro do meu limite.

Espero que vocês que lêem o blog e o consultam sempre, continuem levando essa forma de arte com carinho, dedicação e diversão. Pois o teatro é uma forma de arte temporal, única, que se forma na sua frente qndo vc menos espera ^^

Ah, vou postar mais pro futuro alguns links de peças de um grupo de teatro português que eu AMO e que me apaixonei qndo os vi pela primeira vez... foi paixão a primeira vista...mas vou deixar o post agendado tá (caso eu esquecer de entrar no blog) ;)

UPDATE: Post dos Videos agendado para Agosto-2017 =D

Merda pra vcs!!!










segunda-feira, 7 de março de 2011

Interpretação – aula 1

Após início com conversa do prof com a sala, sobre ementa do curso, objetivos, leituras, bibliografia e o básico medão de sempre, fomos fazer a apresentação da turma de um jeito todo diferente:

Sentados de costas para uma parede, na nossa frente uma cadeira no meio da sala, uma pessoa se levanta e vai à cadeira, senta, e de frente à todos se apresenta (nome, de onde veio, pq quis fazer graduação de teatro, se teve alguma experiencia anterior, etc etc e o que mais quiser falar), e depois disso tudo, volta ao seu lugar encostada na parede. Em seguida, a próxima pessoa ao invés de fazer a sua própria apresentação, antes, imitará a apresentação da pessoa anterior, tentando igualar gestos, posturas, dicção, tonus muscular, a corporeidade da apresentação da pessoa anterior – desde o caminhar até a cadeira até o finalizar e voltar ao lugar (neste jogo, o texto é o que menos importa. Teve gente que errou nome, idade, cidade, historia, errou tudo, mas a postura corporal foi superinteressante). Depois de fazer esse jogo, então a mesma pessoa fazia a sua propria apresentação. E o seguinte faria a imitação do segundo e asssim sucessivamente, até a ultima pessoa se apresentar, e a primeira pessoa que se apresentou imitar este último.

O exercício que sucedeu a apresentação pareceu mais um jogo cênico. Caminhando pelo ambiente de ensaio, até começar a correr, preenchendo todo o espaço de sala, fizemos, até que então o prof começou a pedir para cada participante (um de cada vez) fizesse um movimento gestual e um som que acompanhasse esse movimento – e os demais participantes deveriam “seguir o mestre” imitando o gesto e som, mas não necessariamente atrás do “mestre” mas caminhando pelo espaço de ensaio. Então que cada um por vez fazia o gesto e som e os demais imitavam-no. se não me engano, seguiu-se uma ordem alfabetica dos nomes até o último. Após chegar no último, fez-se o caminho inverso, pedindo para o anterior repetisse o movimento gestual e som feito anteriormente para que se gravasse na memória esta “ação” (digamos). Após chegar à primeira pessoa que começou com estes gestos, então todos paramos e o prof pediu para que criássemos uma cena (improvisada) com os movimentos e respectivos sons que acabamos de executar. Uns 15min para montar e saiu da sala.

Após um fervoroso brainstorm cheio de líderes que queriam “coreografar” a cena, decidiu-se (ufa) que um ou dois fossem os “coreografos” para que assim a cena enfim pudesse ser desenhada e estruturada. Um dado interessante que surgiu foi que um tema veio em mente para que montassemos a cena com os movimentos-sonoros. Assim foi feito, com ajuda de muitos e umas variáveis improvisacionais, até que enfim, depois de ums poucos ensaiozinhos rapidos, chamamos o prof e ele visualizou a “cena criada” (né??)

E depois fim de aula.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Práticas...

Olá gente que visita aqui (se é que alguém visita isso aqui ainda!) voltei pra contar o me aconteceu neste tempo que fiquei off e atualizar umas coisinhas... Bem, vamos monologar:

Não sei desde quando eu parei de fazer as diárias postagens daqui. O problema foi que eu tava abarrotado de coisas para meu tcc e para a vida em geral (sou ocupado, benhê!). Porém as aulas de teatro seguiram seu percurso... faltei umas várias aulas (coisa que não faço) então nem saberia o que postar aqui. E outras vezes minha mente tava tão ocupada com outra coisa que eu não teria tempo de fazer a análise mental para vir aqui e regurgitar a aula inteira como fazia.
Enfim, tirando estes obstáculos, vou tentar descrever como as coisas se sucederam:

As aulas de voz continuaram com as mesmas práticas, um ou outro exercício diferente para aquecimento da voz e do diafragma e mta música e cantoria (até porque a pequena peça que estávamos fazendo tinha uns cantos que adaptamos) E era nestas aulas de voz que a gente ensaiava as músicas.

As aulas de expressão corporal foram as mais "peixe fora d'água" das aulas. Começou não tendo nada a ver com a peça que teríamos. Era como se a aula fosse à parte da interdiciplinariedade, uma excessão à regra. Por isto que alguns colegas e eu fomos à prof e dialogamos sobre a interdiciplinariedade, falamos se poderia esta aula nos ajudar a achar uma corporalidade para os personagens e para a cena em si - que estava (e ainda está um pouco) mto pobre.

E as aulas de ensaio prático foram as terríveis. Pensa num negócio ruim: agora multiplique por 2. Era estas aulas práticas do ensaio para a peça Amor por Anexins do Artur Azevedo. A gente não ensaio paçocas até quando enfim definimos a "proposta" (palavrinha filhadumaputa que acompanha o fazer teatral.. kkkkk) Mas enfim conseguimos definir a tal proposta da nossa peça, e então buscamos pensar um modo de torná-la possível.
Ensaio atrás de ensaio a gente pouco conseguia (e o motivo? Agora na reta final eu compreendo que foi a falta do "decorar o texto" - pois só depois do texto decorado é que então conseguimos trabalhar a cena e melhorá-la.) Até semana passada (faltando 2 semanas para a apresentação final) a gente ainda ensaiava com os papéis do roteiro na mão porque ninguém tinha decorado. E pouco adiantava os ensaios. Quando enfim ensaiamos sem o papel em mãos, com o texto decorado, então que a cena ganhou vida e pudemos ensaiar sem medo de ser feliz - improvisando, criando, melhorando, aperfeiçoando...
Outra coisa que queria deixar claro aqui, para ainda quem se habilita em ler este blog, é que o prof foi uma questão chave para a realização desta peça. Uma questão chave no sentido que, ao invés de motivar a nós alunos-atores a fazermos algo de concreto ou até mesmo fazermos sentar e decorar o texto, não! Desta vez, nesta peça, o obstáculo enfrentado por nós alunos-atores foi o a falta de pró-atividade do prof para que nós alcançássemos a lua! Ele ficava apenas monologando a nossa falta de pró-atividade e falta de interesse. E também não propunha meio para que conseguíssemos ultrapassar o que nos prendia: queria que nós achássemos a solução por nós mesmos - o que por um lado é bom, mas por outro... explicarei: (se não quiser ler a explicação, pule este próx paragrafo inteiro)
O que aconteceu foi que o prof deixou que nós buscassemos desenvolver a peça por nós mesmos, sem a ajuda dele. Parecia que estávamos sozinhos tentando e tentando sem o auxílio de ninguém. Não parecia que estávamos no nível iniciantes de um curso de teatro ainda. Então tudo caminhava sem rumo para nós... Eu entendia que era um jeito brusco para nos fazer amadurecer no fazer teatral, mas embora fosse um método de ensino deste prof, nos parecia um tormento e não um ensino. E talvez por isso que não decoramos o texto em tempo, não conseguiamos desenvolver o ensaio a contento, conversávamos e nos distraíamos o tempo inteiro... Poucas as vezes que conseguimos em um só ensaio passar o texto inteiro.
Então que, quando enfim passamos a peça inteira, com tudo decorado (isto no último ensaio, a menos de 5 dias atrás) que então o prof se transformou e se mostrou presente em aula. Começou então a sugerir imagens cênicas e a orientar os alunos dentro da peça: ou seja, começou a dirigir a peça.
Como aluno eu não estava satisfeito com este jeito do prof de se portar em aula, mas como ator, este diretor fez uma das melhores coisas para que eu amadurecesse: foi um outro jeito para que eu pudesse chegar à criação teatral. Um jeito um tanto empírico - de teste-e-erro - mas valeu a pena ter esta sensação experimentada.
Contudo, como aluno-ator, fico triste por ter levado tanto tempo e com isto, ter levado a peça para o fundo do poço. A peça foi cortada metade e resumida, por esta falta de tempo. Uma das consequencias deste método. E também a interpretação foi prejudicada, pois menos tempo temos para aprimorar, criar, melhorar e ensaiar a interpretação desejada. Enfim...

Coisas importantes aprendemos: decorar o texto em tempo hábil, e depois haja a interpretação do texto; Ter a proposta da peça em tempo hábil e com justificativas plausíveis para a encenação ser realizada; e não fica monologando demais nos ensaios, porque é tempo perdido e sem nenhum proveito.

Acho que foi um resumão do que me aconteceu até agora desde quando parei de escrever aqui no blog. Ainda tenho dois ensaios antes da apresentação. Talvez o próx post seja o da apresentação já.

Até

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Último Ensaio

Nota mental: Este ensaio, foi basicamente como o penúltimo ¬¬’ ah, e não deixe de responder a pesquisa ao lado >>>>

Começamos o ensaio repetindo a cena com o figurino, e nova voz. Até aí, só para reparar o que está ruim e que tem que melhorar. Assim, passamos a arrumar alguns detalhes da nossa corporalidade e das falas. Também, por ser uma cena de comédia, tivemos que ajustar o timing de comédia (o tempo para a piada fazer efeito). Também prestamos atenção sobre a sonoridade da cena – já que usamos, além da voz, objetos que produzem som (uma guaita) e objetos que usamos para fazer sons (sacos, livros, batuques com os pés, etc…) Após ajustar e fazer estas melhorias, voltamos a repetir a cena inteira para decorar marcações e partitura corporal.
Então que, no meio da aula, apresentamos para a prof e para os colegas (alunos-atores), que após a apresentação, fizeram-nos criticas para melhorias a serem feitas: cuidar do sotaque do “R-puxado”, ajustar melhor interação de todos os personagens em cena, cuidar da respiração para não ficar afobado ou cansado em cena, entre outros pequenos detalhes.
Assim, novamente voltamos a ensaiar para melhorar estes detalhes explicitados após a apresentação-no-ensaio. Até que então chegou o fim da aula. =P
Obs: na prox aula já será a apresentação para a banca. #medo
=>Prox Post: Quinta, 8h (já está programado, então terá mesmo!!!)

sábado, 25 de setembro de 2010

Ensaio e Figurino

O ensaio foi normal, apenas recontinuamos a desenvolver a cena e, decorar as movimentações e particuras físicas, e melhorar os pontos que faltavam. ah, e criar o restante da cena que ainda não está toda montada.

No decorrer do ensaio, então, foram utilizados os objetos de cena e definidos os conceitos dos objetos: para que eles servem, explorando movimentações com eles e atribuindo-lhes presença cenica também.

até metade da aula ensaiamos. então fizemos uma apresentação para a prof e demais alunos-atores, e então recebemos nossa crítica pela cena: que deveríamos continuar a explorar a cena, deixá-la cômica, conseguir domar a persoangem, para alguns aumentar a potencia da voz e por mais presença cênica.

Então depois disso, fomos ao camarim procurar o figurino para nossos personagens. de acordo com a idéia grupal e com o texto, e também com a proposta de cena, sabíamos que tipo de figurino propor, e assim, fomos em busca dele no camarim, cada qual o seu, e o grupo ajudando-se mutuamente.

E depois disso, fim da aula de hoje. =P .. faltam poucos dias para a apresentação final. Ai ai ai…

=>Prox Post: Talvez Segunda, 8h. Se eu não ficar com preguiça… senão será Quarta, 8h.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Expressão Corporal + Ensaio

alongamento

aquecimento (articulações)

jogo de troca do bambu (bastão) até 100 – para concentração grupal dos alunos-atores.

Terminado, volta-se a caminhar pela sala de ensaio com o jeito de andar do personagem (explorando não só o jeito de andar, mas também a gesticulação e trejeitos do persoangem).

As personagens de algumas cenas têm uma dinãmica de seguir um outro persoangem, por isto, o exercício proposto foi que estas personagens andássem atrás do outro (como no jogo siga o mestre).

depois de algum tempinho, separam-se e cada um anda por si só, como o persoangem ainda. E disso, vem um novo jeito de recitar as falas decoradas. Enquanto caminhamos, recitamos as falas em voz alta, todos ao mesmo tempo. Então que todos os alunos-atores-personagens vão se encaminhando para o centro da sala e se “mocando”, ainda continuando a recitar as falas decoradas (percebe-se desde já que, ao estar todos falando ao mesmo tempo, o volume da voz vai aumentando para que a propria pessoa consiga se concentrar no que diz/recita). Até que então todos ficam grudados, de olhos fechados, parados, no centro da sala, e sem perceber já estão quase que gritando as falas decoradas. este exercício exige muita concentração e muita disciplina.

depois de um tempo, finaliza e termina a aula, vai tomar água e se prepara para a próxima aula.

.

.

A aula seguinte: Ensaio

Na aula de ensaio só ficamos a desenvolver o que tínhamos feito até então. Ainda criando a cena, improvisando, melhorando e decorando as marcações. No meio da aula, a prof pede-nos para que façamos uma apresentação da cena que tínhamos deenvolvido até ali.

depois da aprensentação, sentamos em circulo e discutimos o que deveria melhorar na cena, e em cada ator. A estratégia de se apresentar no meio da aula e já ter esse feedback para ajustamento da cena, é para que a seguir, tenhamos mais um pouco de tempo para podermos ensaiar novamente já arrumando o que foi citado na roda de discussão.

Depois disso tudo, continuamos a ensaiar até que a aula terminasse.

=> Prox Post: Quinta, 8h

(nota mental: desculpa pela demora, foi a preguiça + cansaço + pressão psicológica de assuntos profissionais e + falta de tempo e… Ah, foda-se!)

sábado, 18 de setembro de 2010

Shakespeare: Ensaio e Criação de Cena

Antes de começar a desenvolver a cena de onde tínhamos parado, começamos a recitar o texto decorado. Ah, com um porém: jogando o bambu (um bastão) para cada membro da cena, e então recitando os versos do texto decorados e entonados. (ou usando este tempo para decorar) – a técnica de decorar textos do bambu! afff… hahahah

Bem, depois de passar o texto inteiro, então enfim começamos a ensaiar e a desenvolver o que precisava ser desenvolvido para a cena. Limpamos algumas posições, arrumamos algumas arestas, demos um sentido claro para o objeto que usamos em cena, acrecetamos outros objetos, ah, e claro, usamos a corporalidade do personagem (desenvolvida na aula anterior – vide post anterior) para nos movimentar pela cena, pelo ensaio.

Com o texto decorado, é mais facil de criar, improvisar, e dar novos artifícios à sonoridade da cena, à fala do personagem, sempre, claro, seguindo as intenções do personagem.

Ao desenvolver, improvisando, as pequenas partes de cena, íamos já marcando a movimentação da cena (sequencia de movimentos) para sempre que repetirmos (ensaiar) fazer sempre igual, com mesma energia, concentração, tônus.

E assim ensaiamos e melhoramos a cena até certa parte, definimo-a, tornamos a repassa-la para memorizar. E antes de começar a criar as demais partes da cena (o restante que ainda não foi criado), tivemos que apresentar o que foi feito para a prof e demais alunos-atores (de outras cenas) para que eles vissem o que tínhamos feito.

Assim, apresentamos.

Depois, a prof comentou sobre as demarcações, sobre os objetos em cena, sobre o texto decorado… deu-nos alguma dica de melhorar este e este ponto. E assim foi.

Os demais grupos (outras cenas) também se apresentaram, e este ainda estão rascunhando uma corporalidade da cena, achando o que fazer, como fazer. A prof lhes dirigiu a cena, arrumando algumas posições, alguns movimentos.

E a dica geral para todos os alunos-atores foi: decorar o texto, mas não pausadamente palavra por palavra. Mas entendê-lo as intenções e assim também usar estas intenções em cena. Não adianta falar: “ó Romeu, meu amor” decoradinho palavra-por-palavra se a frase não surte algum efeito. O texto decorado deve ser verbalizado com intenção e entonação. Principalmente com intenção!!!! A intenção que o personagem tem, mediante a interpretação que o ator fez de tal texto do personagem. Deve-se fazer SUAS [do ator interpretando] as palavras do texto do autor, para que a interpretação do personagem surta efeito, e as palavras faladas sejam dele [do persoangem]. Assim, até é mais facil decorar o texto! O decorar não é mecanico, mas organico, junto com a interpretação, entonação e intenção. Deve-se compreender o texto e então decora-o. Se não compreender, não vais decorar senão palavras avulsas. #fikadika

=>Prox Post: Segunda, 8h

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Shakespeare – Criando Cena Ainda

Tá, eu sei, estou atrasado tanto com o post, qnto para a aula – acabei chegando atrasado e perdi 2 aulas (voz e expressão corporal) e cheguei soh na terceira, no ensaio de criação de cena. Mas ok, vamos lá!

Cheguei, alonguei, e me alertaram que era para nós continuarmos a criar a cena usando os objetos da ultima aula – no nosso caso, eram os bambolês. Então que fomos improvisar com os objetos. O bom do improviso, qndo se tem a fala já decorada (ou semi-decorada) é que auxilia no desenrolar da cena. E tanto a improvisação corporal fica melhor, qndo também a improvisação vocal (oque muitos as vezes não se atém para este fato).

Assim, montamos o inicio da cena, improvisando e sequenciando as melhores imagens para criar uma série que nos agradasse. Então que logo após, apresentamos tal série por nós escolhida para a prof e para os demais. Depois todos sentados conversamos sobre os prós e contras da cena em si. Arrumamos alguma coisinha, blablabla… um fato importante foi o uso do objeto em cena: dar um significado para o objeto, que seja de facil definição para o publico que assiste a cena. O objeto não pode significar tudo e nada ao mesmo tempo! Então a dika para o prox ensaio é definir o significado do objeto em cena para que não haja ambiguidade de significação do mesmo. ah, e decorar o resto do texto, para conseguir definir a cena inteira e depois ir só polindo as arestas da criação por improvisação.

e foi só (embora durou 2h só esta aula!!)

Bjos, até

=> Prox Post: Quarta, 8h (assim espero)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Expressão Sonora na Cena

tá, o título tá meio estranho, mas a idéia é dar sequencia à aula anterior, de expressão corporal.

Continuando… Depois de beber água, voltamos à sala e então a prof nos pediu para fazermos um circulo e relembrar-nos de um jogo teatral chamado “engrenagem” (reveja como se joga, aqui) com sons para cada movimento feito. Assim, ao final tinhamos todos os alunos-atores dentro da engrenagem fazendo cada qual um som respectivo.

A prof então pede para voltarmos em circulo e para repetir então o som que tínhamos feito da engrenagem. E este som, barulhos ritmados, foi a base para que então repetíssemos a sequencia coporal do grupo A (da aula anterior, feita com os bambolês) ao som vocal de todos os alunos-atores. Repetimos a tal cena e ela criou uma vida sonora mais colorida. Foi interessante perceber tal criação sonora.

Para criar o ambiente sonoro da cena do grupo B, fizemos o jogo entitulado: “paisagem sonora” (reveja  como se faz, aqui) e ambientamos o som de uma floresta. então, ao repetir da cena do grupo B, fizemos a paisagem sonora, que deixou a cena muito mais bonita tbm.

Então, novamente, fomos beber água para que na prox aula, fossemos então ler shakespeare.

=> Prox Post: Quarta, 8h.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Expressão Corporal, Explorando Objetos

Alongamento,
Aquecimento (com jogos),
Caminhar rápido.
Então o mesmo exercício das palmas e troca de sentido e de maneira de caminhar. (feito na ultima aula)
Depois deste exercício acima, voltamos a caminhar rapido.
Então STOP e Articulações.
Então que, a prof, nos deu um objeto (para cada um de nós) (um bambolê) para que, junto com as articulações, explorássemos novos movimentos com o objeto. Ficamos então uns 5 a 10 min explorando sozinhos, até que a prof nos separou em grupos (os grupos de cada cena do shakespeare, separado na aula passada) e entre nós – chamerei de grupo A, da cena A – ficamos a improvisar e explorar movimentos juntos, entre os membros do grupo A e entre os objetos e entre objetos e membros, ah… uma suruba! rs.
Depois de umm bom tempo fazendo a suruba com os bambolês (improvisando, explorando, criando, não entendam mal), a prof trocou de objeto (agora alguns panos, parecido com lençóis) e com eles voltamos a improvisar, explorar e criar. Depois de um outro tempinho surubando com os panos, novamente a prof trocou os objetos (agora veio os malditos bambus de sempre) alguns bastões para que fizessemos a mesma coisa que vínhamos fazendo.
Ao término do tempo para que improvisássemos com o objeto, então a prof pediu para que cada grupo escolhesse um dos 3 objetos usados, e então elaborasse uma sequencia corporal e com os objetos que pudesse ser usada na criação da cena que estamos fazendo para a peça.
Assim, fomos nós, grupo A, escolhemos os bambolês e fizemos nossa sequencia corporal, aprimorando algumas das improvisações que já tinhamos feito anteriormente. O grupo B pegou os panos e tbm criou sua sequencia. Um ensaio de mais ou menos 25min para criação dessa sequencia até a apresentação para a prof.
Apresentamos, e então a prof discutiu conosco o motivo de termos feito o que fizemos – para descobrir qual foi a nossa proposta, e nonde esta sequencia entraria na cena. E outros detalhes sobre a sequencia. depois fez a mesma coisa com o grupo B, apresentação e discussão.
Então que fomos beber água e demos sequência no decorrer da aula. Contudo, dividirei as postagens a fim de não deixá-las muito extensas. Então,
=> Prox Post = Amanhã, Terça, 8h

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Shakespeare – Montando Cena

Enfim uma aula legaaaaaaalll  \o/
Tá, não foi óóó aquela legalzera, mas deu pro gasto.
Começou com o grupo todo sentado em circulo e a prof dando as orientações: dividiríamos em grupos, e cada grupo ficaria com uma cena (que contem varios personagens). Assim, ela nos dividiu e já decidiu até qual personagem faríamos (assim nao tem briga nenhuma por personagem =P )
Depois disso, nos orientou:
LER A CENA, sendo que o grupo leria e entenderia a questão central da cena, sem preocupações de decorar falas, por enquanto.
FAZER UM BRAINSTORM com o que cada um do grupo pensou para a realização da cena, como pensaram, o que fazer, etc etc.
PARTIR PARA IMPROVISAÇÃO, tendo como base as idéias do brainstorm e o fio condutor que é a cena propriamente dita. A improvisação é interessante quando segue a linha da criação provinda das aulas de expressão corporal, lembrando dos caminhares, trejeitos, e criações das articulações. Na  improvisação, não necessariamente precisa seguir uma norma pre-definida em o que fazer em cena (que pode ser provinda do brainstorm), mas como o proprio nome diz, é uma improvisação, uma criação pelo grupo.
A proposta deste início de trabalho é criar o início da cena, mas não se preocupando em ficar preso no texto, no que o roteiro diz, mas ir além das palavras e “rascunhar” um início de cena “corporalmente expressivo”, e não somente ficando preso no texto proclamado (declamatório).
Então ficamos um bom tempo ensaiando a tal cena, para que no final da aula apresentassemos o tal ‘rascunho do início da cena’ para a prof e demais outros alunos-atores que cuidavam de outra cena.
Bem, uma dika que deixo [por mim, ou seja, não faz parte da aula, então se quiserem não dar ouvidos a esta dika, fiquem a vontade e me xinguem a vontade =P], foi a qual tivemos que superar o meu grupo e eu durante o tempo de ensaio para criar o rascunho de nossa cena: nossa principal dificuldade foi improvisar sobre a cena escrita. Como fugir de marcações que no Brainstorm delimitamos por estar preso ao texto? tentamos não seguir marcações, mas cada membro do grupo, ator da cena, deveria cuidar de seu ‘personagem’, criando uma expressividade corporal para ele[personagem] e seguir o fluxo conforme a improvisação sobre a cena acontecesse. E assim o fizemos, contudo estavamos ainda presos à influencia de época, filme, e toda a base teorica que tivemos em pesquisa. Ainda não conseguimos criar improvisavelmente. Até que, lembrando daquele termo “criatividade total”, deu aloka e tentamos refazer a cena não seguindo nenhum contexto exterior ao texto. Tentamos seguir nossa ‘piração’ da arte de criar (provinda das aulas de expressão corporal, das articulações, dos treijeitos de andar). E assim, conseguimos, exagerando um pouco, claro, rascunhar a cena proposta usando de uma expressividade corporal interessante visualmente. Para se ter idéia, a cena até engraçada ficou ^^
Bem, por fim, apresentamos o ‘rascunho’ da cena, a prof e demais público comentou o que achou da proposta, etc, e então – depois de ver a outra cena tb – dai veio um ‘dever de casa’ da prof, que é:
Decorar o texto: entendê-lo completamente e vir a decorar; / e trazer um objeto na prox aula para que auxilie o desenvolvimento expressivo do personagem na cena.
e dai fim da aula ^^
=> Prox Post: Segunda, 8h
obs: como semana que vem terá feriado, então na prox semana tbm terá menos post =P